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Confrontos em Paramount marcaram o fim de semana, com uso de gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral por agentes federais, enquanto manifestantes jogaram pedras e destroços – SAIBA MAIS
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Los Angeles, 08 de junho de 2025
Na manhã deste domingo (8/jun), o presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou o envio de 2.000 soldados da Guarda Nacional da Califórnia a Los Angeles para conter protestos contra operações de imigração conduzidas pela ICE (Imigração e Alfândega dos EUA).
A decisão, tomada sem o aval do governador Gavin Newsom, gerou críticas de líderes locais, que classificaram a medida como “inflamatória” e desnecessária.
Os protestos, que entraram no terceiro dia, começaram após batidas da ICE em locais como o distrito da moda e uma loja Home Depot, resultando na prisão de mais de 100 imigrantes, muitos com antecedentes criminais, segundo a agência.
Confrontos em Paramount, uma área de maioria latina, marcaram o fim de semana, com uso de gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral por agentes federais, enquanto manifestantes jogaram pedras e destroços.
Na noite de sábado (7/jun), Los Angeles viu cenas de tensão, com carros incendiados e 29 pessoas presas, segundo autoridades locais.
A prefeita Karen Bass pediu calma, afirmando que a cidade mantém contato com líderes comunitários e forças de segurança.
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“A violência não será tolerada“, declarou Bass, enfatizando o direito de protestar pacificamente.
O Xerife do Condado de Los Angeles relatou dois deputados feridos levemente durante os confrontos.
Gavin Newsom, governador da Califórnia, criticou a ação de Trump, chamando-a de “espetáculo desnecessário“.
Ele destacou que a polícia local era suficiente para lidar com a situação, acusando o presidente de buscar “caos” para justificar mais repressão.
A decisão de Trump de federalizar a Guarda Nacional sem consultar o estado é um movimento raro, sendo a primeira vez desde 1965 que um presidente contorna um governador para tal fim.
Trump justificou a mobilização, classificando os protestos como uma “forma de rebelião” contra o governo federal.
Em postagem no Truth Social, ele criticou Newsom e Bass, chamando-os de “incompetentes” e prometendo “resolver o problema de tumultos e saques“.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defendeu a ação, afirmando que o objetivo é “proteger a comunidade e evitar uma repetição de 2020“.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, alertou que tropas ativas do Camp Pendleton podem ser mobilizadas se a violência persistir.
A Guarda Nacional, incluindo membros da 79ª Brigada de Combate de Infantaria, foi posicionada em locais estratégicos, como o Metropolitan Detention Center e o Edward R. Roybal Federal Building.
Até a tarde deste domingo, cerca de 300 soldados estavam no local, com mais a caminho.
Apesar da presença militar, as ruas de Los Angeles permaneceram relativamente calmas no domingo.
A decisão de Trump gerou debate. Alguns especialistas em segurança veem a mobilização como uma “reação exagerada” que pode inflamar ainda mais os protestos, segundo a CNN.
Já a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, defendeu a medida, acusando líderes democratas de Califórnia de “falharem na proteção dos cidadãos“.
O The New York Times destacou que a ação é um marco na escalada do uso do poder executivo por Trump em seu segundo mandato.
Moradores de Paramount, onde 80% da população é hispânica, expressaram medo e indignação. Negócios locais foram vandalizados, e muitos imigrantes evitaram sair às ruas.
A agência Reuters relatou esforços comunitários para limpar as ruas após os confrontos, enquanto a Al Jazeera enfatizou o impacto das batidas da ICE em comunidades latinas.
A mobilização ocorre em meio a uma política migratória mais rígida no segundo mandato de Trump.
Uma pesquisa da CBS News indica que mais de 50% dos americanos apoiam o programa de deportação, mas há preocupação com erros que possam afetar residentes legais.
A proibição de máscaras em protestos, anunciada por Trump no Truth Social, também gerou polêmica, com Todd Lyons, diretor interino da ICE, justificando que agentes usam máscaras para proteger suas famílias.
A situação em Los Angeles reflete tensões nacionais entre políticas migratórias e direitos civis, com Maxine Waters, congressista da Califórnia, criticando a abordagem como “isolacionista“.
O Los Angeles Times alertou que a resposta de Trump pode transformar protestos isolados em um desafio maior para a ordem pública.












