Um plano para enfraquecer seguidores ‘fechados’ com Bolsonaro e a ema

09/08/2020 1 Por Redação Urbs Magna
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Intelectual mostra o caminho para “decifrar a esfinge” e reduzir o apoio de bolsonaristas que, apesar da cena de perseguição a uma atônita ave para oferta de remédio mágico, mantêm inabalável apoio ao Jair”

O intelectual e professor João Cezar de Castro Rocha (foto) tem um plano para reverter a opinião de seguidores ‘fechados’ com o presidente Jair Bolsonaro. Ele mostra o caminho para decifrar o que chama de ‘esfinge bolsonarista’ e enfim reduzir o apoio ao presidente, que segue inexplicavelmente inabalável após o “sinal bem triste” da inesquecível “sandice” da cena de perseguição a uma atônita ave para oferta de remédio mágico. Claro que não apenas isso. Relacionam-se implicitamente no texto todos os escândalos do clã e as mais de cem mil mortes por covid-19 no país, que é grave e o coloca sob uma responsabilização que praticamente é só sua. Castro Rocha mostra o caminho para “decifrar a esfinge” e reduzir o apoio de bolsonaristas que, segundo ele, seus “corpos sofrerão muito em breve o colapso provocado pelo movimento incessante que os comanda“.

O intelectual diz que o “bolsonarismo é a mais perversa máquina de destruição de nossa história republicana” e argumenta que não é o que dizem seus críticos, mas sim um poderoso sistema de crenças resultante do encontro da Doutrina de Segurança Nacional, de um livro secreto da ditadura e da pregação de Olavo de Carvalho.

Segundo o autor, a combinação dos três fatores supramencionados “articula uma visão de mundo bélica expressa numa retórica de ódio alimentada por teorias conspiratórias que precisa ser decifrada para ser superada“. O intelectual inicia seu artigo na Folha de São Paulo deste domingo (09) estacando uma observação de Mano Brown:

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Se não está conseguindo falar a língua do povo, vai perder mesmo. […] Tem uma multidão, que não está aqui, que precisa ser conquistada. Ou a gente vai cair num precipício.

Mano Brown

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Em seguida, Castro Rocha segue em sua argumentação reunindo elementos que o levaram a concluir que “a esfinge bolsonarista tem devorado boa parte da melhor intelectualidade brasileira, produzindo o curioso fenômeno do desentendimento inteligente“. E o intelectual exemplifica citando o cineasta e ensaísta João Moreira Salles que, segundo ele, foi a “última vítima dessa incompreensão elegante” quando escreveu artigo na revista Piauí sob o título “A morte e a morte”.

Castro Rocha critica João Moreira Salles dizendo que ele “encontrou a fórmula mágica da paz em uma equação cujos ecos tanto surpreendem quanto inquietam“, quando resumiu em uma frase o seguinte”:

“Não existe bolsonarismo, apenas bolsonaristas”.

João Moreira Salles

Pronto! Tudo resolvido”, diz Castro Rocha que segue em sua avaliação negativa a Salles argumentando que o ensaísta deixou: “corpos sem cabeça, pura agitação fisiológica, sem traços ideológicos que não sejam a cópia apressada de conteúdos mal-assimilados”.

Contudo, segundo o intelectual, Salles “tranquiliza” a todos ao dizer que o “bolsonarismo implicaria um conjunto coerente de ideias e uma visão de mundo articulada, elementos que faltam à pregação política de Bolsonaro”.

Portanto“, diz Castro Rocha, “na ausência de um cérebro organizador de ideias que primam pela ausência, os corpos bolsonaristas sofrerão muito em breve o colapso provocado pelo movimento incessante que os comanda, pois não dispõem de rumo claro e muito menos de orientação definida. Se for assim mesmo, “um dia a menos ou um dia a mais, sei lá, tanto faz”, o bolsonarismo que não existe terminará por desfazer no ar os muitos bolsonaristas que insistem em se mobilizar“.

O intelectual lança o leitor a uma análise teórica em raciocínio abstrato:

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E se não for tão simples assim?” 

“E se o bolsonarismo, ao contrário do que gostaríamos de acreditar, não somente existir, como também tiver articulado uma visão de mundo bélica, expressa em uma linguagem específica, a retórica do ódio, e codificada em uma estrutura de pensamento coesa, composta por labirínticas teorias conspiratórias?”, indaga Castro Rocha.

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Esses elementos forjaram um poderoso sistema de crenças, responsável pelos míticos 30% que parecem resistir ao mais elementar princípio de realidade”, segue em sua opinião. “Não importa se o político se esmera em oferecer um remédio mágico a uma atônita ema. Foi um sinal bem triste, mas, apesar da nova sandice cometida pelo Messias Bolsonaro, o apoio ao Jair segue inabalável“, diz Castro Rocha seguindo com a indagação “Por quanto tempo?” que ele mesmo tenta responder: “Provavelmente o tempo que levarmos para decifrar a esfinge e inventar uma nova linguagem que ilumine para a sociedade o obscurantismo do projeto bolsonarista”.

Sem arrumar todas as peças do tabuleiro de xadrez, sem considerar as complexidades do meio-jogo e, sobretudo, sem calcular cuidadosamente as inúmeras variantes dos finais de partida, como se quer imaginar o xeque-mate no adversário inesperadamente forte? De igual modo, suprimir o tabuleiro não parece uma boa estratégia. Pelo menos, se pensarmos em vitória; caso contrário, “não dá, não deu, não daria de jeito nenhum”, argumenta o intelectual que apresenta seu plano em seguida:

Castro Rocha apresenta seu projeto (O plano): “Vamos, pois, armar o quebra-cabeças bolsonarista?”

“Em lugar de propor paralelos com a ascensão da direita e da extrema direita em todo o mundo, concentro meu estudo do fenômeno em traços prioritariamente brasileiros. Hora de passar da caricatura para a caracterização da lógica interna do movimento.

Em boa medida, o bolsonarismo é o resultado do encontro de três fatores, cuja inter-relação assegura a coerência e a orientação que decidimos ignorar. É bem verdade que a coerência é tão absoluta que se torna paranoica, assim como a orientação privilegia quase exclusivamente a destruição das instituições criadas pela Constituição de 1988. Porém, “cada lugar, uma lei; cada lei, uma razão”. Negar ao bolsonarismo racionalidade imobiliza nossa capacidade de reagir ao irracionalismo metódico de seus propósitos.

O primeiro elemento que define o bolsonarismo é uma insensata tradução de certo aspecto da Doutrina de Segurança Nacional (DSN) para tempos democráticos; trata-se de aberração jurídica que, por exemplo, confere inteligibilidade à vergonhosa reunião ministerial de 22 de abril.

