A China também reagiu às tarifas dos EUA com retaliações, aplicando taxas de 10% a 15% em alimentos – SAIBA MAIS
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A China e o Canadá reagiram às tarifas dos EUA com retaliações: a China imporá taxas adicionais de 10% a 15% sobre produtos alimentares americanos, enquanto o Canadá estabelecerá um imposto de 25% sobre US$ 155 bilhões em mercadorias dos EUA.
O presidente americano justificou as tarifas alegando que a China não combate o tráfico de fentanil e que Canadá e México facilitam a entrada de imigrantes e drogas nos EUA, afirmando que as tarifas iniciarão amanhã, frustrando as negociações.
A decisão de Trump institui uma tarifa de 25% sobre importações canadenses e mexicanas, exceto energia do Canadá, que terá uma taxa de 10%. A tarifa para a China aumentará de 10% para 20%, abrangendo US$ 1,5 trilhão em importações.
O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, rejeitou sanções unilaterais, afirmando que “nada justifica essas tarifas”. A China acusou os EUA de violar normas da OMC e anunciou medidas de retaliação a partir de 10 de março.
Os mercados reagiram com quedas significativas: o S&P 500 caiu 1,75%, o Nasdaq recuou 2,64% e o Dow Jones perdeu 1,47%. A fabricante de chips Nvidia também registrou perdas. O governo chinês indicou a possibilidade de expandir sanções caso os EUA implementem novos impostos.
O líder da direita no Canadá, Pierre Poilievre, afirmou que “Trump esfaqueou o melhor amigo da América nas costas” e que seu país “vai revidar”. Ele acrescentou que o povo, a economia e o Canadá serão colocados “em primeiro lugar“.
Um vídeo com as palavras de Poilievre viralizou nas redes sociais: “Não há dúvidas de que nossa economia sofrerá, mas a sua também, Presidente Trump“, diz o canadense.
“Seus trabalhadores logo começarão a perder empregos“, afirmou. Vocês “estarão vendendo menos produtos para seu vizinho mais próximo, e isso é só o começo“.
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