
LULA e comitiva chegaram à China na madrugada de domingo (horário local) – Foto de Ricardo Stuckert
Presidente da República Federativa do Brasil realiza visita de Estado à República Popular de 10 a 14 de maio – SAIBA MAIS
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Pequim, 10 de maio de 2025
Uma nota curta no Global Times , postada no sábado (10/5), diz que, “a convite do presidente Xi Jinping, o presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fará uma visita de Estado à China de 10 a 14 de maio“, conforme “anunciou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China“.
O estadista brasileiro chegou na República Popular da China e postou a informação nas redes sociais às 14h31 no horário de Brasília, ou às 01h31 da madrugada de domingo (11/mai) no país da Ásia Oriental:
“Boa tarde Brasil, boa noite China. Acabo de chegar em Pequim, onde vamos fechar novas parcerias e assinar acordos de cooperação em múltiplas áreas. É mais um grande passo na relação de amizade e proximidade estratégica com a China, maior parceiro comercial do Brasil desde 2009″, escreveu Lula, no X.
A agenda de Lula inclui a participação no IV Fórum China–CELAC, nos dias 12 e 13, e a assinatura de acordos bilaterais, reforçando a parceria estratégica entre os dois países, que celebram 50 anos de relações diplomáticas em 2024.
De acordo com o porta-voz do MRE chinês, a visita de Lula é um marco para aprofundar a cooperação sino-brasileira, com foco em comércio, sustentabilidade e multilateralismo.
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“A China valoriza a amizade estratégica com o Brasil e espera que esta visita consolide nossa parceria para um mundo mais justo e sustentável”, afirmou o porta-voz em comunicado oficial.
Lula terá uma reunião bilateral com Xi Jinping, bem como outras com o presidente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, e o primeiro-ministro Li Qiang, além de cerimônias para a assinatura de pelo menos 16 acordos bilaterais, abrangendo áreas como agricultura, tecnologia, energia renovável e infraestrutura.
Outros 32 atos estão em negociação, segundo o embaixador brasileiro Eduardo Saboia.
As agências de notícias da China destacam o interesse em avançar projetos como a Ferrovia Bioceânica, que conectaria o Brasil ao porto de Chancay, no Peru, facilitando exportações para a Ásia.
O Global Times diz que a visita ocorre em meio a tensões comerciais globais, especialmente entre China e Estados Unidos, e que o Brasil, sob Lula, busca um papel de equilíbrio, promovendo o multilateralismo.
“O Brasil é um parceiro chave no hemisfério sul, e a liderança de Lula no fortalecimento do BRICS e da CELAC é altamente valorizada pela China”, publicou o jornal.
A agência de notícias Xinhua também destacou a importância do Fórum China-CELAC, que reúne líderes de 33 países latino-americanos e caribenhos, como uma plataforma para ampliar a influência chinesa na região.
A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, com um comércio bilateral que atingiu US$ 136,3 bilhões de janeiro a outubro de 2024.
O Brasil exporta principalmente soja, minério de ferro e petróleo, enquanto importa produtos como semicondutores e equipamentos de telecomunicações.
Recentemente, a China levantou restrições a cinco exportadores brasileiros de soja, sinalizando um ambiente favorável para o agronegócio brasileiro antes da visita de Lula.
Fontes chinesas reforçaram que a visita de Lula simboliza o compromisso mútuo com o desenvolvimento sustentável e a cooperação, um modelo de colaboração entre nações em desenvolvimento.
As mídias destacam o potencial para novos investimentos chineses em setores como energia limpa e inteligência artificial.
A visita de Lula à China, a quarta de seu terceiro mandato, ocorre após sua passagem pela Rússia, onde participou das comemorações dos 80 anos da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial.
Analistas chineses veem a viagem como uma demonstração da política externa brasileira de não alinhamento, buscando parcerias com múltiplos atores globais sem se subordinar a disputas entre potências.
A expectativa é que a visita resulte em avanços concretos, como a possível instalação de uma fábrica de fertilizantes no Paraná, reduzindo a dependência brasileira de ureia importada, e maior cooperação em projetos de infraestrutura, como os do programa Cinturão e Rota, embora o Brasil ainda não tenha aderido formalmente à iniciativa.
A visita também reforça o papel do Brasil como líder regional na América Latina, com Lula articulando a integração por meio da CELAC.












