Declaração do vice-presidente da Corte no evento em Brasília ocorre após vitória eleitoral de Donald Trump, nos Estados Unidos, que animou a extrema direita brasileira quanto à recuperação da elegibilidade de Jair Bolsonaro para disputar 2026
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O vice-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, afirmou, nesta sexta-feira (8/11), durante discurso de abertura do seminário O Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul: relevância e perspectivas – realizado pela Corte, que uma “onda de populismo autoritário” está se levantando no mundo e que “liberdade e democracia” são as condições necessárias para um “futuro habitável“.
A fala ocorre dias após os ânimos da extrema direita no mundo terem sido exaltados com a eleição do republicano Donald Trump, nos Estados Unidos, que na terça-feira (5/11), derrotou a democrata que chegou a ser vista como favorita do pleito, a vice-presidente do país Kamala Harris.
Vários parlamentares bolsonaristas viajaram para acompanhar as eleições estadunidenses e por lá ficaram, para a festa republicana da vitória de Trump, o que os tem motivado a tentar a reversão da inelegibilidade do ex-presidente brasileiro declarado inelegível até 2030, Jair Bolsonaro (PL).
Hoje, na capital federal, Fachin disse, conforme transcreveu o g1, sem nomear o sujeito da frase: “Atentemos para o cenário presente. Liberdade e democracia são condições de possibilidade de um futuro habitável. Uma onda de populismo autoritário se levanta“.
Segundo o texto do portal de notícias, em outro ponto do pronunciamento, também sem dar detalhes, o ministro do STF afirmou que um “novo vírus se espalha e contamina sistemas de Justiça“. E acrescentou que “a vacina interpela a têmpera dos tribunais. Cumpre resiliência e vigília democrática“.
No discurso, Fachin também defendeu a integração entre os tribunais, com maior comunicação entre as cortes, dos países que fazem parte do Mercosul (Mercado Comum do Sul) – bloco regional formado originalmente por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, ao qual recentemente incorporaram-se a Venezuela e a Bolívia.
“No Mercosul, como sabemos, cada país desenvolve sua própria interpretação. Por isso, e para que seja possível um mínimo de diálogo entre os Estados partes do Mercosul, incentiva-se uma maior comunicação entre os tribunais nacionais“, declarou o vice-presidente do STF.
“Dentre uma das mais importantes e inovadoras dimensões dessa ampliação do escopo originalmente imaginado para o Mercosul, está a consolidação e o aperfeiçoamento do seu sistema de solução de controvérsias“, concluiu Edson Fachin.
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