Condenado pelo Supremo por tentativa de golpe, ex-diretor da PRF rompeu tornozeleira e tentou enganar a polícia com alegação de câncer antes de ser transferido
Foz do Iguaçu, Paraná · Sábado, 27 de dezembro 2025
Silvinei Vasques foi levado de Foz do Iguaçu para Brasília, neste sábado (27/dez), após o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ser entregue pelas autoridades paraguaias à Polícia Federal do Brasil.
O bolsonrista condenado a 24 anos de prisão pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado, foi capturado pela polícia do Paraguai em um aeroporto da região metropolitana de Assunção, capital do país.
No momento da abordagem, o ex-diretor tentou ludibriar a fiscalização utilizando o passaporte de outra pessoa.
Além da falsidade ideológica, ele apresentou uma justificativa inusitada para evitar a prisão: dizia que não falava nem escutava devido a uma condição médica grave por conta de um câncer no cérebro.
Apesar da tentativa de simular incapacidade médica, as autoridades paraguaias procederam com o registro de fotos e digitais, confirmando sua identidade e realizando a expulsão imediata do país.
Condenação e Fuga
O ex-chefe da PRF estava sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, mas rompeu o equipamento para fugir rumo ao país vizinho, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a decretar sua prisão preventiva.
Procedimento Atípico na Fronteira
A entrega do preso à justiça brasileira chamou a atenção pela logística. Em um movimento descrito como incomum, agentes da Polícia Federal brasileira cruzaram a fronteira e buscaram o condenado diretamente no lado paraguaio da Ponte Internacional da Amizade.
Silvinei Vasques estava algemado com capuz, que é um procedimento da polícia paraguaia nos casos de expulsão, e foi conduzido em uma viatura até a unidade da PF em Foz do Iguaçu.
Próximos Passos
Após o pernoite na fronteira, o ex-diretor seguiu em uma aeronave da Polícia Federal com destino à capital federal para o início do cumprimento da pena.
A defesa de Vasques afirmou que o novo episódio não muda a condenação e adianta em um mês o cumprimento dessa pena.
Devido ao caso de Vasques, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a PF realizasse uma operação neste sábado e enviou para a prisão domiciliar 11 condenados pela trama golpista, entre eles o ex-assessor do governo Bolsonaro, Filipe Martins.

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Não entendo, diretor geral PRF, deixa ser induzido por Bolsonaro, um indivíduo sem caráter, conhecido de todos, jogar seu cargo, seu nome no lixo, perdeu sua dignidade, humilhado perante o mundo, td isso por uma pessoa que não respeito com ele mesmo
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