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Trump libera 140 milhões de barris de petróleo iraniano em plena guerra: o que ninguém esperava?

    A autorização temporária anunciada pelo secretário do Tesouro visa reduzir os preços de energia, mas levanta questões sobre a consistência das políticas internacionais – ENTENDA

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    Petroleiros e
    Petroleiros e navios de carga enfileirados no Golfo de Omã, próximo a Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos, em 11 de março / Foto: Altaf Qadri/AP
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Washington (US) · 20 de março de 2026

    O anúncio da administração Trump sobre uma isenção temporária para o petróleo do Irã marca um momento pivotal na gestão da crise energética global.

    O secretário do Tesouro Scott Bessent indicou que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos pode emitir em breve uma autorização de curto prazo para a venda de cerca de 140 milhões de barris de petróleo iraniano que se encontram atualmente em tanques no mar.

    De acordo com a Reuters, Bessent declarou em entrevista à Fox Business: “Nos próximos dias, poderemos suspender as sanções ao petróleo iraniano que está atracado no mar. São cerca de 140 milhões de barris”.

    A iniciativa, limitada ao óleo já carregado em navios, segue o modelo da isenção de 30 dias concedida ao petróleo russo e busca expandir a oferta global. A The Hill explica que o volume equivale a 10 a 14 dias de suprimento que, de outra forma, teria sido direcionado à China.

    A decisão surge em meio à alta dos preços provocada pelo conflito no Oriente Médio e pela paralisação do tráfego no Estreito de Ormuz.

    O porta-voz do Ministério do Petróleo do Irã respondeu com ceticismo, afirmando que o país não possui excedente flutuante e que a declaração americana seria mera manobra psicológica para influenciar compradores.

    Nas redes sociais, o anúncio provocou confusão e críticas. O senador democrata Andy Kim manifestou oposição, alertando para o risco de recursos financeiros beneficiarem o regime iraniano.

    No âmbito do Trumpismo, a medida reflete um pragmatismo que equilibra pressões econômicas e objetivos estratégicos.

    Especialistas em política externa e economia veem aqui um equilíbrio entre as tradicionais sanções e a necessidade imediata de estabilidade nos mercados de petróleo.

    O Irã, integrante dos BRICS, enfrenta assim um cenário complexo no Oriente Médio.

    A liberação temporária também impacta diretamente os preços da gasolina para consumidores em todo o mundo e reacende o debate sobre o papel das sanções como instrumento de pressão.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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