Venezuela denuncia Bolsonaro à comunidade internacional por abrigar terroristas – Leia o Comunicado ao Mundo

29/12/2019 Off Por Redação Urbs Magna
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“A República Bolivariana da Venezuela denuncia à comunidade internacional esta decisão incomum e confirma o padrão de proteção e cumplicidade de Governos satélites dos Estados Unidos para atacar a paz da Venezuela através de mercenários que confessaram seus crimes”, diz parte do comunicado divulgado nas redes sociais


A República Bolivariana da Venezuela denuncia à comunidade internacional a decisão incomum do governo brasileiro de conceder status de refugiado aos cinco terroristas confessados, responsáveis ​​pelo ataque armado ao Batalhão de Infantaria 513 do Gran Sabana, publicou o Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, em seu perfil oficial do microblog Twitter, conforme reproduzimos abaixo:

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Leia o comunicado na íntegra:

O Governo da República Bolivariana da Venezuela rejeita categoricamente a decisão do governo da República Federativa do Brasil de condicionar aos cinco terroristas refugiados, responsáveis pelo assalto ao 513° ‘Batalhão de Infantaria da Selva Mariano Montilla’, localizado em Luepa, Gran Sabana, no estado de Bolívar, em 22 de dezembro de 2019, onde 120 rifles de assalto foram roubados, juntamente com 9 lançadores de foguetes em uma operação violenta na qual perdeu a vida um soldado de nossas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas.

A República Bolivariana da Venezuela denuncia à comunidade internacional esta decisão incomum e confirma o padrão de proteção e cumplicidade de Governos satélites dos Estados Unidos para atacar a paz da Venezuela através de mercenários que confessaram seus crimes, sobre os quais há provas para condenação, treinada, paga e protegida por governos de países vizinhos.

Note-se que este grupo de terroristas confessou através do registro
público, notório e comunicacional audiovisual, sua responsabilidade e participação em fatos tão sérios.

Ao conceder abrigo em casos não cobertos por convenções correspondentes internacionais, a República Federativa do Brasil, não apenas agrava o direito internacional humanitário, mas estabelece perigos precedentes de proteção de pessoas que cometeram crimes flagrantes contra a paz e a estabilidade de outro Estado.

O governo brasileiro torna-se, assim, cúmplice de atividades armadas contra países vizinhos e protetor de criminosos e mercenários que os estrelaram. Seria possível perguntar às autoridades políticas e militares do Brasil qual seria sua reação se a Venezuela desse proteção legal aos desertores de seu exército, fugindo de um ataque às instalações militares brasileiras, perpetradas para gerar ansiedade em sua população.

O povo da Venezuela tem certeza de que o povo do Brasil nunca acompanharia decisões imprudentes, como as tomadas pelo enfraquecido governo de Jair Bolsonaro.

Tudo acima indica que esse tipo de decisão do governo brasileiro faz parte da ativação ilegal e perigosa do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), cujo objetivo é gerar as condições para uma intervenção militar na Venezuela.

Nesse sentido, a República Bolivariana da Venezuela, na presença de abundantes evidências e confissão pública de crimes, insistirá em reivindicar a entrega imediata desse grupo de criminosos, além de denunciar a posição até agora demonstrada pelas autoridades brasileiras no país organismos internacionais relevantes, inclusive perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Caracas, 29 de dezembro de 2019

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