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“Você não é presidente mais”: Caiado rompe com Bolsonaro, a quem chama de ignorante, e se reporta ao STF e Congresso

    Ronaldo Caiado inicia coletiva de imprensa nesta manhã dizendo que “na política e na vida a ignorância não é uma virtude”, acrescentando que “Goiás seguirá as decisões da OMS e Ministério da Saúde”. O Governador, que também é médico, perde a paciência com o presidente e diz: “Ora, o que é isso? É exatamente querer, nessa hora, colocar na balança o que é mais importante, a vida ou a sobrevivência da economia. Não, nós podemos fazer as duas coisas”.

    Ronaldo Caiado (DEM), Governador de Goiás / Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil

    Caiado (DEM) rompeu com Bolsonaro publicamente e disse que não respeitará decisões do presidente. A partir de agora, ele somente terá contato com o mandatário do Brasil através de comunicados oficiais. O Governador fez duras críticas às suas declarações sobre os impactos econômicos da crise e seus ataques aos governadores: um “discurso totalmente irresponsável”.

    Parece que a frase do haitiano que apontou as mãos ao presidente na área externa do Palácio Alvorada e disse “Bolsonaro, você não é presidente mais” (assista no vídeo abaixo) está começando a minar de fato a estrutura do bolsonarismo. Segundo a reportagem da Folha, a decisão pela ruptura ocorreu após o pronunciamento de Bolsonaro em rede nacional na noite de terça (24). Leia as declarações de Ronaldo Caiado nesta manhã:

    As decisões do presidente da República no que diz respeito à área de saúde e ao coronavírus não alcançam o estado de Goiás. As decisões de Goiás serão tomadas por mim e por decisões lavradas pela Organização Mundial da Saúde e pelo povo técnico do Ministério da Saúde.

    Não posso admitir que venha agora o presidente da República lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por um colapso econômico. Não faz parte da postura de um governante. Um estadista tem que ter coragem de assumir as dificuldades. Se existem falhas na economia, não tente responsabilizar outras pessoas, assuma sua parcela”.

    Se decisões eu tiver que tomar junto ao governo federal, eu as tomarei junto ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. A autonomia que estou aqui conclamando como governador é conferida pela Constituição”.

    Agora é isolamento vertical, agora é cloroquina… Ah, por favor! Estamos tratando de um assunto sério. A população tem que ter norte, tem que ter rumo, os líderes têm que saber se pronunciar nesse momento. Por que responsabilizar os outros, dar uma de Pôncio Pilatos, lavar as mãos?

    Existe [o covid-19] e será tratado por nós da maneira como nós determinamos no nosso decreto. Saberemos balizar o momento em que, aí sim, saberemos flexibilizar as restrições. Ao curarmos pessoas e tentarmos diminuir a extensão e gravidade da contaminação, estamos também atendendo à necessidade das pessoas de voltarem a suas atividades”.

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