
PRESIDENTE LULA no Palácio do Planalto durante o lançamento do Programa Agora Tem Especialista 30.5.2025 – Imagem reprodução
“Esse dedo não precisava ser cortado, mas cheguei no hospital cheio de graxa e o médico arrancou“, lamentou o Presidente durante lançamento do programa Agora Tem Especialistas, para acelerar atendimento no SUS – ASSISTA E SAIBA MAIS
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Brasília, 30 de maio de 2025
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), emocionou o público nesta sexta-feira (30/mai), ao relatar, em Brasília, as dificuldades enfrentadas após perder o dedo mínimo da mão esquerda.
Durante o lançamento do programa Agora Tem Especialistas, do Sistema Único de Saúde (SUS), o estadista afirmou que “esse dedo não precisava ser cortado”, lamentou, destacando a precariedade do atendimento médico na época.
Aos 23 anos, Lula, então torneiro mecânico em São Paulo, sofreu um acidente em uma prensa, que esmagou seu dedo.
“Cheguei no hospital cheio de graxa, às seis da manhã, o médico anestesiou, arrancou o dedinho e pronto”, relatou.
O chefe do Executivo arrancou risadas da plateia ao destacar as dificuldades que teve no começo para lavar o rosto:
“Eu já contei uma vez que eu tinha muita dificuldade de lavar o rosto, porque eu enchia a mão da água, e quando chegava aqui, tava vazio“, disse Lula.
O Presidente disse que levou “algum tempo pra aprender a colocar a mão” com os dedos posicionados de outra forma para conseguir lavar o rosto.
Lula também relatou que sentia vergonha de não possuir o dedo: “Vocês não sabem que no começo eu tinha vergonha de não ter o dedo. Eu nem usava aliança pra que as pessoas não vissem que eu não tinha o dedo“.
O Presidente concluiu dizendo que “não precisaria ter passado por isso“, caso tivesse direito a um especialista.
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O Programa Agora Tem Especialistas visa reduzir filas para consultas e cirurgias especializadas, utilizando estruturas públicas e privadas.
A iniciativa, lançada no Palácio do Planalto, prevê a ampliação da telessaúde e criação de 319 cargos na Anvisa para agilizar aprovações.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, “370 mil óbitos em 2023 ocorreram por atrasos no diagnóstico”, afirmou, destacando a urgência da iniciativa.
O programa é uma reformulação do Mais Acesso a Especialistas, criticado por Lula por resultados insuficientes.
“É uma obsessão minha reduzir as filas”, afirmou Lula durante o evento.
O programa também prevê a contratação de clínicas privadas para atender pacientes do SUS, com teto de R$ 2 bilhões anuais, além de mutirões em carretas para cirurgias em áreas como oncologia e cardiologia.