A DSN foi desenvolvida no ambiente da Guerra Fria e sua função era proteger o espaço nacional por meio da obsessiva identificação do inimigo externo. Uma vez descoberto, seguia-se a aplicação criteriosa de seu corolário de ferro: eliminação do inimigo.

A Escola Superior de Guerra adaptou a DSN às circunstâncias da ditadura militar (1964-1985), que promulgou quatro leis de segurança nacional (em 1967, 1969, 1978 e 1983); esta última, aliás, segue vigente e infelizmente tem sido utilizada com entusiasmo nos últimos meses —não esqueçamos sua origem espúria.

Na mentalidade bolsonarista, decisivo é o decreto-lei de 29 de setembro de 1969, cujo espírito draconiano equivalia às arbitrariedades impostas pelo infame AI-5, de 13 de dezembro de 1968. Em 107 artigos, a palavra morte aparece 32 vezes e nada menos que 14 artigos prescrevem a pena de morte.

Voltarei à centralidade da DSN na mentalidade bolsonarista; de imediato, destaco sua razão de ser: identificação e eliminação do inimigo. Eis o cerne da mentalidade bolsonarista.

O segundo elemento é o texto sagrado da família Bolsonaro: trata-se do Santo Graal da extrema direita nos trópicos, que, além de tristes, tornaram-se ressentidos e revisionistas. Refiro-me ao “Orvil”, projeto secreto liderado pelo ministro do Exército de José Sarney, Leônidas Pires Gonçalves.

O “Orvil” (“livro” escrito ao contrário) pretendia virar de ponta-cabeça uma das mais importantes obras acerca da violência de Estado —aí incluídos a tortura, o assassinato e o desaparecimento de corpos de adversários políticos. “Brasil: Nunca Mais”, de fato, teve enorme repercussão no país e no exterior, produzindo uma mancha indelével na imagem das Forças Armadas.

O livro reúne relatos de vítimas da ditadura, tal como foram registrados nos processos instruídos pela Justiça Militar brasileira. As denúncias encontram-se nos documentos oficiais das Forças Armadas. O golpe foi profundo.

Olho por olho, livro por livro: por três anos, de 1986 a 1989, oficiais vasculharam os arquivos do Centro de Informações do Exército (CIE), temido pela capacidade de infiltrar agentes nos grupos da esquerda armada e, sobretudo, pela brutalidade de seus métodos repressivos. O resultado foi um documento de 953 páginas, cuja leitura exige dedicação beneditina para sobreviver à prosa mais insípida de que se tem notícia.

Se “Brasil: Nunca Mais” elencou as arbitrariedades da ditadura, o “Orvil” enumerou os crimes atribuídos à guerrilha. O livro-vingança nunca foi levado a sério, a não ser por um punhado de oficiais de alta patente e por militantes de extrema direita.

Mesmo após o notável trabalho de Mário Magalhães e de Lucas Figueiredo, jornalistas investigativos que revelaram a existência do Orvil, o documento não chamou a atenção dos historiadores. Contudo, ele é a Bíblia da família Bolsonaro, a verdadeira fonte de sua visão de mundo bélica.

Consulte-se o subtítulo da obra para avaliar sua relevância: “Tentativas de Tomada do Poder”. Muito mais que uma lista caótica dos pecados do inimigo, o documento inventou uma matriz narrativa conspiratória que constitui a essência do bolsonarismo, esclarecendo a origem da arquitetura da destruição que define o movimento.

Assim reza a lenda: desde 1922, ano de fundação do Partido Comunista do Brasil, não se passou um dia sequer sem que o movimento comunista internacional, por meio de seus representantes locais, não tenha tentado estabelecer no Brasil a ditadura do proletariado —e que rufem os tambores e soem os clarins!

As três primeiras tentativas recorreram às armas e foram derrotadas militarmente. Entretanto, nos termos do “Orvil”, a iniciativa “mais perigosa” iniciou-se em 1974, quando a esquerda realizou uma autocrítica severa e mudou de estratégia, abandonando os coturnos e abraçando os livros, a fim de conquistar corações e mentes por meio da infiltração lenta, porém segura, nas instituições do Estado e da sociedade civil. Abandona-se a ditadura do proletariado, e entra em cena o jardim da infância da contracultura.

Poderosa matriz conspiratória que não somente antecipou com exatidão os termos e os pressupostos do delírio teórico forjado por Michael Minnicino e William S. Lind, o gelatinoso “marxismo cultural”, como também identificou o inimigo permanente, “nossa bandeira jamais será vermelha”, e outros tantos clichês kitsch que remontam ao anticomunismo pau-para-toda-obra do “Orvil”.

A mentalidade bolsonarista projeta para o presente a eterna ameaça comunista, fantasia que formou a geração do capitão reformado-para-não-ser-expulso Bolsonaro e dos generais Augusto Heleno e Hamilton Mourão. Aliás, o ídolo do presidente e do vice-presidente, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, declarado torturador pela Justiça de São Paulo em 2008, escreveu a “apresentação” da versão impressa do “Orvil”, publicada em 2012.

Ora, para compreender a visão de mundo bélica e a estrutura de pensamento conspiratória do bolsonarismo basta associar os dois elementos. A DSN exige uma concepção agônica, que busca identificar e eliminar o inimigo. O “Orvil” oferece a cereja do bolo: o movimento comunista internacional está sempre à espreita, levando à identificação imediata e sempre certeira do adversário infatigável, o “perigo vermelho”, metamorfoseado na era digital em malévolo “globalismo”.

Contudo, como traduzir a DSN em tempos democráticos? Como eliminar adversários, travestidos de inimigos externos?

O “Orvil” explica: se a quarta tentativa de tomada do poder, iniciada em 1974 (e ainda atuante, como prometem os comentários involuntariamente surrealistas do vereador Carlos Bolsonaro), consistiu na infiltração das instituições da cultura, da educação, do entretenimento e da imprensa, então, a tarefa de governar é secundária; a missão prioritária consiste em destruir instituições “aparelhadas” e corroer por dentro as estruturas do Estado democrático.

Em apenas 20 meses, o bolsonarismo tornou-se a mais eficiente e perversa máquina de destruição de toda a história republicana, representando à democracia uma ameaça mais assustadora que os excessos da própria ditadura militar. Os bolsonaristas sabem exatamente o que estão fazendo e sem dúvida se congratulam ao escutar que o bolsonarismo não existe: é mais fácil destruir se não se reconhece sua existência. Por fim, esse ânimo forjou sua linguagem, a retórica do ódio.

O passo seguinte, segundo Castro Rocha: Rumo à Estação Brasília

Definida a visão de mundo bélica, reforçada por uma estrutura de pensamento conspiratória, faltava ao bolsonarismo uma linguagem, a fim de propagar os princípios da arquitetura da destruição para além dos círculos militares e do número então ínfimo de militantes de extrema direita.

