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“Você não pode fazer uma operação hoje e amanhã ser candidato”, diz Arthur Lira sobre Moro

    Arthur Lira em discurso na Câmara dos Deputados, em março deste ano / Foto: Sergio Lima/AFP via Getty Images, e o ex-juiz Sergio Moro, em foto de Lula Marques | Sobreposição de imagens


    PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

    “Como uma carreira típica de estado, com os privilégios, eles têm que ter um limite de atuação“, opinou o presidente da Câmara dos Deputados que defende quarentena de quatro anos para juízes, membros do MP, militares e policiais

    “O Supremo julgou Sergio Moro como parcial na questão do ex-presidente Lula e tantas outras“, respondeu o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, ao ser perguntado por Camila Mattoso e Julia Chaib, da Folha de S. Paulo, se “houve excessos” com Sergio Moro à frente da Lava Jato.

    “O balanço, se foi mais erros ou acertos, está colocado à prova porque quase todos vão ser candidatos“, afirmou Lira, referindo-se também a Deltan Dallagnol e alguns procuradores do MP.

    Aos poucos, o parlamentar foi se soltando e afiando as respostas, sendo mais objetivo ao deixar claro que é contra todos os membros da operação ‘mudarem de ramo’.

    “Qual era a intenção da Lava Jato? Combater a corrupção ou usar a operação como trampolim político?“, questiona revelando que no fundo, em sua opinião, houve sim, excessos na Lava Jato, com Moro à frente da operação.

    O presidente da Câmara considera “muito ruim” o fato de membros da Lava Jato estarem entrando para a política.

    “Acho que a maioria esmagadora do Ministério Público e do Judiciário não concorda com isso“, opinou. “Por isso defendi a quarentena“.

    Lira se referiu a aprovação, em setembro, do projeto de lei que institui o novo Código Eleitoral, que reformula a legislação partidária. Líderes do Centrão, incluindo ele, reinseriram no código uma quarentena de quatro anos para juízes, membros do MP, militares e policiais que queiram se candidatar. A medida, porém, só valeria a partir de 2026.

    Fechando o bloco sobre Moro, na Folha, Lira afirmou também que não se “pode usar a sua profissão como arma. Você não pode fazer uma operação hoje e amanhã ser candidato, se pautando em cima de uma operação que teve sucesso ou falhas“.

    “Como uma carreira típica de estado, com os privilégios, eles têm que ter um limite de atuação“, afirmou.

    文

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