A autorização temporária anunciada pelo secretário do Tesouro visa reduzir os preços de energia, mas levanta questões sobre a consistência das políticas internacionais – ENTENDA
Washington (US) · 20 de março de 2026
O anúncio da administração Trump sobre uma isenção temporária para o petróleo do Irã marca um momento pivotal na gestão da crise energética global.
O secretário do Tesouro Scott Bessent indicou que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos pode emitir em breve uma autorização de curto prazo para a venda de cerca de 140 milhões de barris de petróleo iraniano que se encontram atualmente em tanques no mar.
De acordo com a Reuters, Bessent declarou em entrevista à Fox Business: “Nos próximos dias, poderemos suspender as sanções ao petróleo iraniano que está atracado no mar. São cerca de 140 milhões de barris”.
A iniciativa, limitada ao óleo já carregado em navios, segue o modelo da isenção de 30 dias concedida ao petróleo russo e busca expandir a oferta global. A The Hill explica que o volume equivale a 10 a 14 dias de suprimento que, de outra forma, teria sido direcionado à China.
A decisão surge em meio à alta dos preços provocada pelo conflito no Oriente Médio e pela paralisação do tráfego no Estreito de Ormuz.
O porta-voz do Ministério do Petróleo do Irã respondeu com ceticismo, afirmando que o país não possui excedente flutuante e que a declaração americana seria mera manobra psicológica para influenciar compradores.
Nas redes sociais, o anúncio provocou confusão e críticas. O senador democrata Andy Kim manifestou oposição, alertando para o risco de recursos financeiros beneficiarem o regime iraniano.
No âmbito do Trumpismo, a medida reflete um pragmatismo que equilibra pressões econômicas e objetivos estratégicos.
Especialistas em política externa e economia veem aqui um equilíbrio entre as tradicionais sanções e a necessidade imediata de estabilidade nos mercados de petróleo.
O Irã, integrante dos BRICS, enfrenta assim um cenário complexo no Oriente Médio.
A liberação temporária também impacta diretamente os preços da gasolina para consumidores em todo o mundo e reacende o debate sobre o papel das sanções como instrumento de pressão.

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