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    Trump diz que 260 dias em porta-aviões onde marinheiros vivem crise “não é tanto tempo assim” e vai jogar golfe (vídeo)

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    Donald Trump

    📷 O presidente dos EUA, Donald Trump, responde a jornalistas sobre a crise no porta-aviões Abraham Lincoln antes de embarcar para seu clube de golpe / Imagem reprodução |•| URBS MAGNA

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Washington (US)
    14 de agosto de 2026

    Logo Urbs Magna TV TRUMPISMO 14.AGO.26
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    O presidente Donald Trump minimizou nesta sexta-feira (14/ago) relatos de famílias sobre condições precárias a bordo do USS Abraham Lincoln e afirmou que a implantação “não foi longa o suficiente”, antes de seguir para seu clube particular em Bedminster, em Nova Jersey.

    A declaração ocorre enquanto cerca de 5 mil marinheiros e fuzileiros navais enfrentam mais de 250 dias no mar no Oriente Médio, em apoio à guerra contra o Irã, com relatos de falta de suprimentos, problemas de saúde mental e tentativas de salto ao mar.

    O episódio levanta questões sobre o cuidado com as tropas e a transparência do comando.Falando a jornalistas na Joint Base Andrews, em Maryland, Trump foi questionado pela NBC News sobre preocupações de familiares com a duração da missão e a saúde mental dos militares.

    “Não. Não. Não — não é tempo suficiente”, respondeu Trump. Quando perguntado se as famílias estavam preocupadas com as condições, ele disse: “Não, não são”.

    O Associated Press registrou que Trump afirmou ainda que o navio “está se movendo agora, ou muito em breve” e será substituído por outra embarcação similar.

    O USS George Washington está a caminho para o relevo, segundo oficiais americanos.

    O contraste entre o sofrimento relatado a bordo e a rotina do presidente reforça debates sobre responsabilidade democrática com as forças armadas. Famílias descreveram à NBC News falta de comida fresca, suprimentos limitados e deterioração da saúde mental.

    Danielle Rappa, mãe de um militar a bordo, comparou a situação a “uma cena de ‘American Horror Story’ (Estória de Horror Americana – uma das séries antológicas de terror mais famosas e influentes da televisão), onde todo mundo está morto, mas ainda não sabe”.

    O porta-aviões deixou San Diego em novembro de 2025 e está no mar há cerca de 244 dias consecutivos sem escala em porto desde Guam, em dezembro, segundo a NBC News.

    Relatos de oficiais e famílias apontam esgotamento, baixa moral e pelo menos um caso de marinheiro que caiu ao mar e foi resgatado no início de agosto.

    Líderes militares levantaram internamente preocupações no Pentágono e na Casa Branca sobre fadiga generalizada entre os mais de 50 mil militares mobilizados na região.

    Mais de 200 familiares se reuniram com autoridades da Marinha em San Diego na semana passada para cobrar respostas sobre saúde mental e segurança.

    O secretário de Defesa Pete Hegseth classificou os relatos como “completamente distorcidos”.

    Senadores democratas pediram prestação de contas ao Pentágono.

    Após as declarações, Trump embarcou no Air Force One para um evento sobre criminalidade em Garden City, Long Island, Nova York, e em seguida seguiu para o Trump National Golf Club em Bedminster, conforme a agenda oficial da Casa Branca divulgada por veículos americanos.

    O episódio ilustra tensões entre as exigências de uma guerra prolongada e o bem-estar de quem serve sob a bandeira americana, tema central para a saúde da democracia e o respeito às instituições militares.



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