Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Pretendendo o Nobel da Paz, Trump promete “inferno” em Gaza, caso o Hamas não feche acordo com Israel

    Clickable caption
    O presidente
    O presidente dos EUA, Donald Trump, caminha para falar com repórteres antes de partir no Marine One do Jardim Sul da Casa Branca, em Washington |30.9.2025| Foto: Alex Brandon/AP | Ao lado, print da ameaça do republicano ao Hamas


    Presidente dos EUA usou sua rede social Truth para estabelecer prazo até o domingo (5/out), às 18h de Washington D.C.



    Brasília, 02 de outubro 2025

    Em uma publicação dramática em sua rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um severo ultimato ao grupo militante Hamas, estabelecendo o domingo (5/out), às 18h (horário de Washington, D.C.), como prazo final para um acordo que, segundo ele, traria a paz para o Oriente Médiodepois de 3 mil anos“.

    A mensagem, reproduzida integralmente em sua conta, começa condenando veementemente o Hamas pelo “massacre de 7 de outubro” em Israel, detalhando a morte de “bebês, mulheres, crianças, idosos e muitos jovens”. Trump afirmou que, como retaliação, mais de “25.000 ‘soldados’ do Hamas” já teriam sido mortos e que os demais estão “militarmente encurralados”.

    Trump declarou que “Grandes, poderosas e muito ricas nações do Oriente Médio, e áreas circundantes, juntamente com os Estados Unidos da América, concordaram, com a adesão de Israel, com a PAZ”. Ele descreveu o acordo como “um ótimo para TODOS”, mas não detalhou publicamente quais nações seriam essas ou os termos específicos do pacto.

    Uma das cláusulas centrais apresentadas por Trump é a exigência para que o Hamas “LIBERTE OS REFÉNS, TODOS ELES, INCLUSIVE OS CORPOS DAQUELES QUE ESTÃO MORTOS, AGORA!”.

    O tom da mensagem, no entanto, muda radicalmente ao final. Trump estabelece o prazo fatal: “Um acordo deve ser alcançado com o Hamas até Domingo à noite às SEIS (6) P.M., horário de Washington, D.C.”.

    Ameaçando, ele completou: “Se este acordo de ÚLTIMA CHANCE não for alcançado, um INFERNO, como ninguém nunca viu antes, se desencadeará contra o Hamas”. Ele reiterou, em letras maiúsculas, que “HAVERÁ PAZ NO ORIENTE MÉDIO DE UM JEITO OU DE OUTRO”.

    O comunicado, também noticiado no The Times of Israel, gerou reações imediatas na imprensa internacional.

    LEIA a íntegra da mensagem traduzida para o português:



    Donald J. Trump
    @realDonaldTrump

    O Hamas tem sido uma ameaça implacável e violenta, por muitos anos, no Oriente Médio! Eles mataram (e tornaram as vidas insuportavelmente miseráveis), culminando com o MASSACRE de 7 de outubro, em Israel, bebês, mulheres, crianças, idosos e muitos jovens homens e mulheres, meninos e meninas, se preparando para celebrar suas futuras vidas juntos.

    Como retaliação pelo ataque de 7 de outubro à civilização, mais de 25.000 “soldados” do Hamas já foram mortos. A maior parte do resto está cercada e MILITARMENTE APRISIONADA, apenas esperando por mim para dar a ordem, “VÃO”, para que suas vidas sejam rapidamente extinguidas.

    Quanto ao resto, nós sabemos onde e quem vocês são, e vocês serão caçados e mortos. Eu peço que todos os palestinos inocentes deixem imediatamente esta área de potencial grande morte futura para partes mais seguras de Gaza. Todos serão bem cuidados por aqueles que estão esperando para ajudar.

    Felizmente para o Hamas, no entanto, eles terão uma última chance! Grandes, poderosas e muito ricas nações do Oriente Médio, e das áreas circundantes além, juntamente com os Estados Unidos da América, concordaram, com a adesão de Israel, com a PAZ, depois de 3000 anos, no Oriente Médio.

    ESTE ACORDO TAMBÉM POUPA A VIDA DE TODOS OS COMBATENTES RESTANTES DO Hamas! Os detalhes do documento são conhecidos do MUNDO, e é um grande acordo para TODOS! Nós teremos PAZ no Oriente Médio de um jeito ou de outro. A violência e o derramamento de sangue vão parar.

