O Tribunal Eleitoral atendeu LULA e abriu ação contra o ocupante do Planalto e a rede de rádio e TV devido a desequilibrio eleitoral
O corregedor-geral eleitoral no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Benedito Golçalves, atendeu neste sábado (15/8) a um pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e abriu uma ação para investigar o presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu candidato a vice, o general Braga Netto, a Jovem Pan e o presidente da emissora, Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, por suposta prática de uso indevido dos meios de comunicação, informou a jornalista Malu Gaspar, no Globo, no início da noite desta sábado (15/10.
A Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral é a unidade do TSE, presidido por Alexandre de Moraes, responsável pela fiscalização da regularidade dos serviços eleitorais em todo o país e pela orientação de procedimentos e rotinas a serem observados pelas corregedorias eleitorais em cada unidade da Federação e pelos cartórios eleitorais. Ela ainda gera o cadastro nacional de eleitores.
O PT acusa a Jovem Pan de ter se tornando “o braço mais estridente do bolsonarismo”, com a difusão de ataques e fake news contra o sistema eleitoral, o Supremo e o TSE, além da promoção de uma “campanha difamatória” conta Lula em seus diversos programas transmitidos em rádio, televisão e no YouTube.
Para o partido de Lula, a Jovem Pan é parcial e confere tratamento privilegiado a Jair Bolsonaro, que “vem irrigando os cofres da emissora com verbas públicas por meio de publicidade”, em montante que alcançou, em 2021, o triplo dos valores recebidos no último ano do governo anterior, de Michel Temer.
No despacho em que atendeu ao pedido do PT, o ministro Benedito Gonçalves disse, segundo transcrição da jornalista:
Em sua ação, o partido ainda critica a Jovem Pan por atacar a conduta de ministros do STF e do TSE, acusados de não serem imparciais por comentaristas da emissora, além de repetir informações falsas sobre as urnas eletrônicas, como a acusação de que o sistema não é auditável.
Apesar de ter aberto a ação para investigar a emissora e a chapa Bolsonaro-Braga Netto, o ministro negou um pedido da campanha de Lula para obrigar que o dono do grupo Jovem Pan conceda tratamento isonômico aos candidatos ao Palácio do Planalto, deixando de reproduzir conteúdos e notícias inverídicos e descontextualizados sobre Lula e o processo eleitoral.
Para Benedito Gonçalves, exigir uma cobertura equilibrada da Jovem Pan é reforçar um dever que já “recai sobre todas as emissoras e que está previsto em regra“.
