TSE proíbe disparos em massa pelo WhastApp e diz que demorou a criar lei por achar que se tratava de impulsionamento

20/12/2019 Off Por Redação Urbs Magna

O TSE publicou nesta quinta-feira (19) resolução que proíbe o “disparo em massa de mensagens instantâneas” e responsabiliza quem divulgar informação falsa.

Demorou mais de um ano para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) punir o envio de mensagens em massa por WhatsApp durante campanhas eleitorais, quando são produzidas fake news como as que elegeram Bolsonaro.

No ano passado, políticos e integrantes de campanhas afirmavam que era tudo “orgânico”, enganando o TSE, que não sabia sequer a diferença entre impulsionamento e o agora novo crime disparos massivos de fake news.

Chips usados em empresa para enviar mensagens de WhatsApp em massa
Chips usados em empresa para enviar mensagens de WhatsApp em massa – Reprodução

O TSE foi aconselhado, pelas redes sociais, a criar uma legislação que contivesse uma proibição expressa aos disparos em massa.

A prova do crime da campanha de Bolsonaro

Se fosse hoje, após a criação de uma nova lei pelo TSE, caso Bolsonaro e a equipe que trabalhou para elegê-lo contratassem agências de marketing para dispararem em massa milhares de mensagens para grupos de WhatsApp ou usuários, seriam todos presos e o presidente seria punido.

O WhatsApp informou à CPMI das Fake News no mês passado que baniu mais de 400 mil contas do Brasil entre 15 de agosto e 28 de outubro de 2018, período da campanha eleitoral do ano passado.

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