Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

    “Não sou pedófilo, você devia ter vergonha”, diz Trump irritado à jornalista que leu manifesto do atirador do jantar (vídeo)

    Presidente dos EUA reage à divulgação do texto escrito por Cole Tomas Allen, acusando o republicano de crimes sexuais e traição, além de atribuir “cumplicidade” aos presentes no evento anual da Associação dos Correspondentes da Casa Branca no Washington Hilton

    Donald Trump durante entrevista ao programa 60 Minutos da CBS News

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista ao programa 60 Minutos, da CBS News – Imagem reprodução CBS

    Washington, D.C. (US) · 27 de abril de 2026

    No sábado (25/abr), tiros disparados perto da área de segurança do jantar anual da Associação dos Correspondentes da Casa Branca no Washington Hilton, em Washington, D.C., levaram à evacuação imediata do presidente Donald Trump e da primeira-dama Melania Trump.

    O episódio, que durou poucos segundos, expõe as profundas rachaduras no tecido da vida pública americana e reforça a urgência de proteger o debate democrático contra a escalada da violência.

    De acordo com a The Associated Press, o suspeito Cole Tomas Allen, 31 anos, de Torrance, na Califórnia, foi detido metros após a sala de baile.

    Armado com espingarda, pistola e facas, ele havia se registrado no hotel no dia anterior e atravessou os portões de segurança antes de ser contido.

    Um agente do Serviço Secreto ficou ferido, mas o colete à prova de balas impediu o pior.

    Cole Tomas Allen enviou a familiares um manifesto minutos antes do incidente.

    O documento, relatado pelo Los Angeles Times e pela BBC, lista alvos na administração e afirma que “a maioria das pessoas escolheu comparecer a um discurso de um pedófilo, estuprador e traidor e, portanto, são cúmplices”.

    Ainda assim, o texto ressalva que os convidados e funcionários não eram alvos diretos, embora pudessem “ficar no caminho”.

    No Washington Hilton, o caos foi imediato. O correspondente Jonathan Kursley, presente no local, descreveu à CBS que “os tiros foram inconfundíveis”.

    Sentado a cerca de 30 metros das portas centrais, ele viu agentes do Serviço Secreto invadirem o salão gritando “Abaixem-se! Abaixem-se!” .

    Uma agente posicionou-se como escudo humano diante do presidente. Convidados se esconderam sob as mesas; uma funcionária sofreu crise asmática.

    Donald Trump, que participava do evento pela primeira vez como presidente em exercício, concedeu entrevista exclusiva ao programa 60 Minutos, da CBS, transmitida horas depois.

    Segundo a CBS News, ele afirmou que pediu aos agentes para permanecer no palco: “Eu disse ao Serviço Secreto para me manter lá para ver o que estava acontecendo”.

    Sobre o momento, declarou: “Eu não estava preocupado. Eu entendo a vida. Vivemos em um mundo louco.” A primeira-dama, porém, ficou visivelmente assustada.

    Trump observou que ela “lidou muito bem”, mas que “esta foi a primeira vez que ela disse ‘Sim’ quando ouviram ‘abaixem-se’”.

    Ao ser confrontado com trechos do manifesto, o presidente reagiu com veemência: “Não sou estuprador. Não estuprei ninguém. […] Não sou pedófilo. […] Fui associado a todas essas coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente inocentado.”

    Logo Donald Trump ao 60 Minutos da CBS News
    I’m, I’m not a rapist.
    EN

    Ele classificou o autor como “pessoa doente” e lembrou que já sobreviveu a outras tentativas.

    O caso de Cole Tomas Allen – tutor, engenheiro mecânico e desenvolvedor amador de jogos – não surge no vácuo. Ele reflete o nível tóxico da violência política e do discurso de ódio que ameaça a democracia americana.

    Questões sobre falhas de segurança no Washington Hilton e sobre como um indivíduo conseguiu transportar armas de trem de Los Angeles até a capital já são investigadas pela Justiça Federal.

    O incidente também reacende memórias de tentativas anteriores contra Trump e coloca em evidência a necessidade de equilibrar liberdade de expressão com a proteção institucional.

    A resposta deve passar pela defesa intransigente da justiça e pela contenção do extremismo, sem concessões ao sensacionalismo.

    FAQ Rápido

    O que motivou o ato de Cole Tomas Allen?
    O manifesto enviado à família, segundo fontes policiais, expressa ódio a valores “anti-cristãos” e à administração Trump, com alvos específicos na cúpula do governo.

    2. Como Trump reagiu durante o incidente?
    Ele pediu para permanecer no palco e, depois, declarou ao 60 Minutes que não sentiu preocupação, embora tenha reconhecido o medo da primeira-dama.

    3. Quais as implicações para a segurança presidencial?
    Especialistas preveem reforço imediato da proteção em eventos futuros, incluindo a visita do rei ao país, e maior escrutínio sobre protocolos de hotéis que recebem autoridades.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading