“O governo Lula deixou claro que não confiava no GSI, o que gerou até certo melindre por parte dos militares”, pontua Leonardo Sakamoto
“É gravíssima” a informação de que o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, recebeu e-mails com informações de viagens e eventos do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), diz o jornalista Leonardo Sakamoto, do ‘UOL‘.
Tudo foi confirmado pelo ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República, general Marcos Antônio Amaro dos Santos.
“Isso é espionagem, vazamento, podemos dar vários nomes para isso, é crime. Coloca em risco a própria vida do presidente da República. Mauro Cid não era mais o ajudante de ordens da Presidência da República para receber essas informações, era apenas mais uma pessoa e uma pessoa que participou ativamente das articulações golpistas de Jair Bolsonaro“, disse.
“Agora isso vem a confirmar que o governo Lula estava completamente correto em não confiar no GSI. Na chefia? Não, na estrutura, que estava vazando informações pessoais do presidente“, criticou.
“O GSI é um terreno que tinha sido lavrado, semeado fortemente pelo general Augusto Heleno durante o governo Bolsonaro. O governo Lula deixou claro que não confiava no GSI, o que gerou até certo melindre por parte dos militares”, pontuou o jornalista.
