“Vemos essa busca por reformas por parte do Brasil como positiva. E os encontros feitos em Nova Iorque deixaram isso muito claro. (…) ações como essa (…) podem promover o multilateralismo”, disse uma fonte do bloco
Uma proposta do Brasil, levada á 79ª AGNU (Assembleia Geral das Nações Unidas) pelo Presidente da República Federativa, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para revisar a Carta das Nações Unidas de 1945, cujo tratado articula um compromisso de defesa dos direitos humanos e delineia um conjunto de princípios, está sendo avaliada como “histórica” por integrantes da União Europeia.
A iniciativa do governo Lula, de pedir a reformulação dos mecanismos do órgão, entre eles o Conselho de Segurança, cuja finalidade é zelar pela manutenção da paz e da segurança internacional, propõe compromissos de reforma e modernização das principais organizações internacionais, entre elas a própria ONU (Organização das Nações Unidas) e também a OMC (Organização Mundial de Comércio).
O estadista tratou deste tema em uma reunião nesta quarta-feira (25/9), durante reunião ministerial do G20 em Manhattan – Nova Iorque (EUA), onde, por iniciativa do Brasil, os membros do grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Africana e União Europeia aprovaram o texto intitulado Chamado à Ação sobre a Reforma da Governança Global, apresentado na tarde desta quarta.
“Vemos essa busca por reformas por parte do Brasil como positiva. E os encontros feitos em Nova Iorque deixaram isso muito claro. Enxergamos que ações como essa, especialmente em tempos de conflitos, podem promover o multilateralismo. E isso, definitivamente, passa por uma reforma na ONU e na arquitetura financeira global”, disse uma fonte da União Europeia, conforme transcrito pelo g1.
Embaixadores do bloco europeu no Brasil destacaram o ineditismo da medida e afirmaram que “é uma iniciativa histórica”. É a primeira que tem concordância do G20.