Chegamos ao terceiro elemento que assegura coesão ao bolsonarismo: o sistema de crenças Olavo de Carvalho. Nos anos 1990, Olavo teve uma atuação decisiva para a ascensão da direita, que perdeu a vergonha de dizer seu nome. A publicação de uma trilogia deu inédita universalidade à matriz narrativa do “Orvil”, mesclada com uma divertida pretensão filosofante e uma excêntrica análise panorâmica da civilização ocidental.

Muitos encontraram nos livros “A Nova Era e a Revolução Cultural” (1994), “O Jardim das Aflições” (1995) e “O Imbecil Coletivo” (1996) idêntico impulso de eliminação do inimigo e o mesmo apego adolescente a teorias conspiratórias, agora multiplicadas na imaginação tão sem freios quanto o uso desinibido do vernáculo por parte de Olavo.

O ingresso nas redes sociais propiciou ao autor de “Apoteose da Vigarice” (2013) o aprimoramento de estratégias discursivas cristalizadas na retórica do ódio, o principal fruto dos cursos ministrados por Olavo; aliás, ele é igualmente responsável pela disseminação do embaraçoso analfabetismo ideológico, muito mais prejudicial que o analfabetismo funcional e produtor das polarizações acéfalas que inviabilizam a discussão de ideias no espaço público brasileiro.

A retórica do ódio é a mais completa tradução das consequências plúmbeas da DSN, limitando o outro ao papel de antagonista, inimigo a ser destruído. É o reino desencantado do vale-tudo travestido de filosofices: xingamentos, desqualificações, corruptelas ginasianas de nomes próprios, redução obscena da língua portuguesa a dois verbos, ir e tomar.

O analfabetismo ideológico consiste em somente ler no texto alheio as projeções de suas convicções políticas: o “Orvil” tornado uma biblioteca de Babel de estantes vazias. Fenômeno ainda mais deletério que a propagação de notícias falsas, ele ocorre sem que a pessoa obrigatoriamente tenha consciência: trata-se de processo similar ao da lavagem cerebral.

O bolsolavismo é um poderoso sistema de crenças, dotado de coerência interna paranoica, tornando-o praticamente imune ao princípio de realidade. Eis a definição da guerra cultural bolsonarista, o verdadeiro centro de gravidade que permitiu a vitória eleitoral de Bolsonaro”.

O aparentemente verdadeiro leva a uma contradição lógica. O paradoxo, segundo Castro Rocha:

A reunião de 22 de abril é o autorretrato involuntário do governo enquanto arquitetura da destruição. Penso no documentário de Peter Cohen, realizado em 1989 e surpreendentemente atual no Brasil bolsonarista.

Naquele dia, chegávamos ao terrível número de 2.906 mortes. Manifestou-se solidariedade aos familiares das vítimas da Covid-19? Planejaram-se ações para conter a peste? Você se recorda, não é mesmo? Paulo Guedes sonhou em esconder “a granada no bolso do inimigo”, isto é, DSN atualizada, o funcionalismo público; Damares Alves entrou em êxtase para prender governadores e prefeitos; Ricardo Salles, sem corar, sugeriu “ir passando a boiada e mudando todo o regramento”.

Chega: só há náusea, flor alguma “furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio”; aqui, nesse vulgar oportunismo de tragédia, é pura utopia o verso de “A Flor e a Náusea”, de Carlos Drummond de Andrade. Nesta circunstância dramática, é mais oportuno recordar Friedrich Hölderlin e seu poema “Patmos”: “Mas onde há perigo, cresce / Também o que salva”

“Pelo que parece, tem uma família [de brasileiros] na região onde o vírus está atuando. Não seria oportuno a gente tirar de lá [China], com todo o respeito. Pelo contrário, agora não vamos colocar em risco nós aqui por uma família apenas.” (28.jan) Jason Lee/Reuters

A guerra cultural bolsonarista se alimenta de um paradoxo que prenuncia sua ruína. Eis: o êxito do bolsonarismo significa o fracasso do governo Bolsonaro. Sem guerra cultural, não se mantém as massas digitais mobilizadas em constante excitação; contudo, a guerra cultural, pela negação de dados objetivos e pela necessidade intrínseca de inventar inimigos em série, não permite que se administre a coisa pública.

A guerra cultural é a origem e a forma da arquitetura da destruição, marca d’água do bolsonarismo, mas, por isso mesmo, será (ou já é?) a razão do fracasso rotundo do governo Bolsonaro; aliás, como infelizmente ficou demonstrado pela omissão e pelo negacionismo diante da peste da Covid-19.
No entanto, precisamos assimilar a advertência de Mano Brown, “ ou a gente vai cair no precipício”.

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João Cezar de Castro Rocha é um dos intelectuais mais importantes do Brasil da atualidade, ensaísta, escritor, historiador, enxadrista e professor de Literatura Comparada. Foi aluno de René Girard e orientado por Hans Ulrich Gumbrecht na Universidade Stanford. Seu livro ‘Guerra Cultural e Retórica do Ódio (Crônicas de um Brasil Pós-político)’, editora Caminhos, será lançado até o fim de agosto.

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O Portal Último Segundo publicou uma longa lista com as falas de Bolsonaro minimizando o coronavírus:

“ Não é uma situação alarmante ”- 26 de janeiro

“Estamos preocupados obviamente, mas não é uma situação alarmante. Não existe nenhum caso confirmado no Brasil”, disse o presidente  ao chegar de um compromisso oficial em Nova Délhi, na Índia” – 6 de março

“Ainda que a crise do novo coronavírus possa se agravar, não há motivo para pânico” – 6 de março

“ A imprensa exagerou ” – 9 março

“Tem a questão do coronavírus também que, no meu entender, está superdimensionado, o poder destruidor desse vírus. A questão do coronavírus não é isso tudo ” – 10 de março

“Obviamente temos no momento uma crise, uma pequena crise. No meu entender, muito mais fantasia, a questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propala ou propaga pelo mundo todo. Outras gripes mataram mais do que essa ” – 11 de março

“O que eu vi até o momento é que outras gripes mataram mais do que essa. Assim como uma gripe, outra qualquer, leva a óbito. Muitos pegarão isso independente dos cuidados que tomem. Isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Devemos respeitar, tomar as medidas sanitárias cabíveis, mas não podemos entrar numa neurose, como se fosse o fim do mundo. Vida segue normal, um grande desafio pela frente ” – 15 de março

