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Destino de traidores da pátria, EUA perdem US$ 29 bilhões em Turismo, diz Forbes

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    O turismo
    O turismo receptivo nos EUA está em declínio neste ano, já que milhões de visitantes internacionais optam por viajar para outros lugares | Getty Images/Forbes


    Dezenas de milhões de visitantes internacionais optaram por viajar para outros lugares longe de Trump e isso colocou milhões de empregos em risco nos EUA, graças à sua política MAGA



    Brasília, 02 de agosto de 2025

    A indústria do turismo nos Estados Unidos está enfrentando um golpe devastador em 2025, com uma perda projetada de até US$ 29 bilhões em receitas, segundo um estudo da World Travel & Tourism Council (WTTC).

    Enquanto o turismo global floresce, os EUA são o único país entre 184 analisados a registrar uma queda no gasto de visitantes internacionais.

    As políticas do presidente Donald Trump, incluindo tarifas comerciais, proibições de viagem e retórica anti-imigração, estão afastando turistas, especialmente do Canadá (-20,2%) e da Europa Ocidental (-4,9%).

    O país também virou destino de figuras da extrema direita mundial, que têm demonstrado forte apoio a Donald Trump.

    A aliança ideológica se manifesta em parabenizações públicas, como as de Giorgia Meloni (primeira-ministra da Itália), Viktor Orbán (primeiro-ministro da Hungria) e Javier Milei (presidente da Argentina) após a vitória de Trump nas eleições de 2024.

    Desde a posse de Trump, figuras proeminentes da extrema direita mundial circulam em Whashington D.C., em apoio ao republicano, que se baseia em uma série de ideias compartilhadas, como o nacionalismo, a oposição à imigração e o ceticismo em relação ao “establishment” político.

    A vitória de Trump é vista por esses grupos como um incentivo para suas próprias agendas políticas em seus respectivos países, como foi o caso do bolsonarismo e as recentes agitações do meio político brasileiro em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado.

    Quanto aos demais estrangeiros que sonhavam em conhecer ou retornar ao país da liberdade, estes preferem outros lugares distantes de Trump.

    Julia Simpson, presidente da WTTC, criticou a abordagem do governo, dizendo que os EUA estão “fechando as portas” enquanto outras nações recebem visitantes de braços abertos, segundo texto na Forbes.

    O impacto econômico é ainda mais grave quando se considera que a Tourism Economics, uma divisão da Oxford Economics, havia previsto um aumento de 9% no turismo internacional para 2025, o que teria gerado US$ 16,3 bilhões adicionais.

    Em vez disso, a previsão foi revisada para uma queda de 8,2%, resultando em uma perda total de US$ 28,8 bilhões em relação ao esperado.

    As tarifas impostas por Trump e incidentes amplamente divulgados de detenções de turistas com vistos válidos ou green cards intensificaram o receio de viajar para os EUA.

    Além disso, declarações como a de Trump chamando o Canadá de “51º estado” levaram o ex-primeiro-ministro Justin Trudeau a incentivar os canadenses a evitarem viagens aos EUA, amplificando o boicote.

    A redução no número de visitantes já é visível. Dados da Statistics Canada mostram que as viagens de carro de canadenses para os EUA caíram 33% em junho de 2025, enquanto as viagens aéreas diminuíram 22% em relação ao ano anterior.

    Outras regiões, como México, Europa Ocidental, América do Sul e Ásia, também registraram quedas significativas, com o México enviando 23% menos viajantes aéreos em março de 2025.

    A U.S. Travel Association (USTA) alerta que cada 1% de queda no gasto de visitantes internacionais equivale a US$ 1,8 bilhão em perdas de exportação, ameaçando empregos no setor de hospitalidade.

    A nova taxa de “integridade de visto” de US$ 250 para vistos de turista, que entrará em vigor em 2026, pode agravar ainda mais a situação, especialmente para eventos como a Copa do Mundo FIFA 2026.

    O futuro do turismo nos EUA permanece incerto, com especialistas como Adam Sacks, presidente da Tourism Economics, alertando que o impacto dessas políticas pode durar anos.

    A Copa do Mundo FIFA 2026, que deveria atrair milhões de visitantes internacionais, corre o risco de ter um público reduzido devido a essas barreiras.

    Cidades como Filadélfia e Kansas City, que esperam grandes impactos econômicos com o evento, podem sofrer se a confiança dos viajantes não for restaurada.

    A combinação de políticas restritivas e uma percepção global negativa está transformando os EUA em um destino menos atraente, enquanto países como México e Japão capitalizam o crescimento do turismo global.



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