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Valdemar ameaça Alcolumbre e promete paralisar Senado por “anistia” a golpistas

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    Davi Alcolumbre
    Davi Alcolumbre e Valdemar Costa Netto / Sobreposição de imagens reprodução


    Pressões políticas e estratégias para absolvição de réus em atos antidemocráticos abrem crise institucional no Congresso Nacional



    Brasília, 19 de setembro de 2025

    Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), elevou o tom da disputa política no Congresso Nacional ao ameaçar diretamente o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com retaliações que poderiam paralisar as atividades da Casa.

    Em declarações recentes, o líder partidário pressionou pela aprovação urgente de um projeto de lei que concede anistia ampla aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

    A tensão, que já fervilhava nos bastidores, ganhou contornos públicos e ameaça comprometer a agenda legislativa em um momento crítico para o país.

    De acordo com fontes ligadas à oposição, Valdemar Costa Neto articulou com aliados, como o presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, para mobilizar forças contra qualquer resistência à pauta.

    Segundo o Metrópoles, ele foi categórico: “Vamos parar o Senado se não votar anistia a Bolsonaro”, alertando que a obstrução seria a “única arma dentro da lei” para forçar a pauta.

    O dirigente enfatizou que o PL, com 15 senadores, tem maioria suficiente para impor prejuízos ao governo, mas evitou detalhes sobre o cronograma da retaliação, que poderia incluir boicotes a votações essenciais. A resposta de Davi Alcolumbre não se fez esperar.

    O presidente do Senado reiterou sua posição firme contra qualquer texto que beneficie diretamente Bolsonaro, argumentando que tal medida seria inconstitucional.

    Em reunião com líderes partidários, conforme relatado pelo g1, Alcolumbre desabafou sobre as pressões, classificando-as como tentativas de sabotagem à democracia.

    Ele planeja propor uma versão alternativa do projeto, focada na redução de penas para manifestantes menores do 8/1, excluindo líderes como o ex-presidente, o que já é visto como uma vitória parcial pela base governista.

    Avanços na Câmara e o Contexto da Condenação

    Enquanto o Senado resiste, a Câmara dos Deputados avança com cautela. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), comprometeu-se a votar, em 17 de setembro, o requerimento de urgência para o projeto de anistia, acelerando sua tramitação sem definir o mérito.

    Essa manobra foi celebrada pela oposição como um passo adiante, mas analistas alertam para o risco de judicialização.

    A condenação de Bolsonaro pelo STF, em julgamento retomado em 9 de setembro, adiciona urgência ao debate.

    O STF já sinaliza inconstitucionalidade para anistias amplas, citando precedentes como o julgamento de Luís Roberto Barroso, que defendeu a preservação da ordem democrática.

    O ex-presidente, inelegível até 2060, vê na anistia sua principal saída para disputar as eleições de 2026.

    Valdemar Costa Neto descartou concessões, rejeitando qualquer texto limitado aos “manifestantes comuns” e insistindo em uma “anistia ampla, geral e irrestrita”, conforme mostrou o Estadão.

    Ele também negou expulsão de dissidentes internos, como o senador Romário (PL-RJ), criticado por bolsonaristas por não apoiar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

    A estratégia de Valdemar vai além da obstrução: ele menciona uma possível “guerra” política, com impactos na reeleição de Alcolumbre em 2027.

    Críticos, incluindo juristas ouvidos pelo O Globo, alertam que tais ameaças configuram “sabotagem institucional”, ecoando os mesmos padrões dos atos de 8/1.

    Por outro lado, aliados do PL argumentam que a anistia é um ato de reconciliação nacional, beneficiando não só réus, mas a estabilidade política.

    Essa crise expõe fissuras no Congresso Nacional, onde a maior bancada oposicionista usa seu peso para desafiar o Executivo e o Judiciário.

    Com o prazo de 30 dias para evitar a prisão de Bolsonaro, o desfecho pode redefinir alianças para 2026.

    Parlamentares de centro, como Motta, buscam mediação, mas o risco de paralisia legislativa paira sobre pautas como orçamento e reformas.



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    1 comentário em “Valdemar ameaça Alcolumbre e promete paralisar Senado por “anistia” a golpistas”

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