85% dos groenlandeses rejeitam a ideia de se tornarem parte dos EUA – O casal Vance passou apenas três horas no território dinamarquês autônomo sem ter conseguido sair da base militar, onde permaneceram todo o tempo – LEIA, ASSISTA E SAIBA MAIS
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Whashington D.C., 30 de março de 2025
Em uma visita controversa na sexta-feira (28/mar), o vice-presidente dos EUA, JD Vance, acusou a Dinamarca de não proteger adequadamente Greenland, um território semi-autônomo dinamarquês.
Acompanhado de sua esposa, Usha Vance, e de uma delegação da Casa Branca que incluiu o conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz, e o Secretário de Energia, Chris Wright, Vance esteve na base militar americana de Pituffik, no noroeste da ilha.
Em suas declarações, ele criticou duramente o governo dinamarquês, afirmando que “vocês subinvestiram no povo de Groelândia e na arquitetura de segurança desta incrível e bela massa de terra“.
Ele destacou o interesse crescente da Rússia e da China na região, sugerindo que a Gloelândia estaria mais segura sob a “guarda de segurança dos Estados Unidos” do que sob a Dinamarca.
Vance enfatizou a importância estratégica da Gloelândiano Ártico, entre a Europa e a América do Norte, e disse aos repórteres que “a segurança no Ártico é uma grande questão e só vai crescer nas próximas décadas“.
Suas palavras ecoam as repetidas declarações do presidente Donald Trump, que insiste em trazer o território sob controle americano “de uma forma ou de outra“, gerando indignação entre os locais.
Coalizão em Greenland se Une Contra Pressão de Trump
Horas antes da chegada de Vance, quatro dos cinco partidos eleitos para o parlamento da Groelândia em março anunciaram uma coalizão ampla para formar um novo governo, liderado pelo primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen, do partido Demokraatit. A união foi uma resposta direta às intenções de Trump.
“Em um momento em que nós, como povo, estamos sob pressão, devemos nos manter unidos“, declarou Nielsen em uma coletiva de imprensa em Nuuk, capital da Groelândia.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, também reagiu, afirmando que “queremos trabalhar com os americanos na defesa e segurança do reino, mas a Groelândia pertence aos groenlandeses“.
A Dinamarca, um aliado tradicional dos EUA na OTAN, vê suas relações com Washington se deteriorarem diante das ameaças de anexação.
Visita Reduzida Após Protestos Locais e Diplomáticos
Originalmente planejada como uma viagem de três dias liderada por Usha Vance, com participação em eventos culturais como a corrida de trenós Avannaata Qimussersu em Sisimiut, a visita foi reduzida a um dia após forte resistência de autoridades de Greenland e da Dinamarca.
O plano inicial causou revolta por não ter sido consultado com os líderes locais, levando à exclusão de paradas fora da base de Pituffik.
A mudança evitou encontros com cidadãos irritados e possíveis violações de protocolos diplomáticos, já que a delegação não foi oficialmente convidada.
Trump, por sua vez, intensificou sua retórica na sexta-feira, dizendo à imprensa na Casa Branca que “precisamos da Groelândia para a segurança internacional” e que o controle da ilha é essencial não apenas para a paz dos EUA, mas para “a paz mundial“.
Reação da Groelância: Protestos e Rejeição à Influência Americana
A visita de Vance foi recebida com hostilidade na Groelândia e na Dinamarca. Um protesto foi marcado para o sábado (29/mar), em frente à embaixada dos EUA, em Copenhague, organizado por opositores aos planos de Trump.
Um vídeo nas redes sociais mostra o momento em que JD Vance e Usha Vance retornam à aeronave oficial do governo dos EUA. As informações originais em inglês sobrepostas nas imagens informam que o casal não conseguiu ir a lugar algum na Groelândia devido aos protestos de moradores e a boicotes de empresas, tendo permanecido, durante as três horas de permanência na região autônoma dinamarquesa, dentro de uma base militar.
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Durante seu primeiro mandato, Trump já havia sugerido comprar a ilha, uma ideia rejeitada pela Dinamarca, que declarou que a Groelândia “não está à venda“. Pesquisas recentes mostram que 85% dos groenlandeses rejeitam a ideia de se tornarem parte dos EUA.
O que Vance foi fazer na Groelândia?
A visita de Vance, a primeira de um vice-presidente americano à ilha, teve como foco reforçar a presença militar dos EUA e avaliar a segurança no Ártico, uma prioridade do governo Trump. Apesar de Vance ter dito que respeita a autodeterminação da Groelândia e descartado o uso de força, suas críticas à Dinamarca e o tom expansionista de Trump alimentam tensões.
A delegação incluiu figuras-chave como Mike Waltz e Chris Wright, sinalizando interesses estratégicos e econômicos, como os ricos depósitos de minerais de terras raras da Groelândia, vitais para a economia americana.











Apoiadissimos os dinamarqueses moradores da ilha.
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