“Apesar de o meu teste ter dado negativo, eu não vou apertar a mão de vocês. Nunca tinha visto ali qualquer problema. Se bem que, para a imprensa que está ouvindo ali, se eu tivesse com o vírus ou não tivesse, não estaria sentindo nada. Vida segue normal, um grande desafio pela frente, muitos problemas para serem resolvidos”, afirmou o presidente.
“ Se eu resolvi apertar a mão do povo, é um direito meu ” – 16 de março

“Não vou viver preso dentro do Alvorada. Se eu resolvi apertar a mão do povo, é um direito meu, eu vim do povo. Tenho obrigação de saudar o povo”, afirmou o presidente, no dia 16 de março em entrevista à Rádio Bandeirante, após descer a rampa do Palácio do Planalto.“ Ninguém tem nada a ver com isso ” – 16 de março

“Se eu me contaminei, tá certo? Olha, isso é responsabilidade minha, ninguém tem nada a ver com isso”, disse o presidente, no dia 16 de março, após ser questionado sobre cumprimentos à apoiadores no Planalto.“ Vou evitar apertar a mão aí de vocês ” – 16 de março

Ao deixar o Alvorada, Bolsonaro disse que não apertaria a mão dos apoiadores que se aglomeravam em uma área cercada na entrada do palácio, mas pediu a eles que se aproximassem. “Vou evitar apertar a mão aí de vocês. Chega mais para a gente conversar. Obrigado pela presença. Alguma coisa aí?”, questionou.
“ Como o vírus está vindo, tem que ser diluído ” – 17 de março

“Como (o vírus) está vindo, tem que ser diluído. Em vez de uma parte da população ser infectada num período de dois, três meses, que seja entre seis, sete, oito meses”, disse em entrevista à rádio Tupi.“ Já tivemos problemas mais graves no passado ” – 18 de março

“O problema é grave, preocupante,  mas não chega ao ponto da histeria. Já tivemos problemas mais graves no passado (referindo-se à H1N1) e não teve essa comoção nacional”, falou em entrevista coletiva aos jornalistas.
“ Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar ” – 20 de março

A resposta do presidente aconteceu após ele ser  questionado por jornalistas se faria um novo exame para detectar a Covid-19. “Depois da facada, não vai ser gripezinha que vai me derrubar, não. Tá ok?”, declarou Bolsonaro.
“ Vão morrer alguns pelo vírus? Sim, vão morrer ”- 21 de março

“Vão morrer alguns pelo vírus? Sim, vão morrer. Se tiver um com deficiência, pegou no contrapé, eu lamento”, disse Bolsonaro. A declaração foi dada no dia 21 de março em entrevista ao “Programa do Ratinho”.“ Mas não podemos entrar no campo da histeria ” – 22 de março

“É uma questão grave, mas não podemos entrar no campo da histeria” , afirmou ao responder, no dia 22 de março, pergunta sobre o que o governo federal estava fazendo contra o desabastecimento de alimentos e produtos nas cidades, em entrevista para a TV Record.“ Espero que não venham me culpar ” – 22 de março

“Brevemente o povo saberá que foi enganado por  esses governadores e por grande parte da mídia nessa questão do coronavírus. (…) Espero que não venham me culpar lá na frente pela quantidade de milhões e milhões de desempregados na minha pessoa”, falou em entrevista à TV Record.
“ A previsão é não chegar aí a essa quantidade de óbitos ” – 22 de março

“O número de pessoas que morreram de H1N1 foi mais de 800 pessoas. A previsão é não chegar aí a essa quantidade de óbitos no tocante ao coronavírus”, disse, no dia 22 de março, ao se referir ao surto de H1N1, ocorrido em 2009. “ Por que fechar escolas? ” – 24 de março

“O que se passa no mundo mostra que o grupo de risco é de pessoas acima de 60 anos. Então,  por que fechar escolas? Raros são os casos fatais, de pessoas sãs, com menos de 40 anos de idade”, disse durante pronunciamento para rádio e televisão. “ Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ” – 24 de março

O presidente Jair Bolsonaro  comparou, em pronunciamento em rede nacional, a contaminação por coronavírus a uma “gripezinha” ou “resfriadinho”. “Pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria acometido, quando muito, de uma gripezinha ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico, daquela conhecida televisão”, afirmou.“ O vírus brevemente passará ” – 24 de março

“Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada. A proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa”, disse em pronunciamento na televisão. Bolsonaro ainda acrescentou que o País está enfrentando o vírus e que “brevemente passará” esta crise. “ Outros vírus mataram muito mais e não houve essa comoção toda ” – 25 de março

Em entrevista aos jornalistas, o presidente disse que espera que o vírus não mate ninguém, mas afirmou que outros vírus mataram e, nas palavras dele, não houve “essa comoção toda”. “O que estão fazendo no Brasil, alguns poucos governadores e alguns poucos prefeitos, é um crime. Eles estão arrebentando com o Brasil, estão destruindo empregos”, afirmou o presidente a jornalistas.“ Aproveitar-se do medo das pessoas para fazer politicagem ” – 25 de março

“É mais fácil fazer demagogia diante de uma população assustada, do que falar a verdade. Isso custa popularidade. Não estou preocupado com isso!  Aproveitar-se do medo das pessoas para fazer politicagem num momento como esse é coisa de COVARDE! A demagogia acelera o caos”, postou o presidente em seu Twitter. “ O brasileiro tem que ser estudado, o cara não pega nada ” – 26 de março

“Eu acho que não, não vamos chegar a esse ponto (tantos casos quanto nos Estados Unidos), até porque o brasileiro tem que ser estudado. O cara não pega nada. Eu vi um cara ali pulando no esgoto, sai, mergulha… Tá certo?! E não acontece nada com ele”, disse Bolsonaro.“ O que vocês estão fazendo aqui imprensa brasileira? ” – 27 de março

Bolsonaro desrespeita quarentena e debocha da imprensa. “Mostra ali. Atenção povo do Brasil. Esse pessoal diz que eu estou errado e tem que ficar em casa. Aí eu pergunto, o que vocês estão fazendo aqui? Imprensa brasileira o que vocês estão fazendo aqui? Estão com medo do Coronavírus não? Vão pra casa. Todo mundo sem máscara”, falou. “ Não estou acreditando nesses números ”- 27 de março

O presidente da República, Jair Bolsonaro  afirmou que alguns governadores querem “fazer número político” com dados sobre as contaminações e mortes decorrentes do novo coronavírus. Durante entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, Bolsonaro chegou a duvidar dos dados divulgados pela Secretaria de Saúde de São Paulo: “Não estou acreditando nesses números”, disse o presidente. “ Todos nós iremos morrer um dia ” – 29 de março

Após retornar de um passeio pelo Distrito Federal, o presidente disse que enfrentaria a pandemia do novo coronavírus no Brasil “como homem, não como um moleque”. Sustentou, ainda, que deseja poupar vidas, mas minimizou as preocupações com a Covid-19: “Todos iremos morrer um dia”.“ Eu desconheço qualquer hospital que esteja lotado ” – 2 de abril