    LIBERTEM OS REFÉNS, TODOS ELES, INCLUSIVE OS CORPOS DAQUELES QUE ESTÃO MORTOS, AGORA!

    Um Acordo deve ser alcançado com o Hamas até Domingo à noite às SEIS (6) P.M., horário de Washington, D.C.. Todos os Países concordaram! Se este acordo de ÚLTIMA CHANCE não for alcançado, um INFERNO, como ninguém nunca viu antes, se desencadeará contra o Hamas.

    HAVERÁ PAZ NO ORIENTE MÉDIO DE UM JEITO OU DE OUTRO.

    Obrigado por sua atenção a este assunto!

    PRESIDENTE DONALD J. TRUMP


    Veja o print do original:

    Imagem reprodução redes sociais


    Prêmio Nobel da Paz

    É de conhecimento público que Donald Trump deseja o Prêmio Nobel da Paz. Ele mesmo expressou esse desejo e sua frustração por não tê-lo recebido, especialmente após o Acordo de Abraão em 2020, que normalizou relações entre Israel e nações árabes.Claro.

    O Acordo de Abraão é o nome dado a uma série de tratados de normalização de relações diplomáticas entre Israel e vários países árabes, mediados pelos Estados Unidos sob a administração do presidente Donald Trump em 2020.

    O Acordo de Abraão foi um marco histórico que quebrou décadas de consenso no mundo árabe, que condicionava a normalização com Israel à criação de um Estado Palestino independente. Os acordos foram assinados em separado, mas são coletivamente conhecidos pelo mesmo nome.

    Os principais acordos, assinados em setembro de 2020 na Casa Branca, foram com os Emirados Árabes Unidos (EAU) e o Bahrein. Posteriormente, outros países seguiram o exemplo sob a mesma estrutura: Sudão (outubro de 2020) e Marrocos (dezembro de 2020).

    Os objetivos e pontos principais eram a 1) Normalização de Relações: O cerne do acordo foi o estabelecimento formal de relações diplomáticas, econômicas e culturais entre Israel e esses países. Isso incluiu a abertura de embaixadas, o estabelecimento de linhas aéreas comerciais e cooperação em tecnologia, turismo e segurança.

    2) Interesses Estratégicos Comuns: As partes compartilhavam uma preocupação comum com o programa nuclear do Irã e a expansão de sua influência na região. O acordo criou uma frente estratégica alinhada contra Teerã.

    3) Benefícios para Israel: Israel conseguiu um reconhecimento sem precedentes no mundo árabe, quebrando seu isolamento diplomático e abrindo enormes oportunidades econômicas.

    4) Benefícios para os Países Árabes: Os países árabes signatários ganharam acesso à avançada tecnologia israelense (especialmente em agrotecnologia, cibersegurança e armamentos) e fortaleceram sua aliança com os EUA.

    5) Concessões a Israel: Em troca, os EUA e Israel fizeram algumas concessões:
    a) Para os EAU, Israel concordou em “suspender” a anexação de partes da Cisjordânia, algo que já era um objetivo declarado do governo israelense.
    b) Para Marrocos, os EUA reconheceram a soberania marroquina sobre o disputado território do Saara Ocidental.

    A Questão Palestina:

    O Acordo de Abraão foi altamente criticado pela Autoridade Palestina e por grupos como o Hamas. Eles o consideraram uma “punhalada nas costas”, argumentando que os países árabes abandonaram a causa palestina em troca de benefícios próprios, enfraquecendo significativamente sua posição negociadora para um futuro Estado.

    Em resumo: O Acordo de Abraão foi uma reconfiguração geopolítica no Oriente Médio, priorizando os interesses estratégicos compartilhados entre Israel e certos regimes árabes em detrimento da questão palestina, que havia sido o centro do conflito por décadas. Foi a maior conquista de política externa da administração Trump.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    1 comentário em “Pretendendo o Nobel da Paz, Trump promete “inferno” em Gaza, caso o Hamas não feche acordo com Israel”

    1. Jose Paulo Ximenes da Silva

      Trump já está condenado às profundezas do inferno, junto de Biden, dos capachos da UE e do capataz Netanyahu! Não há perdão!

    Os comentários estão fechados.

    🗣️💬

    Discover more from

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading