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‘Vacina’ contra ‘vírus da mentira’ é ‘liberdade da informação’ e ‘fortalecimento’ de instituições como o SINGED, diz Pochmann

    O Presidente do IBGE da terceira gestão de LULA defende “a construção democrática do Sistema Nacional de Geociências, Estatísticas e Dados” para reforçar “a soberania do conjunto das informações brasileiras

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    O professor e pesquisador Marcio Pochmann, presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sob a terceira gestão do governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), produziu um longo artigo, neste domingo (11/8), em sua conta na rede social X, onde fez um “alerta aos democratas“:

    O vírus da mentira, o algoritmo do ódio e a inteligência artificial da disseminação de notícias falsas constituem o ambiente propício pelo qual avança o descrédito na democracia, berço do autoritarismo ancorado nas vertentes ideológicas do fascismo e nazismo“, escreveu o economista.

    A vacina e remédio a todo este estado antidemocrático é a liberdade da informação e o fortalecimento das instituições produtoras de dados oficiais“, prossegue.

    Segundo o presidente do IBGE, “o alerta veio recentemente da Associação Americana de Estatística, que em parceria com a Universidade George Mason produziu o relatório :”Os dados do país em risco”. Após análise da situação das 13 principais agências estatísticas estadunidenses, o referido relatório emitiu a grande preocupação com a queda na taxa de não respostas nas pesquisas e, sobretudo, a redução orçamentária imposta às agências públicas federais de estatísticas dos Estados Unidos“.

    A ameaça à confiança dos dados oficiais daquele país decorre do subfinanciamento à modernização da infraestrutura das operações estatísticas. A proliferação de mentiras e o ataque aos dados oficiais produzidos por instituições estatísticas, principalmente pela extrema direita, fortalecem as bases antidemocráticas“, prossegue.

    As estatísticas oficiais são um bem público, produzidas por instituições centrais à democracia, cuja qualidade das informações tem sido essencial para o conhecimento da realidade da população e das estruturas econômica, social, política, geográfica e ambiental da nação“, defende Pochmann.

    O presidente do Instituto lembra que, “desde o iluminismo que a fundamentação das políticas públicas se orientam pelas evidências estatísticas oficiais“. Com base nisso, Pochmann diz que, “neste sentido, o Congresso dos Estados Unidos aprovou duas novas legislações, a primeira em 2018 que tratou da elaboração de políticas baseadas em evidências, e a segunda, em 2022, que respondeu à necessidade de modernizar a forma de coleta, disseminação e uso dos dados oficiais“.

    Pochmann compara esta situação com a do Brasil: “… não parece ser diferente, talvez mais grave, após vários anos do descaso orçamentário, descompromisso com a realização de concursos públicos e o rebaixamento real das remunerações dos servidores públicos. Somente desde o ano de 2023 que o orçamento, concursos e remuneração começaram a ser reconstituídos“.

    Mas a disseminação de notícias falsas, os ataques às instituições de pesquisa e as mentiras sobre os dados oficiais pelos amantes do autoritarismo e contrários à democracia seguem intocáveis“, agrega.

    A construção democrática do Sistema Nacional de Geociências, Estatísticas e Dados (SINGED) reforça a soberania do conjunto das informações brasileiras. Ao mesmo tempo compreende um passo estratégico no atendimento das necessidades de uma sociedade moderna cada vez mais digital como a brasileira“, finaliza.

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