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Maduro convoca milícia de 8 milhões armados enquanto EUA fecham céus do país e oposição lança ultimato

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    Trump, Corina
    Trump, Corina e Maduro | Imagens reprodução


    Trump envia recado “a todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas” aunciando o fechamento do “espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela”; Caracas classifica mensagem como uma “ameaça colonialista” e uma “agressão extravagante, ilegal e injustificada”; María Conina Machado diz que Venezuela está pronta para uma “transição ordenada e estável” 



    Brasília, 29 de novembro 2025


    O governo da Venezuela enfrenta uma tríplice crise que eleva a tensão no Caribe, envolvendo os Estados Unidos, o chavismo e a oposição interna.


    A crise foi deflagrada por um ultimato aéreo do presidente dos Estados UnidosDonald Trump, que declarou nas redes sociais“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, por favor, considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela como totalmente fechado. Obrigado pela atenção! “.


    A mensagem coincide com um grande destacamento militar dos EUA no Caribe, que inclui o maior porta-aviões do mundo.


    Em resposta, o governo venezuelano emitiu um Comunicado em Caracas em 29 de novembro de 2025, classificando a declaração como uma “ameaça colonialista” e uma “agressão extravagante, ilegal e injustificada”.


    O texto repudia o ato como “hostil, unilateral e arbitrário”, incompatível com o Direito Internacional, e o enquadra em uma política permanente de agressão com pretensões coloniais sobre a América Latina e o Caribe


    Caracas denunciou que a ação representa uma ameaça explícita de uso da força, proibida pela Carta das Nações Unidas, e viola os princípios de soberania sobre o espaço aéreo consagrados no Convenio de Chicago de 1944 e protegidos pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).


    Governo Bolivariano alertou que não aceitará “ordens, ameaças ou ingerências” de nenhum poder estrangeiro. Como consequência, voos do Plan Vuelta a la Patria (Plano Volta à Pátria) foram suspensos unilateralmente, interrompendo a repatriação de venezuelanos.



    Em um plano paralelo de pressão, a líder opositora María Corina Machado, a que venceu o Nobel da Paz 2025, enviou um ultimato a Nicolás Maduro durante entrevista ao canal Venezuela En Vivo Alertas, reiterando que “o tempo deles acabou” e pediu ao regime que, “para o seu próprio bem, facilitem que este processo avance”.


    Machado demonstrou segurança de que a Venezuela está pronta para uma “transição ordenada e estável” e destacou que o regresso dos quase 9 milhões de venezuelanos que emigraram será uma prioridade absoluta.


    Guiada por um manifesto que atua como a “coluna vertebral” do movimento, ela afirmou que a “Dignidade Humana é sagrada” e que os venezuelanos foram vítimas de “crimes brutais e horrendos”


    Machado também expressou sua convicção de que a liberdade da Venezuela trará a liberdade para Cuba e Nicarágua.


    Apesar do otimismo após a premiação internacional à “coragem cívica dos venezuelanos”, ela citou 900 presos políticos, muitos dos quais estariam sendo “torturados nestes momentos”.


    Sobre a afirmação de Trump de que falaria com MaduroMachado preferiu “não entrar nos aspectos, digamos, cotidianos desta dinâmica”.


    Em reação ao destacamento aéreo e naval dos EUA, que incluiu ataques a embarcações de tráfico de drogas, o chavismo convocou, conforme a EFE, um maciço alistamento na Milícia Nacional Bolivariana da Venezuela.


    Segundo o governo, mais de oito milhões de pessoas se alistaram neste corpo de reserva civil armado, um componente especial das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB).


    Nicolás Maduro havia anunciado a criação das Unidades de Milícia Comunal em 5.336 áreas.


    Cidadãos como Enlli Rodríguez, de 47 anos, relataram que em sua comuna, com rota direta para o Forte Tiuna, principal instalação militar do país: “Já sabemos o que vamos fazer, onde vamos atacar, por onde vamos entrar e onde vamos proteger nosso pessoal em caso de ataque”


    Diosdado Cabello, número dois do chavismo, reforçou: “Qualquer um que se atreva a pôr os pés na Venezuela enfrentará a fúria de um povo que nunca se rendeu em mais de 500 anos. Aqui não há regras”.


    A sargento Fátima Gonçalves, de 51 anos, expressou confiança no apoio da Rússia, mas garantiu: “A Venezuela não é um país em guerra, mas se vierem nos procurar, vão nos encontrar”.


    Apesar da tensão, as celebrações do Natal, antecipado por Maduro, continuam. Moradores como Maximiliano Solórzano, porta-voz executivo da comuna em Petare, e Johan Villanueva afirmam: “Tudo está indo normalmente, sem nenhum problema” . Eles acrescentam que as pessoas estão em paz.


    Felicita Quesada, de 73 anos, continua participando de atividades cívicas, como a consulta popular para escolher projetos locais, segundo a EFE.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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    1 comentário em “Maduro convoca milícia de 8 milhões armados enquanto EUA fecham céus do país e oposição lança ultimato”

    1. O SR. TRUMP ACHA QUE É DONO DO MUNDO.

      MAS A CHINA MOSTROU QUE ELE DEVE FICAR MAIS MIUDO

    Os comentários estão fechados.

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