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‘Vitória de Trump ativa imaginário de que Bolsonaro pode voltar’: Eduardo crê que Moraes devolverá passaporte

    Daqui a pouco, vamos ter eleições no Brasil, em 2026, no Chile e na Colômbia. Não custa imaginar que toda a região vai ficar mais conservadora“, disse em entrevista

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    A vitória de Trump ativa o imaginário de que o Bolsonaro também pode retornar“, diz o filho do ex-presidente inelegível até 2030, Eduardo, em entrevista à BBC News. De acordo com o deputado federal pelo PL de São Paulo, “só a atmosfera política criada pela eleição” de Trump “já ativa o imaginário dos brasileiros de que o Bolsonaro também pode retornar“.

    Eduardo compara o pai a Trump: “Os dois casos, a vitória de Trump em 2016 e a de Bolsonaro em 2018, foram eleições improváveis. E depois, quando eles não conseguiram a reeleição, os dois reclamaram de suspeitas no processo eleitoral“.

    O parlamentar diz que se Trump tivesse sido reeleito em 2020, sua influência no Congresso seria menor. Agora, Trump possui maiorias na Câmara e no Senado, o que poderia facilitar a chance de Bolsonaro ter uma base mais forte em 2026, ajudando na implementação de pautas conservadoras. A vitória de Trump representa uma mudança de paradigma, afirma Eduardo Bolsonaro.

    Se você começar a olhar para toda a nossa região, para as Américas, você vê uma guinada à direita. Os Estados Unidos com o presidente Trump. O Equador com Daniel Noboa, o Uruguai com Luis Alberto Lacalle Pou, o Paraguai com [Santiago] Peña, e o Javier Milei na Argentina. Daqui a pouco, vamos ter eleições no Brasil, em 2026, no Chile e na Colômbia. Não custa imaginar que toda a região vai ficar mais conservadora“, diz Eduardo.

    Sobre a inelegibilidade do pai, Eduardo diz que o STF pode agir com cautela devido à influência dos Estados Unidos e suas leis contra abusos de autoridade. É provável que haja um cenário de maior prudência para evitar confrontos legais, visto que todos têm interesses nos Estados Unidos.

    O deputado argumenta que Elon Musk teve um grande enfrentamento com Alexandre Moraes e ontem esteve em Mar-a-Lago, onde Trump mencionou oferecer-lhe um cargo. Segundo Eduardo, a principal bandeira de Musk é a liberdade de expressão, e lhe parece que o governo norte-americano não intervirá no TSE. Ele cita que o governo americano já congelou ativos de figuras do governo venezuelano, mostrando que utiliza seu poder para pressão geopolítica.

    A questão da inelegibilidade de Bolsonaro é uma questão de justiça […] E a relação dos Estados Unidos com o Brasil é cada vez mais íntima“, diz o deputado, acrescentando que “há um projeto de lei, por exemplo, da deputada [republicana] Maria Elvira Salazar, que prevê a retirada de vistos de autoridades estrangeiras que não respeitem a liberdade de expressão de americanos. E foi este o caso do Twitter“.

    As pautas estão andando e cada vez mais eu vejo uma atmosfera favorável para a reversão da inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Quero deixar claro que não falo por ninguém dos Estados Unidos, por nenhuma autoridade. Mas o que eu quero dizer é que, aqui nos Estados Unidos, cada vez mais eles estão cientes do que acontece no Brasil“, disse Eduardo.

    Por fim, Eduardo disse esperar que seu pai “seja convidado para posse” de Trump. […] “Só que ele tem que reaver o passaporte, né? Os advogados deverão peticionar ao Alexandre de Moraes para que o passaporte seja devolvido e ele possa fazer essa viagem. Certamente, Trump vai chamá-lo“.

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