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Trump dá prazo de 48 horas para Irã abrir Estreito de Ormuz sob “ameaça” de “obliterar usinas”

    Teerã ignora e promete fechar completamente via vital para petróleo mundial e retaliar contra infraestrutura regional; relógio corre desde 8:48 PM · 21 de mar de 2026; efeitos sobre civis e mercados globais ganham urgência

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    Donald Trump
    Donald Trump/Mojtaba Khamenei / Foto: © Collage by X/The White House/Wikimedia Commons | Mensagem do republicano em sua rede social “Truth” / Imagem reprodução/X
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Washington (US) / Teerã (IR) · 22 de março de 2026

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu ultimato direto ao Irã em postagem no Truth Social no sábado (21/mar). Ele exigiu que o país reabra completamente, sem ameaças, o Estreito de Hormuz em 48 horas ou os Estados Unidos atacarão e obliterarão as usinas de energia iranianas, “começando pela maior”.

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    A declaração, confirmada por múltiplas reportagens, ocorre em meio à quarta semana da guerra que envolve Estados Unidos, Israel e Irã.A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) respondeu que fechará totalmente o estreito caso as instalações sejam atingidas, conforme relatado pela Reuters.

    O presidente iraniano Masoud Pezeshkian classificou as ameaças como sinal de “desespero” que apenas reforça a unidade interna do país, segundo a BBC.

    Já o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou que infraestruturas de energia e dessalinização na região poderiam ser “destruídas irreversivelmente” em retaliação, de acordo com a Al Jazeera.

    O Estreito de Hormuz transporta cerca de 20% do petróleo mundial. Sua restrição atual, provocada por ataques iranianos no contexto do conflito, já provocou disparada nos preços globais de energia e preocupa economias emergentes.

    A AP News destaca que o Irã mantém o estreito aberto apenas para navios de países não considerados inimigos, mas ataques recentes paralisaram praticamente todo o tráfego de petroleiros.

    O The New York Times registra que Teerã descarta o prazo e promete contra-ataques a instalações americanas e israelenses na região, incluindo sistemas de água e energia.

    Essa troca de ameaças contra infraestruturas civis levanta preocupações com o impacto sobre milhões de pessoas que dependem das usinas elétricas iranianas para o dia a dia.

    Especialistas consultados por veículos como a NBC News observam que o risco de escalada pode afetar não só o fornecimento de petróleo, mas também a estabilidade regional e o custo de vida em diversos países.

    A via marítima é essencial para o comércio global, e qualquer interrupção prolongada tende a pressionar inflação e cadeias de suprimentos.

    Bloomberg e Washington Post reforçam que o ultimato de Trump coincide com movimentação de forças americanas na área e com ataques iranianos recentes contra alvos israelenses.

    Até o momento, não há indícios de que o Irã tenha cedido à exigência.

    A dinâmica atual evidencia a necessidade de preservar canais de diálogo multilateral para evitar que ações unilaterais agravem sofrimentos de populações civis e desestabilizem a economia global.




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