📷 A capa da publicação da revista VEJA no X (antigo Twitter) mostra a manchete sobre a saída de Ricardo Stuckert do Palácio do Planalto. A postagem gerou controvérsia nas redes sociais após leitores acusarem a revista de omitir o contexto da exoneração — o fotógrafo de Lula há 23 anos deixou o cargo no governo para assumir a coordenação das redes sociais da campanha de reeleição do presidente. (Fonte: VEJA/Reprodução)
| Brasília (DF)
06 de julho de 2026
A manchete da VEJA publicada em suas redes sociais, sobre a saída de Ricardo Stuckert do Palácio do Planalto, gerou uma onda de críticas nas redes sociais, com muitos leitores acusando a publicação de “clickbait” e de omitir o contexto central da notícia.
A alegação é de que o título induz o leitor a pensar em uma saída definitiva ou conflituosa, quando, na verdade, a exoneração faz parte de uma movimentação estratégica do presidente Lula para reforçar sua pré-campanha à reeleição.
O polêmico título da matéria diz: “Fotógrafo de Lula há 23 anos, Ricardo Stuckert deixa o Palácio do Planalto”.
A informação, por si só, é verdadeira. O Diário Oficial da União desta segunda-feira (6/jul) trouxe a exoneração de Stuckert do cargo de secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência.
O que a manchete não diz, e que é o ponto central da revolta de muitos leitores, é o destino do fotógrafo.
Stuckert não está deixando o presidente Lula. Ele está sendo deslocado para a campanha de reeleição, onde atuará como coordenador das redes sociais do petista ao lado de Nicole Briones, responsável pela estratégia digital do PT.
A exoneração, que ocorre às vésperas do período de defeso eleitoral, é uma manobra para que ele possa se dedicar integralmente à campanha sem estar vinculado ao governo.
A insatisfação com a manchete foi rapidamente traduzida em posts virulentos.
O perfil VampireSP, que se declarou abertamente bolsonarista, foi um dos que disparou contra a publicação: “N existe mais jornalismo… sou BOLSONARISTA, mas vc lê uma manchete dessa pensa q o cara tá saindo e na verdade ele vai sair da presidência pra entrar na campanha de reeleição… vcs da imprensa são uns lixos !!!!”.
A crítica, ainda que em tom agressivo, aponta para uma questão central: a omissão de contexto crucial em uma manchete.
A decisão editorial de usar o verbo “deixar” sem explicitar o propósito da saída pode ser interpretada como uma tentativa de gerar cliques pela desinformação, ou “clickbait”, forçando o leitor a acessar o conteúdo completo para entender o que realmente aconteceu.
Nos bastidores, a movimentação de Stuckert é vista como um sinal de que a campanha de Lula está sendo montada.
Outros nomes da Secom, como Raquel Sepúlveda, Gustavo Couto e Gilberto Santos, também estão sendo exonerados para reforçar a comunicação da campanha.
Em resumo, o fotógrafo não está saindo, está sendo reposicionado para um dos cargos mais estratégicos da campanha petista: a comunicação digital.
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