📷 O presidente dos EUA, Donald Trump, e Kim Jong-un – líder supremo da Ásia Oriental, em 2019, durante visita do republicano ao país da Ásia Oriental |•| Arte URBS MAGNA
| Washington (US)
17 de agosto de 2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no domingo (16/ago) a ordem para reduzir de forma substancial os exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul, justificando a medida pela “ótima relação” com o líder norte-coreano Kim Jong-un e pela necessidade de evitar sinais hostis a um país que, segundo ele, permanece “não ameaçador e respeitoso”.
A decisão ocorre no momento em que o Ulchi Freedom Shield – exercício militar conjunto anual realizado pelas forças armadas da Coreia do Sul (ROK) e dos Estados Unidos (EUA) – começa e reabre debate sobre o equilíbrio de forças na península coreana e a solidez da aliança democrática regional.
Na publicação no Truth Social, Trump escreveu:

A instrução dirigida ao secretário de Guerra Pete Hegseth chega horas antes do início oficial do Ulchi Freedom Shield, exercício anual que envolve cerca de 18 mil militares sul-coreanos e tropas americanas, com foco em cenários de defesa contra ameaças da Coreia do Norte.
Fontes americanas registram que Trump classificou as manobras como dispendiosas e inadequadas, vinculando a redução à sua aproximação pessoal com Kim Jong Un.
Relatos do Mediaite reproduzem a mensagem integral e destacam o trecho em que o presidente dos EUA descreve a Coreia do Norte como “não ameaçadora e respeitosa” durante seu mandato.
O Newsweek confirma a ordem de redução substancial e observa que a medida se baseia explicitamente na relação bilateral cultivada desde o primeiro governo Trump.
A menção à recusa do presidente sul-coreano em participar de esforços de desnuclearização do Irã revela tensão adicional na aliança.
A agência Reuters informa que os exercícios, programados para 17 a 27 de agosto, incluíam operações contra drones, interferência em GPS e ciberataques, adaptados às capacidades em evolução de Pyongyang.
O PBS News registra que Trump vinculou a decisão tanto à relação com Kim Jong Un quanto à postura de Seul sobre o Irã.
Já a CNN International contextualiza que a publicação ocorreu após o presidente ter compartilhado, no dia anterior, uma foto antiga com o líder norte-coreano, reiterando que ambos “se dão muito bem”.
A redução dos exercícios militares ocorre em meio a alertas de autoridades americanas e sul-coreanas sobre o aprendizado de campo obtido pela Coreia do Norte a partir de experiências em outros conflitos.
A decisão coloca em evidência o peso da diplomacia pessoal de Trump sobre mecanismos tradicionais de dissuasão coletiva.
O elogio público a um regime autoritário e a diminuição de manobras de defesa conjunta alimentam questionamentos sobre a prioridade dada à proteção de aliados democráticos na península coreana. O impacto futuro pode incluir ajustes na postura de Seul e reavaliação de compromissos de segurança coletiva.
Análises publicadas em veículos internacionais tratam a medida como gesto conciliatório voltado à relação pessoal com Kim Jong-un, e não como manobra para enfraquecer ou derrubar o regime.
A Yonhap descreve a ordem como “gesto conciliatório em direção ao Norte”, alinhado à postura da Casa Branca de manter a porta aberta para diálogo “sem precondições”.
Reuters e Newsweek destacam que Trump vinculou explicitamente a redução à “ótima relação” com Kim e à descrição da Coreia do Norte como “não ameaçadora e respeitosa” durante seu mandato.
Assim, a cobertura disponível enquadra o movimento como eco da suspensão de manobras em 2018, durante as negociações do primeiro mandato de Trump, quando o então presidente também classificou os exercícios como “provocativos” e “caros”.
O Open The Magazine observa que a redução oferece a Kim algo que ele historicamente valoriza — a diminuição de exercícios que Pyongyang chama de “ensaio de invasão” — sem exigir elevação imediata de sanções ou reconhecimento formal do status nuclear.
Ao mesmo tempo, a medida funciona como pressão sobre Seul pela recusa em apoiar esforços de desnuclearização do Irã, segundo a própria mensagem de Trump.
A ausência de reação norte-coreana até agora reforça a leitura predominante nos veículos internacionais: trata-se de uma abertura diplomática baseada na relação pessoal, e não de uma estratégia velada de mudança de regime.
Qualquer interpretação no sentido de “armadilha” para desestabilizar Kim permanece, neste momento, sem respaldo em declarações oficiais ou análises publicadas por fontes confiáveis.
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