Líder do PT na Câmara mobiliza internautas para barrar anistia a golpistas e revisão de condenação de Jair Bolsonaro em dia decisivo na Câmara dos Deputados
Brasília, 17 de setembro de 2025
O deputado federal Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara dos Deputados, celebrou uma vitória parcial contra a controversa PEC da Blindagem e convocou uma mobilização urgente nas redes sociais para impedir retrocessos em pautas sensíveis.
Por volta das 9h desta quarta-feira (17 /set), o parlamentar publicou um vídeo em sua conta no X (antigo Twitter), destacando a derrota de um destaque crucial que previa voto secreto para autorizar processos contra deputados e senadores, graças à pressão do povo.
No vídeo, Lindbergh Farias argumentou com entusiasmo: “Gente, ganhamos da madrugada. Você deve ter ido dormir revoltado com esse absurdo dessa PEC da blindagem. Só que eu quero te contar uma coisa. Ontem à meia-noite e meia, eles perderam um destaque que era um destaque decisivo para eles.”
Ele explicou que o texto suprimiu o termo “secreto”, alterando a exigência de votação aberta para investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o deputado, a contagem parou em 296 votos favoráveis, aquém dos 308 necessários para manter o dispositivo, atribuindo o resultado à revolta do povo e à mobilização online.
A PEC da Blindagem, oficialmente conhecida como PEC das Prerrogativas, foi aprovada em dois turnos na Câmara na noite anterior, com placares de 353 a 134 no primeiro e 344 a 133 no segundo.
No entanto, a derrubada do voto secreto representou um revés para o Centrão e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), suspendeu a sessão para evitar mais derrotas, adiando a análise de outros dois destaques para esta quarta-feira (17/set).
A proposta, que amplia o foro privilegiado e exige aval do Congresso para ações judiciais contra parlamentares, segue agora para o Senado Federal, onde precisará de dois turnos para aprovação final.
Lindbergh Farias não parou na celebração e alertou para os “outros temas” em pauta, descrevendo o dia como “quente aqui pessoal”.
Ele criticou a priorização da PEC da Blindagem em detrimento da Medida Provisória (MP) da Luz do Povo, que beneficia 60 milhões de brasileiros com isenção na conta de energia elétrica para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com consumo de até 80 kWh mensais.
A MP, editada em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, expira hoje, exigindo votação urgente na Câmara e no Senado.
Sem aprovação, os descontos e gratuidades, estimados em R$ 3,6 bilhões anuais, caducam, impactando diretamente famílias vulneráveis, indígenas e quilombolas.
O governo corre contra o tempo e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, articula para sensibilizar parlamentares.
O petista também denunciou a tentativa de retomar a votação da anistia escandalosa aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
O projeto (PL 2858/22), prioridade da oposição liderada pelo PL, concede perdão a condenados por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A votação da urgência está marcada para reunião do colégio de líderes nesta manhã, com pressão de bolsonaristas para incluir Jair Bolsonaro, condenado na semana passada pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma organização criminosa armada na trama golpista.
Hugo Motta articula uma alternativa: um projeto de redução de penas para crimes de golpe, que poderia baixar a dosagem de 4 a 12 anos para 2 a 8 anos, beneficiando o ex-presidente sem anistia total – uma manobra para evitar obstrução e construir consenso com o STF e o governo.
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Lindbergh Farias reforçou o apelo: “Tem mais pessoal. Hoje eles querem botar pra votar a anistia. Que é um escândalo. A gente tem que enterrar por isso muita atenção. Você tem que nos ajudar nas redes e tem também um outro projeto que é de revisão das penas. É um projeto tão absurdo pessoal que eles querem fazer cair a pena do Bolsonaro, que foi julgado quinta-feira. Não tem nem acórdão. O julgamento nem acabou formalmente. E eles já querem reduzir as penas para tentar livrar Jair Bolsonaro.”
No texto que acompanhou o vídeo no X, ele escreveu: “Eles tentaram aprovar a PEC da Blindagem para se protegerem com voto secreto… mas perderam! Foram 296 votos no destaque, quando precisavam de 308. A pressão do povo fez a diferença! Mas o dia tá só começando: Hoje é o último dia da MP que garante isenção de energia para 60 milhões de brasileiros. Eles querem retomar a votação da anistia escandalosa. Precisamos enterrar esse tema! E ainda reduzir as penas de Bolsonaro, que acabou de ser condenado! Precisamos de mobilização!! Não podemos recuar agora. A DEMOCRACIA VENCE COM PRESSÃO POPULAR! VAMOS JUNTOS!”
A estratégia de Lindbergh Farias é a de transformar indignação em ação coletiva.
A oposição, incluindo o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), pressiona por uma anistia ampla que reverta inelegibilidades e permita a candidatura de Bolsonaro em 2026, enquanto o governo ameaça rever indicações de cargos para quem apoiar o texto.
No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) elabora uma anistia light, focada em penas menores para “peixes pequenos”, excluindo líderes como Bolsonaro.
Especialistas alertam que o futuro da condenação de Bolsonaro é incerto, com recursos pendentes no STF e possibilidade de revisão via indulto ou nova composição da Corte.
Enquanto isso, a base governista, liderada pelo PT, vê na mobilização popular a chave para vitórias sucessivas, ecoando o mantra de Lindbergh Farias: a democracia vence com pressão popular.
O dia promete ser decisivo para o equilíbrio de poderes em Brasília, com olhos atentos para o impacto nas eleições de 2026.








Vamos pra cima deles! Contra a PEC da Blindagem! E exclusão dos deputados do PT que votaram a favor! Justiça! Doa a quem doer!
Estamos a mercê de bandidos, que só pensam em “blindar” seus crimes! 😳😳😳 Ninguém pensa no povo brasileiro que os elegeu!🤔🤔🤔
Pensem nisso na próxima eleição. 👀👀👀
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