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Legendas sinalizam ruptura com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva – Saiba o que está por trás dessa decisão – SAIBA MAIS
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Brasília, 12 de junho de 2025
União Brasil e PP deram um passo decisivo rumo à ruptura formal com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na quarta-feira (11/jun), no Salão Verde da Câmara dos Deputados, os presidentes Antônio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP) declararam oposição à Medida Provisória que recompõe perdas com o recuo na alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
O ato é visto como um marco para o desembarque das siglas do governo Lula.
As duas legendas, que comandam quatro ministérios na Esplanada, planejam formalizar a federação União Progressista para as eleições de 2026.
Com 109 deputados e 13 senadores, a aliança será a maior bancada da Câmara e a terceira força no Senado, segundo projeções.
A decisão reflete um reposicionamento político, com foco em uma postura de “independência” e alinhamento ao centro-direita.
Por que União Brasil e PP decidiram romper com Lula?
A oposição à MP do IOF foi o estopim para a crise. Líderes das siglas avisaram o ministro Fernando Haddad (Fazenda) sobre a posição contrária, sinalizando o “desembarque”.
Ciro Nogueira afirmou que o estatuto da União Progressista será finalizado em 9 de julho, com discussões para proibir filiados de participarem do governo Lula.
A estratégia visa consolidar a federação como uma força alternativa para 2026, desafiando a base governista.
Apesar do rompimento, alas minoritárias, sobretudo no Nordeste, defendem a permanência no governo. Parlamentares como Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) resistem à saída, mas a pressão pela “independência” é majoritária.
A federação aposta na desaprovação do governo Lula, agravada por crises como a do INSS e a alta do IOF, para ganhar força eleitoral.
Impactos da Federação União Progressista em 2026
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A União Progressista nasce com seis governadores, 1.300 prefeitos e 12 mil vereadores, formando um bloco robusto.
No entanto, disputas internas, como em Pernambuco, Bahia e Amazonas, podem desafiar a coesão. Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, é um dos pré-candidatos à Presidência em 2026, mas o nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos) também ganha força nos bastidores.
A federação sinaliza um aceno à oposição, com presença de líderes como Valdemar Costa Neto (PL) na cerimônia de lançamento.
A estratégia inclui propostas de “responsabilidade fiscal” e “reforma administrativa”, apelidadas de “choque de prosperidade”. Isso reforça o distanciamento do PT e um alinhamento com pautas conservadoras.
O que está em jogo no cenário político?
O rompimento de União Brasil e PP enfraquece a base de Lula no Congresso, dificultando a aprovação de pautas econômicas.
Com quatro ministérios — Comunicações (Frederico de Siqueira Filho), Turismo (Celso Sabino), Desenvolvimento Regional (Waldez Góes) e Esporte (André Fufuca) — as siglas têm influência significativa.
A Codevasf e a presidência da Caixa Econômica Federal (Carlos Vieira Fernandes) também estão sob seu controle.
A crise expõe a fragilidade do governo Lula em 2025, com desafios como a desaprovação popular e a dificuldade de reverter o cenário político.
A União Progressista pode redefinir alianças e polarizar ainda mais o debate para 2026.
União e Progressistas
O União Brasil e o Progressistas (PP) anunciaram, em 29 de abril, a formação da federação partidária União Progressista (UP), em cerimônia no Salão Negro do Congresso Nacional, em Brasília.
A federação, válida por quatro anos, reúne 109 deputados federais, 14 senadores, 6 governadores, cerca de 1.400 prefeitos e 12 mil vereadores, representando cerca de 20% dos parlamentares do Congresso.
A presidência será compartilhada até dezembro de 2025 entre Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), com uma eleição prevista para definir a nova liderança.
A UP será a maior força política do país, com acesso a significativos recursos do fundo eleitoral e partidário, e busca influenciar as eleições de 2026 com uma postura independente, apesar de atualmente ocupar quatro ministérios no governo Lula.
O evento contou com a presença de líderes como os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além de governadores e representantes de outros partidos, como o PL.












