temos recebido e estamos recebendo ataques cibernéticos por todas as redes sociais para encher de ódio e dividir a Venezuela e justificar a violência fascista“, disse o presidente, no domingo, em Caracas
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participou, neste domingo (4/8), da celebração do 87º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana, quando afirmou que o país vive, nas ruas, um golpe de Estado ciberfascista e criminoso.
Maduro ainda qualificou o “golpe de estado” como “imperialista” e acrescentou que é “uma emboscada imperialista com características fascistas, cheia de ódio, vingança e perseguição contra as instituições”.
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Venezuela vive "golpe de Estado ciberfascista – uma emboscada imperialista", diz Nicolás Maduro, no domingo (4/8), por ocasião da celebração do 87º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana. pic.twitter.com/VTDdVIoe38
— 𝓤𝓻𝓫𝓼 𝓜𝓪𝓰𝓷𝓪 (@UrbsMagna) August 5, 2024
“Fizemos este aniversário precisamente no momento em que enfrentamos nas ruas da Venezuela um golpe de Estado ciberfascista e criminoso. Não tenho dúvidas, senhor general, em classificá-lo como um golpe de Estado imperialista, uma emboscada imperialista que tem características fascistas cheias de ódio, vingança e perseguição contra as instituições“, afirmou Maduro durante evento para a celebração do 87º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana, em Caracas.
“Hoje devo transmitir minhas condolências à família de dois membros da Guarda Nacional assassinados nas emboscadas de criminosos, delinquentes, contratados, preparados e treinados para esse golpe de Estado“, prosseguiu o vencedor da eleição presidencial do país, segundo o CNE (Conselho Nacional Eleitoral).
“Essa emboscada desse golpe de Estado, que qualifiquei de golpe ciberfascista, criminoso. Ciberfascista porque temos recebido e estamos recebendo ataques cibernéticos por todas as redes sociais para encher de ódio e dividir a Venezuela e justificar a violência fascista“, explicou Maduro.
“Porque sua característica principal é o ódio, a violência, a irracionalidade e a criminalidade, pois teve um grupo importante de criminosos treinados no exterior, tarifados e comprados aqui para atacar hospitais, escolas, universidades, módulos de proteção cidadã dos quadrantes de paz para atacar cidadãos humildes que caminham pelas ruas, queimar seus pertences, seus carros, agredi-los, humilhá-los“, afirmou.
“Foi um ataque que conseguimos dissipar e controlar nessa primeira investida em quarenta e oito horas, graças à união perfeita cívico-militar, policial e a uma coluna vertebral que hoje completa oitenta e sete anos, a Guarda Nacional Bolivariana“, disse.
“Portanto, estamos em tempos de luta pela paz, pela democracia, pela estabilidade nacional. Dizer paz é dizer futuro, dizer paz hoje em dia é dizer direito à independência, à autodeterminação. Assim como afirmamos com muita firmeza: “Leais, sempre! Traidores, nunca!”
“Estamos do lado certo da história. Estamos no caminho certo. (…) Este bastão de comando que tenho em minha mão como comandante-em-chefe da Força Armada Nacional Bolivariana destas forças militares, Libertadoras do século XXI está em boas mãos e continuará nas mãos do patriota“, afirmou o presidente da Venezuela.

Nicolás Maduro ergue o bastão de comando de comandante-em-chefe da Força Armada Nacional Bolivariana da Venezuela 4.8.2024 – imagem reprodução
“Jamais este bastão de comando cairá nas mãos de traidores, oligarcas, fascistas. Jamais, juro pela vida da pátria, juro. Portanto, iniciemos este ato com o peito cheio de orgulho por esta Guarda Nacional bolivariana que se desdobra pelo país e que continuará a crescer e a se consolidar em profissionalismo, em qualidade e em capacidade de ação“.
