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    Trump vai à final da Copa e evita dizer se torce contra a Espanha: entenda por quê

    — calculando —
    Donald Trump e Gianni Infantino na final da Copa do Mundo

    📷 Presidentes dos EUA, Donald Trump, e da FIFA, Gianni Infantino, assistem à final da Copa do Mundo entre Argentina x Espanha |19.7.2026|•| Imagem reprodução

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Nova Jersey (US)
    19 de julho de 2026

    O presidente americano Donald Trump está na final da Copa do Mundo deste domingo entre Espanha e Argentina, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, onde vai entregar o troféu ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino — episódio que ocorre em meio a atritos diplomáticos entre Washington e Madri.

    A própria Casa Branca já havia confirmado a presença do republicano, na quinta-feira (16/jul), segundo The Washington Times.

    A porta-voz Karoline Leavitt classificou a presença do presidente como o fechamento de “a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história americana”, e descreveu a final como um encerramento condizente com um torneio que mostrou a capacidade dos Estados Unidos de sediar o mundo em seu maior palco.

    Como o país chegou a sediar a decisão

    Os Estados Unidos dividem a organização deste Mundial com Canadá e México, repetindo o protagonismo que tiveram na Copa de 1994, agora ampliado pela realização da grande final em solo americano.

    O presidente da FIFA, Gianni Infantino, por sua vez, afirmou que a escolha do presidente para acompanhar a partida seguiu os trâmites normais da organização.

    Uma parceria que já tem histórico

    Este não é o primeiro grande evento da FIFA em que Trump e Infantino aparecem lado a lado no mesmo estádio. Em julho de 2025, os dois se encontraram no MetLife Stadium para a final da Copa do Mundo de Clubes, quando o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0.

    Naquela ocasião, o presidente participou da cerimônia de premiação e chegou a permanecer no palco durante a festa da equipe vencedora, gerando certa confusão entre os organizadores.

    Para a decisão deste domingo, Infantino adiantou à imprensa que os dois repetirão o gesto simbólico: “Estaremos juntos com o presidente, curtindo a final e entregando o troféu ao vencedor, é claro, juntos”, disse o dirigente da FIFA, segundo reportagem da Fox News.

    A entidade também anunciou que passará a entregar anéis de campeão aos jogadores da equipe vencedora, no mesmo formato usado por ligas americanas como a NFL e a NBA, de acordo com a CBS Sports.

    A presença recorrente de Trump em eventos da FIFA consolida, na prática, o futebol como palco de projeção política doméstica nos Estados Unidos — um movimento que ganhou força desde que o país foi confirmado como sede, ainda no primeiro mandato do presidente, e que se intensificou com a abertura de um escritório da FIFA na Trump Tower, em Nova York, revelada pela Yahoo Sports em julho do ano passado.

    A tensão de fundo com a Espanha

    Chama atenção o contexto diplomático que cerca a presença do presidente na final. O Washington Times relata que Trump vem em atrito com a liderança espanhola nos últimos meses, insatisfeito com a participação de Madri nos gastos de defesa como membro da OTAN e com a recusa do governo espanhol em permitir o uso de bases militares para operações ligadas ao conflito com o Irã.

    Questionada se isso significaria que o presidente torceria pela Argentina, Karoline Leavitt riu e disse que os repórteres teriam de perguntar diretamente a ele, garantindo apenas que “ele terá uma resposta divertida para você sobre isso”.

    A partida seguia Argentina 0 x 0 Espanha, até o momento desta publicação.



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