O presidente Jair Bolsonaro declarou que desconhece hospitais lotados no Brasil por conta da Covid-19 e que a doença “não é tudo isso que estão pintando”. “Eu desconheço qualquer hospital que esteja lotado. Desconheço. Muito pelo contrário”, afirmou para apoiadores na frente do Palácio da Alvorada. “ Esse vírus é igual a uma chuva, vai molhar 70% de vocês ” – 3 de abril

O presidente disse em entrevista ao apresentador José Datena que o vírus “ é igual a uma chuva . Ela vem e você vai se molhar, mas não vai morrer afogado”. “Vai molhar 70% de vocês. Isso ninguém contesta. E toda nação vai ficar livre de pandemia depois que 70% for infectado e conseguir os anticorpos. Ponto final. Agora, desses 70%, uma pequena parte, que são os idosos  e que têm planos de saúde, vai ter (sic) problemas sérios”, disse.“ Cada vez mais o uso da cloroquina se apresenta como algo eficaz ”- 8 de abril

“Esse tratamento (com hidroxicloroquina), que começou aqui no Brasil, tem que ser feito, segundo as pessoas que a gente tem conversado, até o quarto ou quinto dia dos primeiros sintomas”. “Há 40 dias venho falando do uso da hidroxicloroquina no tratamento do Covid-19. Cada vez mais o uso da cloroquina se apresenta como algo eficaz”, disse o presidente. “ Ninguém vai tolher minha liberdade de ir e vir ” – 10 de abril

O presidente voltou a passear por Brasília em meio à pandemia do novo coronavírus. Bolsonaro visitou uma drogaria em Brasília, ficou em frente ao balcão do comércio e não respondeu sobre o propósito da visita. Questionado sobre para mais onde iria hoje, respondeu: “Eu tenho o direito constitucional de ir e vir. Ninguém vai tolher minha liberdade de ir e vir.”“ Parece que está começando a ir embora a questão do vírus ” – 12 de abril

“Quarenta dias depois, parece que está começando a ir embora a questão do vírus. Mas está chegando e batendo forte o desemprego”, afirmou o presidente em uma videoconferência com lideranças religiosas.“ Essa briga de começar a abrir o comércio é um risco que eu corro ” – 17 de abril

Na posse do novo ministro da Saúde, Nelson Teich, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender que o comércio reabra as portas. “Essa briga de começar a abrir para o comércio é um risco que eu corro. E se agravar, vem para o meu colo”, disse Bolsonaro, acrescentando que “muita gente já está tendo consciência de que tem que abrir”, pontuou.“ Não tem que se acovardar com esse vírus na frente ” – 18 de abril

O presidente Jair Bolsonaro defendeu o retorno do País à normalidade.“Não tem que se acovardar com esse vírus na frente”, afirmou o presidente em live realizada em frente ao Palácio do Planalto e transmitida em sua página do Facebook. Ele ainda criticou governadores que adotaram medidas para fechar o comércio. “Os Estados estão quebrados. Falta humildade para essas pessoas que estão bloqueando tudo de forma radical.”“ Não sou coveiro, tá? ” – 20 de abril

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não é “coveiro”. “Presidente, hoje tivemos mais de 300 mortes (são 113; depois de divulgar, o Ministério da Saúde corrigiu). Quantas mortes o senhor acha que…”, perguntava um jornalista quando Bolsonaro o interrompeu. ” Ô, cara, quem fala de… Eu não sou coveiro, tá certo?”, declarou o presidente. O repórter, então, tentou fazer novamente a pergunta. “Não sou coveiro, tá?”, repetiu o presidente da República.“ Esse bosta desse governador de São Paulo, esse estrume do RJ ” – 22 de abril

Durante a reunião ministerial que ocorreu no dia 22 de abril, o persidente Bolsonaro chamou o governador de SP, João Doria, de “bosta” e o governador do RJ, Wilson Witzel, de “estrume”. A fala foi proferida enquanto Bolsonaro falava da situação do novo coronavírus nos estados.“ “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? ” – 28 de abril

No dia 28 de abril, o presidente foi perguntado por um repórter o que ele tinha a dizer sobre o recorde diário de mortes notificadas naquele dia. Ao que o presidente respondeu:  “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”, disse, em referência ao seu nome, Jair Messias Bolsonaro. Em seguida, o presidente perguntou se alguém gravava a entrevista ao vivo. Quando soube que sim, se direcionou a essa pessoa e disse que lamentava as mortes. “Lamento a situação que nós atravessamos com o vírus. Nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, que a grande parte eram pessoas idosas. Mas é a vida. Amanhã vou eu”, disse ele.“ Cobrem deles. A minha opinião não vale ” – 29 de abril

Um dia após ter dito “E daí?, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a cobrança sobre as mortes provocadas pelo novo coronavírus no Brasil  deve ser feita a governadores e prefeitos. “O Supremo decidiu que quem decide essas questões (de combate ao novo coronavírus) são governadores e prefeitos. Então, cobrem deles. A minha opinião não vale. O que vale são os decretos dos governadores e prefeitos”, afirmou Bolsonaro, ao lado de deputados aliados e diante de apoiadores.“ Vou fazer um churrasco ” – 7 de maio

“Eu convidei o garoto da CGU (Wagner Rosário), tô cometendo um crime, vou fazer um churrasco no sábado aqui em casa e convidei aí o Wagner, o ministro da CGU, vai trazer o filho dele de 13 anos, falei que ele não olhe pra Laura se não o bicho vai pegar, tá certo? E vamos bater um papo aqui, quem sabe fazer uma peladinha com alguns ministros, alguns servidores mais humildes estão ao meu lado, ok?”, afirmou Bolsonaro. Após dois dias, por meio de uma rede social,  o presidente falou que as notícias de que ele faria um churrasco neste sábado, no Palácio da Alvorada eram “fake” e chamou de “idiotas” jornalistas que o criticaram por organizar a festa em meio ao aumento de mortes pelo novo coronavírus no Brasil.“ Se perdermos na última instância, mostro os exames ” – 7 de maio

O presidente Jair Bolsonaro  disse que só divulgaria os resultados de seus exames da Covid-19 se perder o processo em última instância. “Se perdermos na última instância, (mostro os exames) sem problema”, afirmou na saída do Palácio do Planalto.“ É uma neurose. 70% (da população) vai pegar o vírus ” – 9 de maio

