Virologista da Fiocruz alerta sobre potencial pandêmico de vírus descoberto no Paraná

27/07/2020 0 Por Redação Urbs Magna

“… é genomicamente diferente de todas as demais já descobertas no mundo”

O ‘Brasil precisa estar alerta’ sobre potencial pandêmico de vírus descoberto no Paraná, diz o titulo da matéria de Ana Lucia Azevedo no Globo desta segunda (27) que traz detalhes de estudos de uma nova variante do influenza coletados a partir de uma entrevista com a virologista Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que identificou o novo vírus e é referência nacional e para as Américas (Organização Mundial da Saúde) para influenza e o Sars-CoV-2.

Siqueira diz que a variante de influenza do tipo A H1N2 identificada pelo seu laboratório no Paraná é diferente das demais. Leia asdeclarações mais relevantes da virologista:

Desde 2005, a variante do vírus influenza A H1N2 já foi encontrada outras 25 vezes. Mas esta que identificamos em uma amostra de Ibiporã, no Paraná, é genomicamente diferente de todas as demais já descobertas no mundo, mas não sabemos ainda o que isso significa, se lhe confere mais risco ou menos. É por isso que vamos buscar outros possíveis casos”.

Vírus influenza e coronavírus têm um potencial semelhante de provocar pandemia. [“Diria que o potencial de causar pandemia é o mesmo. Sendo que o novo vírus influenza identificado na China (G4 EA H1N1), pelo que se sabe, infectou somente os porcos. Este daqui do Brasil foi transmitido para seres humanos”]

A diferença é que sabemos fazer vacina contra a influenza. Em pouco tempo poderíamos desenvolver uma adequada a uma nova variante. Não seria uma vacina com que sonharíamos, não seria duradoura nem protegeria todo mundo. Porém, evitaria uma pandemia. Não sabemos muito ainda sobre os coronavírus. Mas tenho certeza de que teremos uma vacina.

Vamos analisar amostras enviadas pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen), que é muito bom. São cerca de 3.000 amostras de moradores da região de Ibiporã e Londrina que tiverem quadro de doença respiratória. Queremos descobrir a capacidade de transmissão desse vírus.

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