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UE diz que é “histórica” proposta de Lula para revisar Carta da ONU e reformular Conselho de Segurança e mecanismos

    LULA em Manhattan, na segunda reunião de ministros das Relações Exteriores da presidência brasileira do G20 | Ricardo Stuckert/PR

    Vemos essa busca por reformas por parte do Brasil como positiva. E os encontros feitos em Nova Iorque deixaram isso muito claro. (…) ações como essa (…) podem promover o multilateralismo”, disse uma fonte do bloco

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    Uma proposta do Brasil, levada á 79ª AGNU (Assembleia Geral das Nações Unidas) pelo Presidente da República Federativa, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para revisar a Carta das Nações Unidas de 1945, cujo tratado articula um compromisso de defesa dos direitos humanos e delineia um conjunto de princípios, está sendo avaliada como “histórica” por integrantes da União Europeia.

    A iniciativa do governo Lula, de pedir a reformulação dos mecanismos do órgão, entre eles o Conselho de Segurança, cuja finalidade é zelar pela manutenção da paz e da segurança internacional, propõe compromissos de reforma e modernização das principais organizações internacionais, entre elas a própria ONU (Organização das Nações Unidas) e também a OMC (Organização Mundial de Comércio).

    O estadista tratou deste tema em uma reunião nesta quarta-feira (25/9), durante reunião ministerial do G20 em ManhattanNova Iorque (EUA), onde, por iniciativa do Brasil, os membros do grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Africana e União Europeia aprovaram o texto intitulado Chamado à Ação sobre a Reforma da Governança Global, apresentado na tarde desta quarta.

    Vemos essa busca por reformas por parte do Brasil como positiva. E os encontros feitos em Nova Iorque deixaram isso muito claro. Enxergamos que ações como essa, especialmente em tempos de conflitos, podem promover o multilateralismo. E isso, definitivamente, passa por uma reforma na ONU e na arquitetura financeira global”, disse uma fonte da União Europeia, conforme transcrito pelo g1.

    Embaixadores do bloco europeu no Brasil destacaram o ineditismo da medida e afirmaram que “é uma iniciativa histórica”. É a primeira que tem concordância do G20.

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