Visita de Lula ao Papa chateou o Dep Federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), que pediu explicações em carta

11/02/2020 1 Por Redação Urbs Magna

Leia a íntegra da carta do deputado:


Gabinete do Deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança

Ofício nº 001/2020/GabLPOB

Brasília-DF, 05 de fevereiro de 2020.

A Sua Excelência Reverendíssima Dom
DOM ARCEBISPO GIOVANNI D’ANIELLO
Nunciatura Apostólica em Brasília
SES Avenida das Nações, Quadra 801, Lote 1
Brasília – DF

​Reverendíssimo Senhor Arcebispo,

Cumprimentando-o respeitosamente, solicito a atenção de V. Exa. Rma. no sentido de esclarecer recente declaração de Sua Santidade, Papa Francisco, veiculada pela imprensa internacional quanto à possibilidade de receber no Estado da Cidade do Vaticano, o ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, já condenado em três instâncias por corrupção e respondendo ao todo a nove processos na Justiça brasileira por corrupção, peculato e outros tantos crimes que sacrificaram sobretudo os mais pobres.

A saída do condenado do país apresenta um retardo no cumprimento de processos judiciais dos quais é réu.

Sem querer especular se há qualquer obrigação que a Santa Sé tenha contraído com o condenado no passado, quando ocupava a presidência do Brasil, ao recebê-lo, representará impunidade e desrespeito às instituições brasileiras.

Essa é prática reiterada pelo condenado e pela organização criminosa que ele dirige, como apontado judicialmente pelo Ministério Público Federal.

Nesse ponto, o partido assim como o condenado promovem ideologia socialista e objetivos comunistas abertamente há várias décadas.

Nas últimas décadas, a sociedade brasileira tem sofrido os efeitos de sua gestão criminosa e da influência ideológica que seu partido e aliados têm propagado no Brasil.

Além desse aspecto seus atos de corrupção das instituições, criou todo um sistema de perpetuação da pobreza de milhões de pessoas.

Os resultados de seus atos têm sido difíceis de serem corrigidos em várias áreas da vida dos cidadãos brasileiros: na economia; na conduta das práticas políticas viciadas; na organização do Estado; na burocracia que a envolve; e, sobretudo, nos costumes e valores da sociedade.

Valores esses que estão distantes de qualquer coisa relacionada aos valores que a Santa Sé tradicionalmente representou.

No Brasil, é público que a Igreja Católica tem sistematicamente apoiado politicamente o condenado e seus aliados em eleições.

Fica a dúvida da missão da Igreja como braço político militante de qualquer ideologia.

Fica também a dúvida se houve uma mudança nos valores tradicionalmente defendidos pela Igreja ou se esses foram redefinidos lentamente pela ideologia comunista.

Lembrando que essa ideologia não é corroborada pela Sé Apostólica em documentos como na Carta Encíclica Divinis Redemptoris (1937) e no Decreto do Santo Ofício contra o Comunismo (1949).

Estariam válidos tais documentos doutrinários e, consequentemente, corretos ao exortarem seus bispos e fiéis a estarem atentos a “sofismas de falsidade e ilusão que comprometem a luminosa doutrina da Igreja”?

Diante do exposto, indago, respeitosamente, se Sua Santidade não teme pela imagem da Santa Igreja ao apoiar abertamente notórios comunistas brasileiros que comprovadamente cometeram graves crimes.

Questiono, ainda, quanto à legitimidade dessa visita e os efeitos negativos que poderão acarretar ao povo e às instituições brasileiras.

Respeitosamente,

LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA
Deputado Federal
Câmara dos Deputados | Anexo IV – Gabinete 719 | CEP 70160-900 – Brasília/DF
Telefones: (61) 3215-5719/3719 | dep.luizphilippedeorleansebraganca@camara.leg.br


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