“Eduardo Bolsonaro e seu capanguinha [Paulo Figueiredo]” foram “desmoralizados pelo sucesso da reunião entre Marco Rubio e Mauro Vieira”, diz Eduardo Guimarães: “Tarcísio de Freitas avisa ao Centrão que será bobagem enfrentar Lula no ano que vem”, acrescenta – SAIBA MAIS
Urbs Magna Podcast
Reviravolta política
Brasília, 17 de outubro 2025
O cenário político no Brasil está passando por uma reviravolta política, conforme analisado pelo jornalista Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, em seu vídeo intitulado "EUA veem reviravolta política no Brasil".
A descrição do vídeo aponta que o Governo Trump descobriu que Lula, mais uma vez, deu uma rasteira nos adversários e prepara uma reeleição como a de 2006".
Essa percepção americana reflete a articulação bem-sucedida do governo petista no campo diplomático e a recuperação da popularidade do presidente na hora que importa, ou seja, na antevéspera da eleição de 2026.
Trump teria começado a descobrir esse fenômeno político nas manifestações da esquerda em setembro.
A equipe de Lula está convencida de que o petista está recuperando popularidade, sendo um fenômeno político que os adversários não querem reconhecer.
Após Eduardo Bolsonaro e seu capanguinha [Paulo Figueiredo] terem sido desmoralizados pelo sucesso da reunião entre Marco Rubio e Mauro Vieira, Tarcísio de Freitas avisa ao Centrão que será bobagem enfrentar Lula no ano que vem", afirma o Eduardo Guimarães no vídeo.
"Desejo de que algo aconteça confundido com fatos reais, é o que move o Centrão", prossegue o jornalista. "Eduardo Bolsonaro assassinou a já pequena chance que havia de a extrema-direita enfrentar um político que venceu três eleições presidenciais e é forte candidato a vencer a quarta, porque é um fenômeno político que os adversários não querem reconhecer", completa Guimarães acrescentando que isso é um "problema deles".
E que o presidente dos EUA, Donald Trump, "começou a descobrir isso nas manifestações da esquerda em 21 de setembro", aquela que viralizou em todo o mundo por reunir vários nomes de peso da música popular brasileira, como Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso, especialmente pelas lembranças destes artistas nos anos em que se posicionaram contra a ditadura de 1964/1985.
Eduardo Guimarães afirma ainda que Trump "terminou de descobrir, vendo o petista [LULA] recuperar popularidade na hora que importa, ou seja, na antevéspera da eleição de 2026.
Portas Abertas: Brasil e EUA Selam
Acordo de Não-Interferência Política
A reaproximação entre o Brasil e os Estados Unidos foi marcada pelo sucesso da reunião entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado, Marco Rúbio, na Casa Branca.
O encontro a portas fechadas durou cerca de uma hora, com os primeiros 20 minutos reservados apenas para os dois líderes.
A equipe de Lula avaliou o encontro como "muito melhor do que imaginado", destacando que as portas foram "abertas pela primeira vez para uma negociação séria".
A partir de agora, o componente político deixará de ser o fator decisivo nas negociações comerciais e econômicas entre as nações.
A pauta envolveu as sobretaxas de 40% sobre cerca de 700 produtos brasileiros, em vigor desde agosto, somadas às tarifas de 10% impostas em abril.
Anteriormente, o presidente Trump havia relacionado o "tarifaço" ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF, classificando-o como caças bruxas, e imposto sanções como a Lei Magnitsk e a suspensão de vistos a autoridades brasileiras.
Após um período de dificuldade em abrir um canal de negociação, Trump e Lula conversaram brevemente na Assembleia Geral da ONU em setembro, e quinze dias depois, tiveram uma conversa telefônica de 30 minutos, combinando a abertura da negociação comercial e evitando o tema da condenação de Bolsonaro.
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Em meio às movimentações, Lula defendeu a Venezuela publicamente, em um recado aos Estados Unidos (que autorizaram ações de inteligência em solo venezuelano) de que presidentes de fora não devem interferir no Brasil e que não aceitará fazer uma guerra aqui na minha fronteira.
Centrão 'Riscando o Chão':
Profissionais Contra a Família Bolsonaro
Internamente, a direita enfrenta uma cisão clara, com líderes do Centrão demonstrando publicamente que estão riscando o chão para a família Bolsonaro.
A mensagem do Centrão é algo como: “Ó, daqui pra frente quem vai tocar a política somos nós profissionais, porque vocês já atrapalharam demais”.
Líderes como o senador Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto têm repetido nos bastidores que, embora Jair Bolsonaro deva ser usado como cabo eleitoral, ele ou seus filhos, como Eduardo Bolsonaro, não farão parte da chapa em 2026.
Valdemar já afirmou que quem tem voto é o pai, não o filho.
A insatisfação pública se deu após tentativas de enquadrar Eduardo Bolsonaro, que não recua e só dobra a posta.
Como disse Guimarães, o sucesso do encontro entre Marco Rúbio e Mauro Vieira teria desmoralizado Eduardo Bolsonaro e seu capanguinha, o que levou o Centrão a tornar pública sua irritação e assumir a articulação para 2026.
Pessimismo de Tarcísio:
O Governador Vê Lula com 'Reeleição na Mão'
No campo da oposição, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem sido um agente de pessimismo, afirmando que a eleição de 2026 está perdida para a direita. Ele chegou a avisar ao Centrão que seria bobagem enfrentar Lula no próximo ano, em uma visão classificada como "wishful thinking" (desejo confundido com fatos reais).
Tarcísio demonstra só lamento em relação às chances da direita.
O governador se queixa de ter entrado na mira de ataques do governo Lula e do PT, especialmente após seu discurso na Avenida Paulista (7 de setembro), quando chamou Alexandre Moraes do Supremo Tribunal Federal de "ditador".
Aliados afirmam que o governador reclama de ser apontado como alguém que rasgou as vestes de moderado e incorporou uma versão radical para ganhar o eleitorado, o que o jornalista Eduardo Guimarães afirma ser "a mais pura verdade".
Em desabafo, Tarcísio afirma ver Lula com a reeleição na mão.
Apesar das negativas públicas de Tarcísio sobre concorrer ao Palácio Planalto, o presidente Lula está convencido de que são apenas "jogo de disfarce" e que o governador será seu principal adversário em 2026.
Em reflexo desse desalento, o deputado evangélico Cezinho de Madureira, que andou na garupa de Bolsonaro em motociata, exibindo fotos em seu apartamento funcional, pulou já no barco de Lula nesta semana, observa o jornalista.
Assista ao vídeo de Eduardo Guimarães








O que estamos vivenciando é uma direita perdida, sem pautas convincentes e tentando se segurar no rolo de pintura, já que a escada esta nas mãos da esquerda. Pode-se que a verdadeira defesa do povo está vencendo a avalanche de mentiras de um golpismo cansado e cansativo.
Lula é demais! Lula lá 2026🎊🎊🎊
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