Benedito Gonçalves espera que o filho do presidente argumente sobre o uso político de seus perfis nas redes sociais
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou a abertura de investigação sobre uma rede de desinformação para favorecer o presidente Jair Bolsonaro (PL). No início da semana, Benedito Gonçalves – corregedor-geral da Justiça Eleitoral – determinou 3 dias para o vereador Carlos Bolsonaro explicar o uso político de seus perfis nas redes sociais.
A medida também determinou a desmonetização de canais suspeitos de propagação de conteúdos inverídicos como Brasil Paralelo, Foco do Brasil, Folha Política e Dr. News, caso ainda ativo, até dia 31 de outubro, após a realização do segundo turno. De acordo com o jornal O Globo, os ministros também concordaram em suspender impulsionamentos pagos realizados pelos donos desses canais
O documentário Quem mandou matar Jair Bolsonaro?, sobre o episódio ocorrido em 2018 contra o então candidato à presidência da República,também teve a exibição suspenso por Gonçalves, até um dia após a votação.
O ministro Raul Araújo se colocou contra a suspensão da exibição do documentário porque ainda não se conhece o teor do filme. O ministro Sérgio Banhos acompanhou a divergência nesse ponto.
A ministra Cármen Lúcia discorda, citando uma situação “excepcionalíssima”, assim como o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, e o ministro Ricardo Lewandowski que afirmou que os juízes “não tem vendas sobre os olhos”.
Em seu voto, Moraes ressaltou que caso for o caso, o relator do processo pode verificar a “desnecessidade” da suspensão. O único ministro a votar contra foi Carlos Horbach, que considerou que o pedido do PT contém uma narrativa com uma série de “conjecturas e suposições” amparadas por uma análise unilateral.