Após desistir de promover o churrasco que anunciou durante a semana, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou o sábado para andar de jet ski no Lago Paranoá, em Brasília. Em um dos vídeos que circulam nas redes sociais, o presidente se aproxima de um barco e conversa com os tripulantes sobre a pandemia do novo coronavírus. “É uma neurose. 70% (da população) vai pegar o vírus, não tem como. É uma loucura”, afirma o presidente“ Está morrendo gente? Tá. Lamento? Lamento, lamento ” – 14 de maio

Em mais uma série de críticas às medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos no enfrentamento ao novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “o Brasil está quebrando” e que, se isso ocorrer, a economia não se recupera, “como alguns dizem”. “Vamos ser fadados a viver em um país de miseráveis, como tem alguns países da África sub-saariana. Nós temos que ter coragem de enfrentar o vírus. Está morrendo gente? Tá. Lamento? Lamento, lamento. Mas vai morrer muito, muito, mas muito mais se a economia continuar sendo destroçada por essas medidas (dos governos locais)”, defendeu.“ Lockdown não dá certo ” – 14 de maio

Jair Bolsonaro falou sobre o decreto que assinou para liberar academias de ginástica, salões de beleza e barbearias como serviços essenciais durante a pandemia do novo coronavírus. “Eu não falo inglês, como é? Lockdown. Não dá certo, e não deu certo em lugar algum do mundo. A Suécia está bem com sua economia. Se morrem 100 pessoas aqui e 100 no Uruguai, há uma diferença enorme. Lá a população é 30 ou 40 vezes menor do que a nossa”, afirmou.“ Eu lamento todos os mortos, mas é o destino de todo mundo ” – 2 de junho

No dia 2 de junho, o Brasil passou das 30 mil mortes. O presidente afirmou que é “o destino de cada um”. “Eu lamento todos os mortos, mas é o destino de todo mundo”, afirmou o presidente. Em seguida, Bolsonaro disse que o vírus “é uma coisa que vai pegar em todo mundo”. Ele acrescentou que não soube de ninguém que tenha morrido por falta de UTI ou de respirador.“ O pessoal que reclama da cloroquina, então dê alternativa ” – 2 de junho

O presidente voltou a defender, em conversa com apoiadores, o uso da cloroquina no combate às infecções pelo novo coronavírus. “O pessoal que reclama da cloroquina, então dê alternativa. Que diga ‘sou contra isso’, mas aponte qual é a outra .. Sabemos que pode ser que não seja tudo isso que alguns pensam, mas é o que aparece no momento. Pode, mas tem muito relato de pessoas, muito médico favorável. A briga farmacêutica é muito grande”, disse, em transmissão gravada por apoiadores.“ Acabou matéria do Jornal Nacional ” – 5 de junho

O presidente Jair Bolsonaro foi questionado por jornalistas sobre os  atrasos na divulgação de dados sobre a pandemia do novo coronavírus.
Sem que ninguém fizesse qualquer menção a nenhum órgão de imprensa específico, o presidente disse: “Acabou matéria do Jornal Nacional”.“ Ou a OMS trabalha sem o viés ideológico, ou vamos estar fora ” – 5 de junho

O presidente da República voltou a criticar a Organização Mundial da Saúde e  disse que pensa em romper relações com o órgão.  “A OMS é o seguinte. O Trump cortou a grana deles, voltaram atrás em tudo. Um cara que nem é médico. E eu adianto aqui. O Estados Unidos saiu (sic) da OMS e a gente estuda, no futuro, ou a OMS trabalha sem o viés ideológico, ou nós vamos estar fora também. Não precisamos de gente lá de fora dar palpite na saúde aqui dentro”, afirmou o presidente.“ Cobre do seu governador ” – 10 de junho

No dia 10 de junho, enquanto conversava com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro mandou uma mulher que o questionava sobre o número de brasileiros mortos pela pandemia da Covid-19 “cobrar do seu governador”.“ Arranja uma maneira de entrar e filmar ” – 11 de junho

No dia em que o Brasil ultrapassou a marca de 40 mil mortes e 800 mil infectados pelo novo coronavírus, o presidente  Jair Bolsonaro sugeriu aos seus seguidores que entrassem em hospitais de campanha e hospitais públicos e filmem o interior para averiguar se os leitos estão livres ou ocupados. “Pode ser que eu esteja equivocado, mas na totalidade ou em grande parte ninguém perdeu a vida por falta de respirador ou leito de UTI. Pode ser que tenha acontecido um caso ou outro. Seria bom você fazer, na ponta da linha, se tem um hospital de campanha aí perto de você, um hospital público, arranja uma maneira de entrar e filmar”, disse.“ Direitos são violados e ideias são perseguidas ”- 16 de junho

O presidente Jair Bolsonaro fez várias postagens em sua conta do Twitter. “Luto para fazer a minha parte, mas não posso assistir calado enquanto direitos são violados e ideias são perseguidas. Por isso, tomarei todas as medidas legais possíveis para proteger a Constituição e a liberdade do dos brasileiros”. Ele se referia a ações de prefeituras e estados que definiam o distanciamento social para combater a infecção pelo novo coronavírus.
“ É o povo que legitima as instituições ” – 16 de junho

“Só pode haver democracia onde o povo é respeitado, onde os governados escolhem quem irá governá-los e onde as liberdades fundamentais são protegidas. É o povo que legitima as instituições, e não o contrário. Isso sim é democracia”. “ Estou tranquilo, estou bem, tudo na paz ” – 7 de julho

O presidente Jair Bolsonaro retirou a máscara durante a entrevista coletiva na qual confirmou que foi contaminado pelo novo coronavírus. “É para vocês verem minha cara, eu estou tranquilo, estou bem, tudo na paz”, afirmou. 
“ Houve um superdimensionamento ” – 7 de julho

Com o resultado positivo para o novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro falou em “superdimensionamento” em torno da pandemia. “No meu entender, houve um superdimensionamento . Sabemos da fatalidade do vírus para aqueles que têm uma certa idade, como eu, acima de 65, bem como para aqueles que têm comorbidades, tem doenças ou outros problemas”, disse. “ Levaram um certo pânico a sociedade no tocante ao vírus ” – 7 de julho

Bolsonaro afirmou que as medidas restritivas levaram “pânico à população”. “Medidas outras exageradas, no meu entender ou não, levaram um certo pânico a sociedade no tocante ao vírus. Todo mundo sabia que mais cedo ou mais tarde ia atingir uma parte considerável da população. Se eu não tivesse feito o exame, não saberia do resultado. E ele acabou de dar positivo”.“ A maioria da população brasileira contrai o vírus e não percebe ” – 7 de julho


“Confesso que eu achava que já tinha pego lá atrás, tendo em vista a minha atividade muito dinâmica perante a população e digo mais: eu sou o presidente da República e estou na frente de combate, não fujo a minha responsabilidade e nem me afasto do povo. Eu gosto de estar no meio do povo. Então tendo em vista esse meu contato com povo, bastante intenso nos últimos meses, eu achava até que já tivesse contraído e não ter percebido, como a maioria da população brasileira, que contrai o vírus e não percebe a contaminação”, disse.“ Semeando pânico ” – 16 de julho

