Presidente dos EUA revela temor pessoal em meio à guerra com o Irã, sob a narrativa de ataque preventivo ante alegadas ameaças de Ali Khamenei à sua vida, enquanto membros de seu próprio partido o criticam por riscos de escalada e perdas humanas
Brasília (DF) · 03 de março de 2026
Em um contexto de tensão global sem precedentes, o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, em 28 de fevereiro, marcou o início de uma fase devastadora no conflito entre os Estados Unidos, Israel e a República Islâmica.
O ataque conjunto, orquestrado sob a operação “Fúria Épia“, resultou na morte do clérigo de 86 anos em sua residência em Teerã, confirmada por mídias estatais iranianas e anunciada pelo presidente Donald Trump via Truth Social.
Esse episódio desencadeou retaliações iranianas que atingiram bases militares americanas e infraestruturas aliadas no Golfo, culminando em perdas significativas de soldados dos EUA nos últimos dias.
Fontes americanas relatam que Trump tem expressado uma preocupação profunda, beirando o receio, ao vincular a morte de Khamenei a supostas tentativas de assassinato contra si mesmo.
Em entrevista à Fox News e em ligação com a ABC News, o presidente afirmou: “Eu o peguei antes que ele me pegasse”, referindo-se a alegações de que o regime iraniano planejou atentados contra ele duas vezes, o que justificaria a ação preemptiva.
Essa declaração, relatada por Jonathan Karl da ABC News, reflete uma postura defensiva que analistas interpretam como indício de temor frente a um adversário imprevisível, especialmente após ataques que vitimaram militares americanos.
Essa percepção é reforçada pela opinião do internauta Martín Dandach, no X, que compartilhou um vídeo do presidente e comentou: “Donald Trump parece muito preocupado, até mesmo assustado. Ele sabe que se envolveu em um conflito muito perigoso para eles, com um inimigo que não teme nada”, destacando o medo pessoal de Trump em meio à escalada violenta.
Paralelamente, a incursão tem gerado fissuras no apoio interno ao presidente. Dentro do Partido Republicano, críticas emergem quanto à ausência de uma estratégia clara para o fim do conflito, com senadores alertando contra a expansão da missão militar em meio ao crescente número de baixas.
A The Hill reporta que republicanos no Senado expressaram preocupações sobre o risco de um envolvimento prolongado, enfatizando que a ofensiva deve ser contida para evitar mais perdas.
Uma pesquisa da The New York Times revela que 59% dos americanos desaprovam a decisão de lançar os ataques, com desaprovação notável entre a base MAGA, que esperava uma política de “América Primeiro” sem novas guerras.
A NPR destaca o descontentamento na coalizão de Trump, onde a justificativa para o conflito – prevenir armas nucleares iranianas – contrasta com promessas eleitorais de evitar envolvimentos estrangeiros.
O Politico informou que o Departamento de Estado comunicou a congressistas republicanos que “o regime terrorista iraniano será derrotado“, mas democratas pressionam por uma votação sobre poderes de guerra, argumentando falta de autorização congressional.
Enquanto isso, a influência do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu é vista por analistas como catalisadora da escalada, com Trump aparentemente percebendo os riscos de uma aliança que pode comprometer sua administração.
Em pronunciamento no domingo (01/mar), o presidente alertou para possíveis retaliações iranianas, afirmando em postagem no Truth Social: “Eles melhor não fazerem isso, pois, se fizerem, nós os atingiremos com uma força que nunca foi vista antes”.
O conflito, que já resultou em milhares de mortes no lado iraniano – estimadas em 32 mil por Trump, sem fontes confirmadas – e ataques a navios como o USS Abraham Lincoln (desmentidos pelo CENTCOM), coloca os EUA em uma encruzilhada estratégica.
A ausência de um sucessor claro para Khamenei pode instabilizar o regime, mas retaliações como bombardeios no Golfo intensificam o caos regional.
Nesta terça-feira (03/mar), a Reuters relata que republicanos defendem os ataques enquanto democratas avançam com proposta para limitar poderes presidenciais.

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