Constrangimento histórico: assista ao vídeo em que Miriam Leitão lê nota da Globo para responder Bolsonaro
Nota da Globo foi lida por conta de provocação de Bolsonaro que se defendeu em relação à ditadura, citando Roberto Marinho. ASSISTA
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Após o término da entrevista do candidato Jair Bolsonaro (PSL) na GloboNews o programa não saia do ar. Até que a jornalista Miriam Leitão começou a repetir uma nota que estava sendo ditada no ponto eletrônico. Os jornalistas permaneciam em silêncio e Bolsonaro, talvez sem entender o que ocorria, disse que dois dos que estavam na sabatina seriam convidados para serem seus ministros. Roberto D’Ávila e Gabeira riram e Miriam Leitão avisou que eles continuavam ao vivo.
Até que Leitão começou a repetir uma nota que estava sendo ditada no ponto eletrônico. O editorial da Globo, repetido por ela, reafirmava que realmente Roberto Marinho havia apoiado o Golpe de 1964, mas chamou de um “desacerto”. “Não há por que não reconhecer que o apoio foi um erro.” Miriam disse que Bolsonaro esqueceu-se de citar outro editorial de O Globo de 2013, onde a empresa admitiu que apoiou a ditadura militar.
“À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma”, disse à época.
A nota da Globo teve relação com a provocação de Bolsonaro que se defendeu em relação à ditadura, citando Roberto Marinho.
Bolsonaro usa Roberto Marinho para defender a ditadura na GloboNews, jornalistas se calam

Neste editorial, Marinho defendia o legado da revolução que tirou o Brasil de uma ditadura comunista.
“Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada.
Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente.
Temos permanecidos fiéis aos seus objetivos, embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir o controle do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o Marechal Costa e Silva, “por exigência inelutável do povo brasileiro”.
Sem o povo não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento” ou “golpe” com o qual não estaríamos solidários….
A bancada de nove jornalistas presentes não sabia o que fazer, se calou. E Bolsonaro continuou dizendo que a Globo e a Veja foram criadas já na ditadura, como havia dito no Roda Viva.
E o silêncio continuou imperando.
Os ossos da ditadura enterrados na história da Globo sentiram a dor do silêncio.
Bolsonaro ganhou o último round. E saiu muito maior da GloboNews.
“À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma.”
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