O presidente Jair Bolsonaro disse que Luiz Henrique Mandetta, seu ex-ministro da Saúde, “semeava pânico” com o discurso sobre isolamento, quarentena e a necessidade de “achatar a curva” do novo coronavírus. “Olha o problema que vamos ter pela frente. Vamos preservar vidas? Sim. Mas repito: quando resolveram lá atrás partir para o achatamento da curva… Lembra do Mandetta: vamos achatar curva, caminhão do Exército pegando corpos na rua, semeando pânico”, falou.“ Não sou médico, não recomendo nada para ninguém ” – 16 de julho

Jair Bolsonaro também sugeriu que as pessoas com sintomas da Covid-19 procurem médicos para saber se devem tomar o vermífugo conhecido pelo nome comercial Annita. “Também agora está aí, estão apresentando o Annita. Não sou médico, não recomendo nada para ninguém. O que recomendo é que você procure o médico… Você que está com parente, amigo, um idoso com sintomas, procure um médico. Doutor, você ministra hidroxicloroquina ou não? Ministra Annita ou não? O médico vai falar alguma coisa. Ele pode falar ‘vai para casa e deite’. Aí você decide e procura outro médico se quiser”, afirmou.“ Se não temos alternativa, vamos com a hidroxicloroquina ” – 18 de julho

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o  uso de hidroxicloroquina no tratamento contra a Covid-19. “Se não temos alternativa, vamos com a hidroxicloroquina”, disse. “ Não precisa ter pavor no tocante ao vírus ” – 23 de julho

O presidente Jair Bolsonaro disse que não é preciso ter pavor em relação ao novo coronavírus e voltou a defender que se repense a política de isolamento social. “Estou muito bem… Não precisa ter pavor no tocante ao vírus”, disse.“ O primeiro médico lá (Mandetta), e olha a desgraça que foi ” – 30 de julho

Sem citação direta, o presidente Jair Bolsonaro afirmou em live que o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi uma “desgraça” durante o tempo em que esteve à frente da pasta.“ Peguei mofo, mofo no pulmão ” – 30 de julho

“Depois de 20 dias dentro de casa a gente pega outros problemas. Peguei mofo, mofo no pulmão”,  disse o presidente Jair Bolsonaro. A declaração, seguida de uma gargalhada, foi dada quase ao encerrar a sua tradicional transmissão ao vivo no Youtube que acontece semanalmente.“ Quero convidar João Doria a ir no meu helicóptero ” – 30 de julho

O presidente Jair Bolsonaro lamentou o fato de que sua visita ao Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo ser adiada. “Pela segunda vez, eu vi na televisão agora há pouco que o senhor governador de São Paulo, sua excelência João Doria, nada a ver com a minha ida lá, mas iria baixar um decreto transformando em área vermelha o Vale do Ribeira. Se isso acontecer, eu vou ser obrigado a mais uma vez adiar a minha ida ao Vale do Ribeira”, disse Bolsonaro, durante a live transmitida por Facebook e YouTube. “Quero convidar João Doria a ir no meu helicóptero”, acrescentou.“ Não é daquele outro País não, tá ok, pessoal? ” – 30 de julho

O presidente ironizou a vacina produzida pela China, que está sendo testada em parceria com o governo João Doria (PSDB-SP), seu adversário político. “Se fala muito da vacina da Covid-19. Nós entramos naquele consórcio lá de Oxford. Pelo que tudo indica, vai dar certo e 100 milhões de unidades chegarão para nós. Não é daquele outro país não, tá ok, pessoal? É da Oxford aí. Quem não contraiu o vírus até lá… Eu não preciso tomar porque já estou safo (sic)”, disse Bolsonaro em transmissão pela internet.
“ Eu acho que quase todos vocês vão pegar um dia ” – 31 de julho

O presidente Jair Bolsonaro viajou até Bagé, no Rio Grande do Sul, onde voltou a provocar aglomerações e a defender o uso da cloroquina para o tratamento da Covid-19. “Todos vocês vão pegar um dia. Eu sabia que um dia ia pegar. Como, infelizmente, eu acho que quase todos vocês vão pegar um dia. Tem medo do quê? Enfrenta! Lamento, lamento as mortes. Morre gente todo dia de uma série de causas, né? É a vida, é a vida”, afirmou ele.“ Efeito colateral (da economia) é mais grave que o próprio vírus ” – 6 de agosto

“Quase nove milhões perderam empregos no segundo trimestre. Eu já vinha falando lá atrás que teria no mínimo duas ondas. Muita gente diz, e eu também digo, que esse efeito colateral (da economia) é mais grave que o próprio vírus (…) Desemprego, em grande parte, alguns governadores e prefeitos têm essa responsabilidade”, afirmou.
“ Estamos com a consciência tranquila ” – 6 de agosto

O presidente Jair Bolsonaro falou que está com a consciência tranquila e que fez “o possível e o impossível” para salvar vidas. “Estamos com a consciência tranquila. Não existia, naquela época, como não existe, uma vacina, não existia medicamento, apenas a promessa, no primeiro momento, da hidroxicloroquina, depois outras coisas apareceram”, disse o presidente.
“ Não é de Itajaí, não, né? ” – 6 de agosto

O presidente Jair Bolsonaro fez uma piada de cunho homofóbico ao lembrar a iniciativa do prefeito de Itajaí (SC), Volnei Morastoni (MDB), que pretende testar a eficácia da aplicação retal de ozônio no tratamento da Covid-19. “Pô, tu veio de Santa Catarina, cara?”, perguntou o presidente a um apoiador que afirmava vir do estado catarinense. “Estou preocupado que você é de Santa Catarina. Não é de Itajaí, não, né?”, seguiu Bolsonaro, provocando risos entre os apoiadores.“ Vamos chegar a 100 mil, mas vamos tocar a vida ” – 6 de agosto

O presidente Jair Bolsonaro lamentou, em live semanal no Facebook, os quase 100 mil mortos por conta do novo coronavírus no Brasil. “A gente lamenta todas as mortes,  vamos chegar a 100 mil, mas vamos tocar a vida e se safar desse problema”, disse o presidente, ao lado do ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuello.
“ Um governador resolveu acertar com outro país ” – 6 de agosto

“Talvez em dezembro, janeiro, exista a possibilidade da vacina, e daí esse problema estará vencido poucas semanas depois. E o que é mais importante nessa vacina, diferente daquela outra que um governador resolveu acertar com outro país, vem a tecnologia pra nós”, disse o presidente em discurso na cerimônia, que foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.
“ Quem não quer tomar cloroquina, não tente proibir ” – 6 de agosto

Bolsonaro voltou a fazer propaganda sobre o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19. “Quem não quer tomar cloroquina, não tente proibir, impedir quem queira tomar, afinal de contas, ainda não temos uma vacina e não temos um remédio comprovado cientificamente”, disse.

