Et Urbs Magna – Cerca de 200 apoiadores do presidente Jair Bolsonaro ocupavam a frente do Comando Militar do Sul, no Centro Histórico, quando uma mulher usando máscara estampada com a frase “Fora Bolsonaro” ficou nua em cima da pilastra da Igreja Nossa Senhora das Dores. Ao descer da mureta, ela e três amigos, incluindo duas outras mulheres, foram perseguidos pelos manifestantes.
Imagem reprodução

Encurralados junto ao muro de um prédio do Exército, eles foram agredidos a socos e pontapés. O repórter fotográfico Jefferson Botega, de GaúchaZH, também foi agredido por um manifestante. Com uma bandeira do Brasil às costas e chapéu de pierrot verde e amarelo, ele deu um tapa no equipamento de Botega enquanto fugia após agredir o grupo que acompanhava a jovem nua.
Os protestos e as agressões foram acompanhados à distância por militares do Exército e agentes de trânsito da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) – não havia solados da Brigada Militar no local. Em seguida, os agressores, acompanhados de um grupo maior de manifestantes, voltaram a intimidar a equipe de GaúchaZH. A pé e de bicicleta, eles cercaram os jornalistas e ameaçaram os jornalistas, na tentativa de expulsá-los do local.
O protesto em frente ao Comando Militar do Sul reuniu adultos, idosos e crianças, boa parte sem máscara e desrespeitando as orientações de distância mínima de dois metros entre cada pessoa. Houve muitos abraços e apertos de mão, gente compartilhando o microfone sem desinfecção por álcool gel e conversas ao pé do ouvido. Nos discursos, os oradores pediam a prisão dos ministros do STF, do presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.
Em meio aos manifestantes, havia quem pediu um novo Ato Institucional Nº 5 (AI-5). Editado em 1968, o AI-5 foi o mais severo conjunto de normas da ditadura militar e resultou no fechamento do Congresso, na suspensão do habeas corpus, na censura à imprensa e às liberdades individuais, com aumento das prisões políticas.
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