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[Vídeo] “Pode haver 1 ou 2 vazamentos mas não sou responsável”, diz Moro em show de cinismo em Nova York.

    Foi necessário que Sergio Moro viajasse a Nova York para ser interpelado sobre por que a Lava Jato vaza tanto para a mídia.

    Em sua palestra na AS/COA, Moro foi questionado por uma jornalista da CNBC sobre as reclamações de advogados sobre as ilegalidades e a “metodologia” lavajatista.

    Ela menciona os depoimentos passados para a imprensa “em questão horas”. “Seu departamento faz isso?”, pergunta. “É proposital?”

    A resposta de Moro é um show de cinismo.

    “Algumas vezes se faz uma confusão entre vazamentos e julgamentos públicos”, começa ele.

    “Pode haver, durante a investigação, um ou dois vazamentos, mas posso garantir que não sou responsável por nenhum. E é muito difícil fazer uma investigação sobre vazamentos.”

    Visivelmente desconfortável, ele olha para o mediador Brian Winter, da revista Americas Quarterly, editada pelos donos do evento, lembrando o caso Watergate. “Quanto tempo para descobrir o responsável?”

    (Pobre Deep Throat, cuja conduta não tem absolutamente nada a ver com o modus operandi brasileiro).

    Na defensiva, desafinando, ele alega que acha “errado ter essa atenção sobre os vazamentos” diante da “corrupção generalizada”.

    “Uau. O problema são eles ou o comportamento criminoso dessas pessoas? Mas, de novo, sou contra os vazamentos. Como juiz, eu tenho que obedecer a lei estritamente, mas não vejo os vazamentos como o maior problema nesse caso”.

    Trocando em miúdos, os fins justificam os meios.

    Uau.

    A propagação de informações sigilosas, que por lei deveriam ser mantidas em segredo, ocorre desde o início da Lava Jato. É sistemático.

    A divulgação da delação de Delcídio do Amaral na Istoé foi instrumental para a deterioração da situação política do governo Dilma. A de Leo Pinheiro, da OAS, envolvendo o ministro Dias Toffoli, do STF, saiu na Veja.

    Apesar do que declarou nos EUA, Moro lui même liberou para o Jornal Nacional o grampo da conversa entre Lula e Dilma em 2016, quando o e ex-presidente acabava de ser nomeado para o cargo de ministro da Casa Civil.

    “Não me arrependo de forma nenhuma, embora tenha ficado consternado com a celeuma que a divulgação causou”, disse num convescote da Veja.

    “As pessoas têm ilusões sobre alguns ídolos, mas é hora de verem a verdade”, afirmou SM à plateia americana.

    A verdade está lá fora, diz o pessoal do Arquivo X.

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