As vezes em que Bolsonaro desobedeceu o isolamento social:

“ Em 15 de março ” Dois dias após a primeira recomendação de isolamento social no Brasil, o presidente participou de uma manifestação organizada por apoiadores em Brasília;

“ Em 16 de março ” O presidente Jair Bolsonaro descumpriu a orientação de ficar em quarentena após ter contato com uma pessoa infectada pelo novo coronavírus e deixou o Palácio da Alvorada;

“ Em 17 de março ” O presidente voltou a criticar a “histeria” em torno da pandemia que já atingia vários países no mundo, afirmando que seu aniversário de 65 anos – dali a poucos dias – contaria com uma “festinha tradicional”;

“ Em 22 de março ” Bolsonaro afirmou que o número de mortes pela Covid-19 não ultrapassaria a quantidade de vítimas da epidemia de H1N1, que, segundo ele, causou 800 mortes;

“ Em 29 de março ” O presidente Jair Bolsonaro visitou um churrasquinho em uma praça de Taguatinga. O vídeo do momento, publicado no Twitter dele, mostra o chefe do Executivo, em meio à pandemia do novo coronavírus, conversando com o vendedor de espetinhos e com pessoas que se aglomeraram em volta dos dois;

“ Em 31 de março ” Bolsonaro causou aglomerações nas ruas e em um supermercado após um tour por bairros de Brasília. em máscara e cercado por uma equipe, o presidente apertou a mão de trabalhadores e tirou fotos abraçado com algumas pessoas;

“ Em 9 de abril ” Bolsonaro foi fotografado comendo pão doce e uma padaria. Um vídeo do passeio foi publicado em sua página pelo próprio filho, Eduardo Bolsonaro;

“ Em 10 de abril ” O presidente foi flagrado em meio à multidão, escregando o nariz e, em seguinda, dando a mão a uma mulher idosa. O gesto foi registrado em vídeo;

“ Em 18 de abril ” O presidente Jair Bolsonaro ignorou mais uma vez as recomendações de distanciamento social por conta do novo coronavírus e fez um novo passeio por Brasília;

“ Em 19 de abril ” O presidente Jair Bolsonaro voltou a desrespeitar recomendações das autoridades sanitárias e participou de uma manifestação em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.

“ Em 29 de abril ” Contrariando as recomendações da Saúde, Bolsonaro recebe o empresário e dono da Havan com um abraço e sem o uso da máscara cirúrgica;

“ Em 2 de maio ” Em uma viagem fora da agenda, o presidente cumprimentou com apertos de mãos e abraços dezenas de pessoas, entre as quais idosos e crianças. Além disso, o presidente voltou a criticar as medidas de isolamento;

“ Em 9 de maio ” O presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio do Alvorada, em Brasília, e passeou em uma moto aquática pelo Lago Paranoá. Bolsonaro pilotou acompanhado de um segurança, ambos sem máscara;

“ Em 23 de maio ” Bolsonaro voltou a passear pelas ruas de Brasília , quando parou para comer um cachorro-quente e cumprimentar apoiadores;

“ Em 24 de maio ” Sem máscara ou qualquer equipamento de proteção individual, o presidente Jair Bolsonaro participou de um ato de apoio ao seu governo no centro de Brasília e chegou a pegar duas crianças no colo;

“ Em 30 de maio ” Após visitar uma instalação do exército no interior de Goiás, o presidente e sua equipe foram fotografados em um restaurante da capital;

“ Em 31 de maio ” Bolsonaro participou de um churrasco com convidado no sítio do cantor Amado Batista;

“ Em 31 de maio ” O presidente Jair Bolsonaro compartilhou um vídeo em uma rede social em que aparece passeando a cavalo e acenando a apoiadores. O presidente não usava máscara;

“ Em 6 de junho ” Bolsonaro acompanhou uma blitz da Polícia Rodoviária Federal ao lado do pastor Silas Malafaia e alguns ministros. Mais uma vez sem máscara, o presidente não comentou perguntas de jornalistas que indagaram sobre as mais de 35 mil mortes causadas pela Covid-19 até aquela data;

“ Em 8 de junho ” O presidente recebeu militantes na porta do Palácio da Alvorada, criticou imprensa, mas evitou comentar protestos;

“ Em 23 de junho ” A Justiça Federal no Distrito Federal determinou que o presidente tem que usar máscara em todos os espaços públicos. Na semana seguinte, o presidente provocou uma aglomeração na cidade de Araguari, em Minas Gerais, onde tirou o equipamento de proteção individual para cumprimentar de longe um grupo de apoiadores que o aguardava;

“ Em 4 de julho ” O presidente sobrevoa Santa Catarina após estragos causados pela passagem de um ciclone-bomba. Em Florianópolis, distribuiu apertos de mãos;

“ Em 4 de julho ” Bolsonaro paricipou de um churrasco em comemoração ao dia da independência dos Estados Unidos na casa do embaixador norte-americano no Brasil. O presidente publicou fotos do evento em suas redes;

“ Em 7 de julho ” Bolsonaro anunciou a infecção pela Covid-19 . Mesmo adoecido pelo vírus, o presidente voltou a minimizar a doença, inclusive retirando a máscara de proteção durante o pronunciamento à imprensa;

“ Em 18 de julho ” Bolsonaro publicou um vídeo em suas redes sociais alimentando emas na residência oficial. Ele chegou a colocar a máscara no queixo enquanto falava à câmera, manuseada por um cinegrafista.

“ Em 19 de julho ” Diagnosticado com a covid-19, o presidente Jair Bolsonaro saiu à frente do Palácio da Alovorada para a cerimônia de arriamento da bandeira nacional. O presidente baixou a máscara para falar com apoiadores;

“ Em 23 de julho ” O presidente Jair Bolsonaro foi fotografado passeando de moto na área externa do Palácio da Alvorada . No caminho, parou para conversar com garis, sem usar máscara de proteção;

“ Em 30 de julho ” Em sua primeira viagem após se recuperar da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro tirou a máscara de proteção e se juntou a uma aglomeração de apoiadores;

“ Em 31 de julho ” O presidente da República participou do lançamento de um condomínio popular construído com recursos federais, em Bagé, na Região da Fronteira do Rio Grande do Sul. Ele ficou sem máscara para tirar fotos com crianças, abraçou apoiadores, cumprimentou pessoas, além de provocar aglomeração;

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