Declarações controversas do presidente dos EUA sobre operação conjunta com Israel provocam onda de incertezas e contra-ataques, enquanto fontes oficiais em Teerã insistem na sobrevivência do líder supremo
Brasília (DF) · 28 de fevereiro de 2026
Em um anúncio feito por meio de sua rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no final deste sábado (28/fev) que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi eliminado em uma operação militar coordenada entre Washington e Tel Aviv.
A postagem rapidamente ganhou tração global, com o republicano descrevendo o evento como um marco para a estabilidade regional, mas gerou imediata controvérsia em meio a negações veementes de autoridades iranianas.
Os ataques ocorreram ao amanhecer, visando instalações chave em Teerã e outras localidades, com impactos significativos na infraestrutura de defesa do país.
Trump reiterou sua convicção em entrevista, declarando: “Acreditamos que essa seja a versão correta dos fatos“, ao se referir às informações sobre a morte de Khamenei.
Ele acrescentou que “as pessoas que tomavam todas as decisões, a maioria delas já se foi“, sugerindo perdas amplas na cúpula iraniana.
Fontes israelenses expressaram 99% de certeza sobre o óbito, baseadas em imagens de satélite que mostram danos em um complexo ligado à residência do líder.
A CNN trouxe relatos de que autoridades de Israel obtiveram uma fotografia do corpo de Khamenei, preparando um anúncio oficial, embora sem compartilhar evidências publicamente.
No entanto, o Irã rebateu com firmeza essas alegações. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou em entrevista à NBC News que, “até onde sei“, todos os altos funcionários estão vivos e operacionais, incluindo Khamenei.
Ele enfatizou: “Todos os altos funcionários estão vivos.“, e qualificou qualquer tentativa de mudança de regime como “missão impossível“, destacando o apoio popular ao governo.
A BBC reportou que o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, declarou os líderes “sãos e salvos“, enquanto o chefe de relações públicas do escritório de Khamenei, Seyyed Mehrdad Seyyed Mahdi, acusou os adversários de “guerra psicológica“.
A Al Jazeera e agências de notícias iranianas como Tasnim e Mehr relataram que Khamenei permanece “firme e inabalável no comando do campo de batalha“.
Os ataques conjuntos, justificados por Trump como medida para eliminar ameaças nucleares e promover paz no Oriente Médio, provocaram retaliações imediatas.
O Irã lançou mísseis contra bases dos EUA em países aliados como Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Jordânia, além de alvos em Israel.
Araghchi advertiu que “todas as bases, instalações e ativos” dos agressores seriam considerados alvos legítimos, prometendo uma resposta “decisiva e definitiva“, conforme carta enviada à ONU.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, citado pela BBC, indicou “muitos sinais” de que Khamenei não sobreviveu, mas sem provas concretas. A Reuters mencionou um oficial israelense anônimo afirmando que o corpo do líder foi localizado.
A ausência de confirmação independente agrava as tensões. O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou não estar em posição para validar os relatos, enquanto Khamenei não aparece publicamente desde os bombardeios.
Analistas apontam para uma escalada que pode reconfigurar o equilíbrio geopolítico, com implicações para a segurança energética global e alianças regionais.
Relatos recentes da CNN indicam que o Exército de Israel publicou uma lista de oficiais iranianos eliminados, sem mencionar explicitamente Khamenei, mas insinuando perdas na elite nuclear.

SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:

