Denúncia de deputada petista impulsiona apuração de crimes contra a honra, em meio a tensões políticas que envolvem Foro de São Paulo e acusações internacionais
O Ministério da Justiça, em ato final de Ricardo Lewandowski, enviou à PF pedido de deputada petista para investigar Flávio Bolsonaro por postagens que ligam Lula a Maduro e ao Foro de São Paulo, alegando crimes contra a honra. A representação, protocolada em 7/jan, visa apurar calúnia, difamação e injúria. O caso pode impactar a pré-candidatura do senador à Presidência em 2026, em meio a tensões políticas.
Brasília (DF) · 13 de janeiro de 2026
O Ministério da Justiça encaminhou à Polícia Federal (PF) um pedido formal para apurar conduta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
A iniciativa, um dos derradeiros atos do ex-ministro Ricardo Lewandowski antes de sua exoneração em 9 de janeiro, surge de representação protocolada pela deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG), que acusa o parlamentar de perpetrar delitos contra a honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A controvérsia orbita em torno de uma publicação nas redes sociais de Flávio Bolsonaro, na qual ele insinua conexões entre Lula e o líder venezuelano Nicolás Maduro, evocando o Foro de São Paulo e uma gama de supostos ilícitos.
Na postagem, o senador assevera que Maduro delataria Lula, precipitando o ocaso do fórum político. “Maduro irá delatar Lula, o que causaria o fim do Foro de São Paulo”, destaca o texto denunciado.
A representação, registrada em 7 de janeir e despachada à PF dois dias após, em 9 de janeiro, invoca potenciais infrações de calúnia, difamação e injúria.
O Ministério confirmou o protocolo e o envio célere. O ofício, subscrito pela coordenadora-geral de Administração Eliza Pimentel da Costa Simões, foi endereçado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, enfatizando a necessidade de escrutínio minucioso.
O episódio insere-se em um panorama de atritos intensos entre o governo Lula e a oposição bolsonarista, com Flávio Bolsonaro emergindo como figura pivotal na sucessão presidencial de 2026.
A poderia macular sua campanha, embora o senador ainda não tenha se manifestado publicamente sobre o caso.
O desfecho dessa apuração, se instaurada, poderia reconfigurar alianças e narrativas eleitorais, sublinhando a fragilidade das fronteiras entre liberdade de expressão e accountability pública.
Enquanto isso, a transição no Ministério da Justiça prossegue, com Lewandowski citando motivos pessoais para sua partida, abrindo espaço para novas dinâmicas no aparato de segurança nacional.

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O que mais irrita de tudo isso, é a indigência política e intelectual, e o miserável conteúdo de inteligência destes sujeitos de sobrenome Bolsonaro, eles são infelizes até na escolha dos assessores, poderiam ter por perto gente bem paga, ao final, não lhes faltam recursos, gente com capacidade de pensar e elaborar coisas inteligentes, porém à limitação de quem nunca pensou nada intelectualmente, parece ser herança genética 🧬.
Pra Bolsonarista todo castigo é pouco
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