Rebanho bovino / Imagem: AL INVEST VERDE
| Brasília (DF)
12 de maio de 2026
A Comissão Europeia retirou o Brasil da lista de países terceiros autorizados a exportar animais destinados à alimentação humana e produtos de origem animal.
A decisão, anunciada nesta terça-feira (12/mai), decorre do não cumprimento das regras sanitárias do bloco sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
Conforme a porta-voz de Saúde da União Europeia, Eva Hrncirova, “o Brasil não está incluído, o que significa que deixará de poder exportar para a UE mercadorias tais como bovinos, equinos, aves de capoeira, ovos, aquicultura, mel e invólucros, com efeitos a partir de 3 de setembro”.
A declaração foi reproduzida de forma consistente pela Deutsche Welle.
A medida surge menos de duas semanas após a aplicação provisória do acordo UE-Mercosul, em vigor desde 1º de maio.
Enquanto o pacto comercial promete zerar tarifas para mais de 90% dos produtos brasileiros, a União Europeia reforça que as exigências sanitárias e fitossanitárias permanecem inegociáveis, independentemente de qualquer tratado. O episódio expõe a tensão entre abertura comercial e padrões de proteção à saúde pública.
A União Europeia vem endurecendo a luta contra a resistência antimicrobiana, com normas que proíbem o uso de certos produtos como promotores de crescimento em animais destinados ao consumo.
O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, ainda não apresentou as garantias exigidas pelo bloco.
A exclusão é temporária e pode ser revertida assim que o Ministério da Agricultura e Pecuária comprovar adequação às normas europeias.
No entanto, o timing da decisão — logo após a celebração do acordo — gerou forte repercussão no setor agropecuário brasileiro.
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FAQ Rápido
Por que a UE excluiu o Brasil da lista?
O país não apresentou garantias suficientes de que interrompeu o uso de antimicrobianos na criação de animais, conforme exigido pelas normas europeias de combate à resistência bacteriana.
Quando a suspensão entra em vigor?
A partir de 3 de setembro de 2026, dando prazo para que o Brasil apresente as adequações necessárias.
Qual o impacto esperado?
O agronegócio brasileiro perde temporariamente acesso a um mercado estratégico; a reversão depende de ajustes na rastreabilidade e nas práticas sanitárias da pecuária.
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A questão é muito mais de responsabilidade dos criadores, de adotar as boas práticas, do que Ministério da Agricultura e Pecuária, que pouco pode fazer sem a colaboração dos criadores.