De acordo com o deputado do PSOL, há uma “política de extermínio” no estado – Ao informar sobre a representação ao Ministério Público de São Paulo, o parlamentar afirmou ainda que “não são casos isolados” – SAIBA MAIS
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O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou em suas redes sociais que enviou uma representação para o MPSP (Ministério Público de São Paulo) solicitando “a prisão imediata dos policiais assassinos, o afastamento imediato do secretário de segurança pública [de São Paulo], Guilherme Derrite, e a responsabilização do governador do estado, Tarcísio [de Freitas (Republicanos)].
“Basta de execuções! Não são casos isolados, é uma política deliberada de extermínio!“, acrescentou o deputado, na mensagem de compartilhamento das imagens da morte de Lucas Almeida de Lima, de 26 anos, que se tornaram virais nas mídias sociais, durante esta segunda-feira (17/mar).
POLÍTICA DE EXTERMÍNIO! Nosso mandato encaminhou há pouco uma representação junto ao MPSP, solicitando a prisão imediata dos policiais assassinos, o afastamento imediato do secretário de segurança pública, Guilherme Derrite e a responsabilização do governador Tarcísio. Basta de… pic.twitter.com/spMI9wfDhx
— Ivan Valente (@IvanValente) March 18, 2025
Na Avenida Petrobrás, próximo à Rodovia Castello Branco, no bairro Jardim Mutinga, por volta das 17h15, Lucas Almeida de Lima consertava a parte elétrica do carro de um amigo, quando uma viatura da Polícia Militar parou porque os agentes acharam a atitude suspeita.
Ao se aproximarem, Lucas começou a correr e pulou um muro, sem motivo aparente, segundo o dono do automóvel, que afirmou depois que o eletricista “trabalhava normalmente e não tinha nenhum tipo de envolvimento com o crime“.
A mãe do rapaz, que é auxiliar de limpeza, Edileusa Almeida Oliveira Lima, contou à TV Globo que seu filho tinha medo da polícia, pois ficou traumatizado após ser abordado em outra ocasião, quando achou que levaria um tiro pelas costas ao ouvir de um policial: “vai para frente e não olha para trás“.
“Um menino ótimo, não merecia isso não. Fizeram de maldade, uns covardes. O Lucas não estava armado, não ameaçava eles em nada. Ele só resistiu porque ficou com medo de o levarem. Ficou com pavor. Um filho maravilhoso, nunca deu trabalho. Só queria o bem da gente, uma pessoa trabalhadora, nunca fez nada de errado, nunca foi preso“
Edileusa Almeida Oliveira Lima – auxiliar de limpeza, mãe de Lucas Almeida de Lima
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os policiais foram afastados de suas funções e emitiu uma nota:
“A Polícia Militar apura os fatos por meio de Inquérito Policial Militar (IPM) e destaca que os policiais militares foram afastados enquanto os procedimentos operacionais são analisados. A Polícia Civil também investiga a ocorrência por meio de um inquérito instaurado pela delegacia de Barueri.
A Polícia Militar ressalta que é uma instituição legalista e, constatada qualquer irregularidade, todas as medidas cabíveis serão adotadas.
A PM é uma instituição legalista e não compactua com desvios de conduta de seus agentes. A atual gestão investe em formação contínua do efetivo, capacitações práticas e teóricas, e na aquisição de equipamentos de menor potencial ofensivo. Além disso, comissões realizam a análise das ocorrências para os ajustes dos procedimentos operacionais, sempre que necessário, bem como à orientação da tropa durante as instruções e treinamentos promovidos regularmente nas unidades policiais em todo o Estado. Aqueles que infringem a lei e desobedecem seus protocolos recebem punição exemplarmente.
Prova disso é que, desde o início da gestão, 295 policiais militares foram demitidos ou expulsos, resultado do fortalecimento do trabalho disciplinar. Todos os casos dessa natureza são rigorosamente investigados pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das respectivas corregedorias, além do Ministério Público e do Poder Judiciário. Em janeiro deste ano as mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP) caíram de 59 para 38 casos (somando agentes em serviço e de folga), em comparação ao mesmo período do ano anterior, revertendo a alta apresentada nos últimos meses.”











