Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Governo Lula na mira das tarifas de 25% impostas por Trump contra parceiros do Irã aguarda detalhes do decreto

    Presidente dos EUA mira Teerã e ameaça retaliação global: Planalto em compasso de espera diante de tarifa que pode encarecer bilhões em exportações para os EUA

    Clickable caption
    Donald Trump
    Donald Trump anunciou tarifas contra parceiros comerciais do Irã, com implicações para o Brasil / Foto: Alex Wong/Getty Images
    RESUMO

    O presidente Donald Trump anunciou em 12/jan uma tarifa de 25% sobre países que negociam com o Irã, afetando potencialmente o Brasil, cujas exportações para Teerã somaram US$ 2,9 bi em 2025. O governo brasileiro aguarda o decreto oficial para avaliar impactos, em meio a protestos iranianos e tensões globais. Medida visa pressionar regime de Teerã, mas gera incertezas no comércio internacional, com China e Turquia também na mira.


    Brasília (DF) · 13 de janeiro de 2026

    O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, na segunda-feira (12/jan), uma ordem executiva impondo uma tarifa de 25% sobre nações que mantenham transações comerciais com o Irã.

    A medida, divulgada via plataforma Truth Social, visa intensificar a pressão sobre o regime iraniano em meio a uma onda de protestos internos que já resultou em centenas de mortes, conforme relatórios de organizações de direitos humanos.

    Países como China, Turquia, Rússia e Brasil emergem como potenciais alvos, dada sua interconexão econômica com Teerã.

    A declaração de Trump foi categórica: “Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre qualquer e todos os negócios realizados com os Estados Unidos da América. Esta ordem é final e conclusiva.”

    Trump não especifica se a tarifa incide sobre transações existentes ou apenas futuras, nem detalha mecanismos de aplicação, gerando um vácuo de incertezas que especialistas em comércio internacional classificam como deliberadamente ambíguo para maximizar o efeito dissuasório.

    No contexto do Brasil, o governo federal adota uma postura de cautela estratégica. Fontes do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e da Presidência da República indicam que avaliam o impacto apenas após a publicação oficial do decreto, conforme o g1.

    Até o momento, não há posicionamento oficial, o que reflete uma abordagem prudente diante de um comércio bilateral com o Irã que, embora modesto, sustenta exportações vitais.

    Em 2025, o Brasil exportou US$ 2,9 bilhões para o Irã, com ênfase em commodities como milho, soja e açúcar, enquanto importou US$ 84,5 milhões, principalmente ureia, pistache e uvas secas – dados exclusivos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

    O Irã não figura entre os 20 principais parceiros do Brasil, mitigando riscos sistêmicos, mas empresas expostas a ambos os mercados poderiam enfrentar custos elevados em transações com os Estados Unidos.

    Analistas apontam que a tarifa se insere em uma agenda mais ampla de Trump para remodelar o comércio global, com paralelos a imposições anteriores contra a China.

    Aliados próximos do Irã, incluindo Emirados Árabes Unidos e Iraque, também seriam afetados, potencializando reconfigurações em cadeias de suprimentos energéticos e agrícolas.

    Em meio aos protestos no Irã, onde uma organização de direitos humanos estima pelo menos 648 mortes em repressões governamentais – cifra citada pela Euractiv –, a medida americana amplifica tensões geopolíticas, com Teerã sinalizando disposição para diálogos, mas também prontidão para conflitos, conforme transcrições de pronunciamentos oficiais veiculadas pela CTV News.

    A iniciativa tarifária testa alianças internacionais e desafia instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC), onde disputas por práticas protecionistas podem se avolumar.

    Para o Brasil, que equilibra relações com Washington e mercados emergentes, o episódio sublinha a necessidade de diversificação comercial, evitando dependências que amplifiquem vulnerabilidades em cenários de escalada retórica.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading