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Trump anuncia coalizão militar contra cartéis nas Américas “para destruir redes criminosas de uma vez por todas” (vídeo)

Presidente dos EUA não chamou Brasil, Colômbia nem México por não estarem alinhados ideologicamente à sua administração – Representantes de 17 nações do Caribe, América Central e América do Sul assinaram uma declaração conjunta de segurança – ASSISTA E SAIBA MAIS

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Presidente dos EUA, Donald Trump, durante anúncio do lançamento da Coalizão Americana de Combate aos Cartéis, na Flórida 7.3.2026 Imagem reprodução
RESUMO
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Doral, Flórida (US) · 07 de março de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, neste sábado (7/mar), a criação da America’s Counter Cartel Coalition [Coalizão Americana de Combate aos Cartéis] durante a cúpula Shield of the Americas [Escudo das Américas], realizada em Doral, na Flórida.

“Mas neste dia histórico nos reunimos para anunciar uma nova coalizão militar. Para erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região”, declarou Trump, conforme o video abaixo.

O cerne do acordo, segundo o próprio Trump, é “o compromisso de usar força militar letal para destruir as sinistras redes de cartéis e terroristas de uma vez por todas”.

Ele enfatizou ainda avanços concretos no combate ao tráfico: “Drogas chegando pela água caíram 96%. Estamos tentando descobrir quem são os outros 4% porque acho que são as pessoas mais corajosas do mundo. Ou eles não assistem televisão, certo?

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But on this historic day we come together to announce a brand new military coalition.

A coalizão formaliza esforços iniciados dois dias antes. Na quinta-feira (5/mar), o secretário de Guerra Pete Hegseth comandou a Conferência inaugural Americas Counter Cartel na sede do U.S. Southern Command (SOUTHCOM) [Comando Sul dos EUA], também em Doral.

Representantes de 17 nações do Caribe, América Central e América do Sul assinaram uma declaração conjunta de segurança, reafirmando soberania e estabilidade regional, conforme o portal oficial Southcom.mil.

Hegseth foi direto: “A América está preparada para enfrentar essas ameaças e partir para a ofensiva sozinha, se necessário. No entanto, é nossa preferência — e é o objetivo desta conferência — que façamos isso juntos com vocês”, reportou a Associated Press.

O Miami Herald destacou a presença de delegações de países como Argentina, Honduras, República Dominicana, Guiana, Chile, Jamaica, Costa Rica, Paraguai e Bahamas — com notável ausência de Brasil, Colômbia e México.

Esses três países não foram convidados para o evento – organizado de forma seletiva, reunindo apenas governos descritos como “com ideias afines” (alinhados ideologicamente) à administração Trump, majoritariamente de perfil conservador ou de direita na região.

Isso excluiu deliberadamente nações com governos de orientação de esquerda ou centro-esquerda, como os de Claudia Sheinbaum (México), Gustavo Petro (Colômbia) e o atual governo brasileiro (sob Lula).

No Brasil, a cobertura enfatizou o caráter de ameaça implícita na retórica de Pete Hegseth, que afirmou estar pronto para “agir sozinho” contra cartéis se os países não adotassem postura mais agressiva.

O professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra, Ronaldo Carmona, classificou a declaração como “ameaça gravíssima” à soberania regional, em entrevista à Agência Brasil (reportado por veículos como O Povo e Exame).

A ausência brasileira foi interpretada como resultado da exclusão intencional, sem convite oficial, alinhada à tensão diplomática entre Washington e Brasília no governo atual, que prioriza multilateralismo e rejeita intervenções unilaterais.

Na Colômbia, Gustavo Petro respondeu publicamente à advertência de Hegseth defendendo uma “aliança regional” contra o narcotráfico, mas sem endossar ações militares unilaterais dos EUA.

A ausência foi notada como exclusão de governos críticos à abordagem “militarista” e “narcoterrorista” promovida por Trump e Stephen Miller (que comparou cartéis ao ISIS e Al-Qaeda).

Veículos regionais como El Universal (México, mas cobrindo reação de Petro) destacaram que Bogotá não recebeu convite, refletindo desconfiança histórica com intervenções americanas em território colombiano e preferência por estratégias de paz e regulação em vez de “ofensiva militar”.

Os motivos destacados por fontes mexicanas foram os mais detalhados, com veículos como Infobae México, La Crónica de Hoy e El Fronterizo afirmando categoricamente que o Méxiconão foi convidado” e que a conferência reuniu apenas “governos afins”, excluindo deliberadamente Cidade do México, Bogotá e Brasília.

A presidente Claudia Sheinbaum reforçou a defesa da soberania mexicana contra qualquer possibilidade de ação militar estrangeira em território nacional — um ponto sensível após ameaças anteriores de Trump de intervenções diretas contra cartéis.

A narrativa mexicana enfatiza que a exclusão foi uma escolha política da administração Trump para evitar resistência à ideia de operações unilaterais ou designação de cartéis como “organizações terroristas estrangeiras”, o que poderia justificar ações sem consulta prévia.

Em resumo, a não participação dos três países decorreu principalmente de não terem sido convidados, em função de alinhamento ideológico seletivo do evento (focado em governos de direita alinhados a Trump) e de profundas diferenças políticas: rejeição à retórica de “ofensiva unilateral“, defesa da soberania nacional e oposição a intervenções militares estrangeiras em território próprio.

O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, comparou os cartéis ao ISIS e à Al-Qaeda do hemisfério ocidental, reportou a agência de notícias Reuters, acrescentando que ele defendeu uma ação militar em vez de abordagem puramente judiciária.

A iniciativa revive princípios da Doutrina Monroe atualizada — batizada por Hegseth de “Trump Corollary [Corolário de Trump]” — e integra operações já em curso, incluindo ações navais e colaboração com nações alinhadas.

O anúncio ocorre em meio a um contexto de intensificação do combate ao narcoterrorismo, posicionando a America’s Counter Cartel Coalition como pilar da estratégia “América Primeiro” no hemisfério.

A cúpula Shield of the Americas segue em andamento em Doral. Fontes oficiais como o Department of War [Departamento de Guerra dos EUA] devem divulgar mais detalhes sobre próximos passos operacionais nas próximas horas.

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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