Alteração acelera tratativas de colaboração com a PGR e reforça o caminho da accountability institucional
Brasília (DF) · 13 de março de 2026
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro trocou de defesa jurídica nesta sexta-feira (13/mar), horas depois de o STF formar maioria para manter sua prisão preventiva.
O criminalista Pierpaolo Bottini deixou o caso, alegando motivos pessoais, e substabeleceu a causa para José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca.
O mesmo ocorreu com Roberto Podval.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, a mudança indica que Vorcaro partirá para uma negociação de delação premiada.
Oliveira Lima, que já conduziu colaborações na Lava Jato — incluindo as de Leo Pinheiro e Alberto Youssef —, também defendeu José Dirceu e o general Braga Netto.
A Segunda Turma do STF votou, com relatoria de André Mendonça, para confirmar a custódia decretada na Operação Compliance Zero.
Votos de Luiz Fux e Kássio Nunes Marques formaram maioria; Dias Toffoli declarou-se suspeito.
Vorcaro está na Penitenciária Federal de Brasília desde 4 de março.
A Andréia Sadi, no G1, confirma que a troca abre caminho para acordo com a PGR. Em 12 de março, a antiga defesa havia negado tratativas: “A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de tratativas de delação premiada”.
Lauro Jardim, no O Globo, escreve que a alteração “significa que o ex-banqueiro deu o ‘o.k.’ para o início de fato de uma delação premiada” que, se concretizada, “vai abalar a República”.
A prisão preventiva decorre de investigações sobre organização criminosa armada e milícia privada.
A Polícia Federal identificou mensagens de Vorcaro com o auxiliar conhecido como “Sicário”.
O novo advogado assume em momento delicado, reforçando o papel das instituições na preservação do devido processo legal e da transparência pública.
Colunas de UOL e Estadão reforçam que as tratativas com a PGR estão em estágio inicial.

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