A FAO já havia promovido o debate sobre a utilização de insetos como uma fonte de proteína sustentável, capaz de minimizar o desperdício e contribuir para uma economia circular – SAIBA MAIS
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Na Europa, uma autorização para o uso de pó de larvas em alimentos tem o objetivo de introduzir na cultura alimentar fontes nutricionais de menor impacto ambiental. O pó de larvas inteiras de Tenebrio molitor são previamente tratados com radiação ultravioleta, em diversas categorias alimentares, como pães, queijos e compotas.

Um agricultor com larvas para fazer farinha | Cyril Marcilhacy/Bloomberg/ GettyImages
O novo alimento está autorizado durante cinco anos a partir da aplicação do regulamento da União Europeia. A autorização surge após a avaliação positiva da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). Atualmente, apenas a empresa NutriEarth, localizada na França, tem permissão para comercializar este ingrediente.
A portuguesa Thunder Foods já expressou, em 2021, a intenção de lançar farinha feita a partir de insetos para a indústria agroalimentar como um suplemento proteico. As vantagens nutricionais e ambientais deste produto foram reconhecidas, com uma unidade dedicada à produção da larva-da-farinha sendo proposta.
A FAO já havia promovido o debate sobre a utilização de insetos como uma fonte de proteína sustentável, capaz de minimizar o desperdício e contribuir para uma economia circular. Atualmente, a Agência Europeia para a Segurança Alimentar está avaliando uma série de pedidos para o uso de diferentes alimentos derivados de insetos, incluindo farinha de mosca-soldado negra e gafanhotos.
Proporção de insetos para cada ser humano
De acordo com o pesquisador Maurício Antônio Lopes, da Embrapa, os insetos são organizados fundamentais no planeta, com cerca de 30 milhões de espécies e uma biomassa que supera a de todos os outros seres vivos. Estima-se que existam mais de 200 milhões de insetos para cada ser humano, resultando em uma relação de 140 quilos de insetos para cada quilo de ser humano. Eles desempenham papéis essenciais, desde a polinização até a produção de mel e seda.
Com uma história de aproximadamente 400 milhões de anos, os insetos possuem uma habilidade adaptativa impressionante. Por exemplo, os cupins da África Oriental podem produzir até 43.000 ovos diariamente, enquanto gafanhotos podem migrar em enormes nuvens, consumindo tudo ao seu alcance. Em contraste com mamíferos e aves, os insetos apresentam eficiência na conversão de alimentos em biomassa, o que os torna uma alternativa viável para a alimentação humana e ração animal.
Aproximadamente dois bilhões de pessoas em 130 países consomem insetos regularmente. A FAO tem incentivado o uso de insetos como fonte de proteínas e outros nutrientes. Grilos, por exemplo, requerem significativamente menos alimento que bovinos e suínos para produzir a mesma quantidade de proteína, além de emitirem menos poluentes.
Outro potencial dos insetos é sua utilização em adubos orgânicos e rações. Pesquisas da Embrapa exploram espécies como a mosca-soldado-negra, o besouro-tenébrio e o grilo-preto como alimentos para aves e peixes, podendo substituir ração convencional com benefícios econômicos e ambientais.
O mercado de alimentação à base de insetos está em expansão, atraindo muitas startups. Com um valor estimado de US $ 400 bilhões por ano, a indústria pode se beneficiar da tendência em relação a alternativas de proteínas vegetais, combinando ingredientes de insetos com vegetais para oferecer alimentos nutritivos.
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