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Vacinas contra a Covid-19 que podem dar certo e seus respectivos laboratórios

    Et Urbs Magna – Expectativas sobre vacina para imunização com demanda global contra o coronavírus crescem a cada dia, o que levou o Morgan Stanley, uma empresa global de serviços financeiros com sede em New York e com operações em 42 países – maior banco de investimentos do mundo com ativos superiores a 1.7 trilhões de dólares, a realizar um levantamento, mapear 110 pesquisas e identificar alguns estudos que trazem boas promessas nesse sentido.

    Uma publicação no jornal O Globo informa que, de acordo com especialistas, uma vacina eficaz só chegará às prateleiras em um ano. Segundo a matéria, o banco destacou seis que têm os prazos mais adiantados e que estão sendo desenvolvidas em empresas com capacidade ampla de produção.

    São elas: A Ad5-nCoV, produzida pela chinesa CanSino Biologics 1, é uma vacina que utiliza o vetor de uma fórmula aprovada para combater o ebola: um adenovírus considerado um parente inofensivo do vírus do resfriado comum, com o objetivo  de fornecer antígenos que estimulam as respostas imunes do organismo. Se encontra na segunda fase de testes clínicos desde o mês passado, e foi testada em 500 pacientes até o fim de abril e cuja empresa terá capacidade de produzir 100 milhões de doses em 2021.

    A ChAdOx1 nCoV-19, da inglesa Oxford/Vaccitech, usa um adenovírus de chimpanzé conhecido como ChAdOx1 e está na primeira fase de testes, na qual contemplou 1.102 voluntários entre 18 e 55 anos. A segunda e a terceira fases, que contemplarão pessoas entre 55 e 70 anos e menores de 18, respectivamente, deverão começar em junho e testarão 5.000 pessoas. A produção em larga escala começou e a expectativa é que 100 milhões doses sejam produzidas até o fim de 2020. Até o ano que vem, espera-se que haja centenas de milhões disponíveis.

    A BNT162, das BioNTech e Pfizer, alemã e americana respectivamente, é uma vacina formada a partir da combinação de três formatos de mRNA (ou seja, a inoculação do RNA mensageiro) e dois antígenos. As duas empresas já tinham uma parceria para a produção de vacinas contra a influenza, firmada em 2018. Os testes clínicos estão em andamento e a expectativa é que centenas de milhões de doses estejam disponíveis no mercado em 2021.

    A mRNA-1273, das Moderna e NIH, ambas americanas, ganhou os holofotes globais na última segunda-feira depois que a primeira anunciou êxito na imunização de um grupo pequeno de pacientes. Assim como a fórmula imunizante da BioNTech e da Pfizer, a aposta da companhia americana é a técnica do RNA mensageiro. Os trabalhos são formalmente apoiados pelo National Institutes of Health (NIH), órgão do governo dos Estados Unidos. Após estudos que apontaram para a segurança da pesquisa, a primeira fase foi estendida para a inclusão de três grupos de adultos entre 55 e 71 anos e outros três de idosos acima dessa faixa de idade, que compõem o chamado grupo de risco. A segunda etapa contemplará 600 voluntários e foi aprovada pela Food and Drug Administration, agência americana equivalente à Anvisa no Brasil. O planejamento da terceira fase está em fase final e o trabalho prático deve começar a partir de junho. A Moderna afirma ser capaz de produzir milhões de doses e, recentemente, selou um acordo com a farmacêutica Lonza para ampliar a produção. Até o fim do ano, a pretensão é ampliar a escala em 10 milhões a cada mês até chegar a uma taxa de 1 bilhão de doses por ano na metade de 2021.

    A Ad26 Sars-CoV-2, da americana Johnson & Johnson, é baseada na técnica de adenovírus e começará os testes clínicos em setembro. A Johnson & Johnson pretende produzir entre 600 milhões e 900 milhões no primeiro trimestre de 2021 e 1 bilhão até o fim do próximo ano. Embora em fase pré-clínica, a fórmula imunizante se encaixou nos critérios da Morgan Stanley. 

    Uma outra ainda Sem Nome de batismo, pertencente às Sanofi e GSK, francesa e inglesa respectivamente, pretende misturar as técnicas de recombinação (uso do vírus inativo) de baculovírus usada na produção da Flublok, uma vacina contra gripe da Sanofi, com a tecnologia de sistemas adjuvantes (substâncias adicionadas a vacinas para aumentar a resposta imune) presente na vacina Shingrix, contra herpes-zóster, da GSK. Os primeiros testes em humanos devem ocorrer no último trimestre deste ano. A capacidade de produção, segundo as empresas, deverá ser de 1 bilhão de doses por ano até o fim da primeira metade de 2021. Assim como a vacina da Johnson & Johnson, o imunizante está na fase pré-clínica, mas também é visto como promissor.

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