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    Urgente: Moraes suspende Lei da Dosimetria

    Ministro cobra explicações de Lula e parlamentares sobre norma que altera penas de condenados por ataques à democracia

    Alexandre de Moraes e tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro

    O ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante fala em evento da LIDE / Imagem reprodução | A tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro durante prisão domiciliar em agosto de 2025 / Imagem reprodução

    | Brasília (DF)
    09 de maio de 2026

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender a execução da nova lei da dosimetria penal, que poderia beneficiar condenados por envolvimento em atos antidemocráticos.

    A legislação, promulgada pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, altera regras da Lei de Execução Penal, incluindo critérios de progressão de regime e remissão de pena, além de modificar dispositivos sobre crimes contra o Estado Democrático de Direito.

    Na decisão, Moraes citou pedidos de defesas de réus condenados por participação nos atos golpistas. Os advogados solicitavam a aplicação imediata da nova lei.

    No entanto, o ministro entendeu que há um “fato processual novo e relevante” a justificar a suspensão: a pendência de julgamento de ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) contra a norma, propostas por partidos políticos.

    “A superveniência de interposição de ação direta de inconstitucionalidade e, consequentemente, a pendência de julgamento em controle concentrado de constitucionalidade configura fato processual novo e relevante, que poderá influenciar no julgamento dos pedidos feitos pela defesa”, escreveu o ministro.

    Com base no princípio da segurança jurídica, Moraes determinou a suspensão da aplicação da lei até que o STF se manifeste definitivamente sobre sua constitucionalidade.

    Ele também solicitou informações à Presidência da República e ao Congresso Nacional no prazo de cinco dias, além de pareceres da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    A decisão foi tomada no âmbito de um caso concreto envolvendo um réu condenado por atos golpistas, mas tem efeito relevante sobre todos os processos semelhantes.

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    Moraes foi sorteado relator das duas primeiras ações que contestam a constitucionalidade da Lei da Dosimetria.

    A norma, promulgada na sexta-feira (8/mai) pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), altera critérios de cálculo de penas e regras de execução penal para crimes contra o Estado Democrático de Direito.

    O movimento do STF chega em momento decisivo. A lei, que permite redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 — inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses —, foi aprovada após o Congresso Nacional derrubar veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Moraes já determinou que a Presidência da República e o Congresso Nacional se manifestem em cinco dias.

    Em seguida, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República terão três dias para opinar. Somente depois o ministro decidirá sobre eventual suspensão liminar da norma, conforme apurou o g1.

    As ações foram ajuizadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação PSOL-Rede.

    A ABI argumenta que a lei “banaliza” os ataques à democracia e desorganiza o sistema penal.

    A federação PSOL-Rede classifica a medida como incompatível com a Constituição, pois enfraquece a tutela penal do Estado Democrático de Direito.

    A federação partidária PT-PCdoB-PV também anunciou que ingressará no STF com contestações semelhantes.

    Para essas legendas, crimes contra a democracia representam o “núcleo mais grave de ofensas ao ordenamento jurídico”.

    Sob a ótica deste portal, a relatoria de Moraes — o mesmo ministro que atuou como relator das ações penais dos condenados pelo 8 de janeiro — reforça a necessidade de preservar a integridade das instituições.

    Reduções automáticas ou genéricas de penas para esses delitos poderiam sinalizar tolerância a ameaças ao regime democrático, tema que o próprio Moraes já criticou em julgamentos anteriores.

    A Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026) introduz mecanismos de diminuição de pena para delitos praticados em contexto de multidão e altera a progressão de regime na Lei de Execução Penal.

    As defesas de condenados já tentavam aplicar o texto antes mesmo da promulgação, mas Moraes negou todos os pedidos anteriores sob o argumento de que a norma ainda não estava em vigor.

    Nenhuma decisão de suspensão foi proferida até o momento. O STF deve analisar os pedidos de forma cautelar, priorizando a preservação do Estado de Direito.

    FAQ Rápido1.

    A Lei da Dosimetria já está em vigor?
    Sim. Promulgada na sexta-feira (8/mai) por Davi Alcolumbre, a norma já foi publicada, mas eventuais reduções de pena dependem de análise individual pelo STF.

    2. Quem pode ser beneficiado pela lei?
    Principalmente condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo Jair Bolsonaro e aliados. A redução não é automática e exige pedido específico.

    3. Qual o próximo passo no STF?
    Alexandre de Moraes aguarda manifestações da Presidência da República, do Congresso Nacional, da AGU e da PGR. Depois decidirá sobre suspensão liminar.



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    2 comentários em “Urgente: Moraes suspende Lei da Dosimetria”

    1. Sergio Salvador

      O Davi Alcolumbre – inimigo do povo derrubou APENAS PARCIALMENTE o veto de Lula, o que ANULA a derrubada do veto pois só é possível derrubar INTEGRALMENTE o veto, ou MANTÊ-MANTÊ-LO.

    Os comentários estão fechados.

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