Deputada se manifestou após revelação de que ela mandou dois áudios pedindo para Walter Delgatti descobrir endereço do ministro do STF
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) disse, nesta terça (24/10), que sua mãe se lembrou do contexto dos áudios enviados ao hacker Walter Delgatti Neto em novembro do ano passado.
Nas gravações, a parlamentar pede ao hacker o endereço de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) em Brasília.
A parlamentar afirmou que precisava do endereço de Alexandre Moraes para que sua mãe enviasse uma carta ao magistrado, que é relator de investigações que envolvem Zambelli.
Segundo ela, a ideia era “sensibilizá-lo” a respeito de medidas contra ela.
“Minha mãe tinha escrito uma carta para o Alexandre de Moraes e queria entregar essa carta. Eu disse para não mandarmos para o STF para evitar pegar mal, e ela disse que o certo era enviar para a casa dele“, explicou Zambelli, confirme transcrito no ‘Blog da Andréia Sadi‘.
“Acabamos não mandando essa carta. Ela que me lembrou, eu não lembrava disso. Esse foi o motivo“, afirmou.
Zambelli disse ainda que o hacker enviou a ela espontaneamente uma lista de endereços de várias autoridades, incluindo o da casa de Moraes em São Paulo.
Foi então que ela pediu o endereço do ministro em Brasília.
“Ô Walter, não aparece nenhum endereço de Brasília, né? Precisava do endereço daqui de Brasília“, diz Zambelli no primeiro arquivo de áudio, com duração de seis segundos.
“Não, não pode ser, porque quadra é prédio, e ele deve morar numa casa no Lago Sul, alguma coisa assim. Deve ser coisa do STF. Isso provavelmente deve estar nos arquivos do STF como casa… casa tipo… funcional, entendeu?“, diz a parlamentar no segundo áudio, de 18 segundos.
De acordo com o advogado do hacker, Ariovaldo Moreira, seu cliente afirma que os áudios tratam do endereço de Moraes e comprovam que a relação entre Zambelli e Delgatti não se restringiu a serviços de administração de redes sociais, como ela afirmou anteriormente.
O advogado pretende entregar os áudios à Polícia Federal, que já investiga a conduta do hacker.
